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EXCLUSIVO! Lêda Trindade fala sobre mandato, eleições 2012 e que está preparada para os desafios.

Ela tem 43 anos de idade, é administradora de empresas, psicóloga, pós-graduada em saúde mental, mãe de 03 filhos, casada há 25 anos com um dos jornalistas mais respeitados do Piauí, Tony Trindade (que também é filho de Monsenhor Gil). É vereadora e Gerente Estadual de Saúde Mental e se diz pronta para o desafio de ser uma "vice-prefeita que trabalha muito", que não se destinará a ser apenas uma peça sobressalente.
Lêda Trindade, a vereadora mais votada de Monsenhor Gil nas últimas eleições, é também o símbolo do resgate feminino no poder legislativo, depois de 16 anos. Ela acaba de receber o resultado de uma pesquisa realizada para consumo interno em que é a vereadora preferida da maioria da população de Monsenhor Gil, respaldando o seu mandato e a colocando também como a preferida para ser a vice-prefeita da chapa da situação, já que somadas as intenções de voto que recebeu para prefeito e para vice (além da opção para vereadora, de forma espontânea) ela dispara na preferência popular.

Lêda
nos recebeu em sua casa, para uma entrevista reveladora ao GP1.
Imagem: GP1Lêda Trindade em Santa Cruz dos Milagres (Imagem:GP1)Lêda Trindade em Santa Cruz dos Milagres

GP1: Dra. Lêda, a senhora é vereadora de primeiro mandato. Porque acha que já está preparada para dar um passo adiante?

Lêda Trindade
: Eu atuo no campo social em Monsenhor Gil desde adolescente. Os mais novos talvez não saibam, mas já fui até professora da antiga CNEC, como forma de contribuir com a educação da nossa cidade. Sempre participei dos movimentos culturais, religiosos e artísticos daqui.Meus pais são daqui, minha infância foi aqui. Depois de casada, montamos, eu e minha família, uma fundação, que leva o nome do meu avô, João Ferreira Lima. Através dela já realizamos muito, desde 1998, pelas pessoas mais carentes de Monsenhor Gil. É que não divulgamos. Quem recebe o benefício sabe do que estou falando. Decidi me candidatar a vereadora porque entendi que é necessário conhecer todas as instâncias de poder se você quiser ocupar cargos mais importantes na política. Com que autoridade eu poderia pensar em ser vice-prefeita ou prefeita, sem antes passar por esta experiência? Não falo pelos outros. Falo por mim. Hoje sou uma mulher mais madura, mais preparada e entendo melhor como funciona a estrutura do poder municipal em nossa cidade. Por outro lado, tem sido uma oportunidade das pessoas me conhecerem melhor, de me avaliarem, tanto no comportamento pessoal, quanto profissional e político. O convívio com meus colegas vereadores também me ensinou muito.
Imagem: GP1Lêda Trindade e os pacientes do CAPS(Imagem:GP1)Lêda Trindade e os pacientes do CAPS

GP1: A senhora não acha que a vida pública expõe muito uma pessoa? A senhora já é bem-sucedida profissionalmente e pessoalmente. O que busca mais?

Lêda Trindade:
Quando eu decidi me candidatar, minha família, (meu marido, especialmente) foi contra, mas eu argumentei que era a única forma possível de ajudar a mais pessoas. A política, quando feita com amor, seriedade e desapego, é o instrumento mais forte e mais eficaz para se ajudar as pessoas mais simples. Eu jamais conseguiria fazer por Monsenhor Gil, da forma que tenho feito, se não fosse hoje uma vereadora. É um mandato limitado? Sim, é. O salário é irrisório? Sim, é. Mas não é por salário e por poder, é por visibilidade e inclusão no sistema político. Eu estou inserida no ambiente político de Monsenhor Gil e isso não tem mais volta. É daqui pra frente. Eu sei que posso ser útil e vou continuar servindo a essa população. No futuro, quando me aposentar, junto com meu marido, a gente vem morar de vez aqui. Quero poder andar nas ruas da cidade e ouvir as pessoas dizerem assim: "Olhe ali a Lêda, uma mulher corajosa, determinada, que já fez muito por nossa terra."
Imagem: GP1Lêda Trindade em Brasília(Imagem:GP1)Lêda Trindade em Brasília

GP1: E a sua relação política com seus colegas vereadores, o atual prefeito e outras lideranças da cidade? Há quem diga que a senhora tem dificuldades de relacionamento com alguns. É verdade?

Lêda Trindade: Olhe, eu sou obrigada a reconhecer que no começo foi muito difícil. Acho que pelo fato de ser quem sou, de ser uma mulher de posições muito firmes, de ter um estilo de muita transparência, de ser a esposa de Tony Trindade, que sempre teve um estilo muito independente, foram motivos para uma relação conturbada no começo. Na própria campanha já senti isso. Fiz uma campanha de apoio ao atual prefeito José Noronha, "comendo e fazendo poeira" como se diz no ditado popular, mas independente. Fui acusada de fazer jogo duplo só porque mantinha um relacionamento respeitoso com meus adversários. Depois veio a vitória em primeiro lugar, que senti que não era o que muitos queriam, mesmo os do grupo ao qual eu pertencia e isso gerou um desconforto toda vez que eu ressaltava minha alegria e citava a minha posição. Mas isso é passado. Sei que na política é preciso passar por essas coisas se a gente quiser vencer. Reconheço também que cometi erros e que não soube lidar com determinados sentimentos e atitudes. Aprendi com os erros. Hoje posso dizer que isso está superado. Sei que alguns colegas vereadores ainda resistem, por exemplo, que eu seja escolhida vice, mas respeito a posição deles, mesmo sabendo que não há razão para isso, e agradeço aos que me apóiam, porque sabem que serei companheira fiel, dedicada e compromissada como vice-prefeita. Quanto ao prefeito Zé Noronha, é meu amigo e tenho procurado ajudá-lo em sua gestão, dentro de tudo o que posso. Para mim ele é um exemplo como gestor.

Imagem: GP1Lêda trindade, João Luis, José Noronha e Marcos Aurélio ( Fundespi)(Imagem:GP1)Lêda trindade, João Luis, José Noronha e Marcos Aurélio ( Fundespi)
GP1: A senhora fala como se já fosse a escolhida para ser a vice-prefeita. Já está tudo decidido? A senhora não tem concorrentes?

Lêda Trindade: Eu sou aquilo que acredito ser. Sem nenhuma arrogância ou desprezo por quem quer que seja, eu sei que reúno as melhores condições para o cargo. Estou preparada para ser prefeita de Monsenhor Gil, mas tenho humildade suficiente para acatar aquilo que a opinião pública decide. O povo de Monsenhor Gil é sábio. Entende que eu devo aguardar e dar um passo de cada vez. Respeito e aceito essa decisão. Agora, não posso aceitar é que, por uma picuinha, uma cisma, um ciúme, ou algo parecido meu nome venha a ser excluído. Os critérios são: apoio popular, experiência, notória e comprovada capacidade de realizar, senso organizacional, estrutura, relacionamento amplo e suprapartidário. Eu pergunto: me enquadro nesse perfil? O povo de Monsenhor Gil acaba, mais uma vez, de dizer que sim, nas pesquisas. Esse mesmo povo disse que não aprova, com 54% candidato da mesma região do candidato a prefeito e 46% também dizem não aceitar candidato do mesmo partido, no caso o PTB.
Eu sempre digo: Sei usar salto alto, colocar roupa de seda, me maquiar e ir à festa mais chique, mas também sei colocar um tênis ou chinelo, uma calça jeans e uma camiseta, um chapéu na cabeça e sair de casa em casa, conversando com as pessoas, ouvindo suas dores e me propondo a ajudá-las. Isso me faz feliz. Foi assim e tem sido assim que tenho conquistado o coração delas. Cuido de dezenas de jovens, adultos e idosos também como psicóloga. Não ganho salário pra isso, nem cobro delas.
Não é a toa que o povo me dá esse reconhecimento. Conheço as pessoas pelo nome em Monsenhor Gil, minha casa está sempre de porta aberta e quando não estou aqui, meu telefone é 24 horas ligado, sempre pronto a atender a quem me procura. Quanto a decisão oficial, estou no aguardo. Não estou apressada. O que posso dizer é que sou de grupo, não faço leilão. Agora, espero que o grupo seja capaz de avaliar a importância do meu nome na chapa majoritária. Aos meus colegas vereadores, em especial, peço que vejam que esta será uma vitória do poder legislativo, afinal será uma colega deles fazendo parte de uma chapa majoritária.
Imagem: Marcos CardosoLêda Trindade em Brasília(Imagem:Marcos Cardoso)Lêda Trindade e o natal solidário que realiza há anos

GP1: E porque ser a vice do empresário João Luis e não de outro candidato?

Lêda Trindade
: Porque ele é o candidato do grupo ao qual pertenço. Respeitamos a vontade da população. Eu respeito os demais candidatos e entendo que seja importante o debate político. Do contrário não seria democracia. Sou amiga de Pila e de Evandro, que são os pré-candidatos de oposição. Não faço política com rancor ou com jogo baixo. Ninguém me ver atacando ninguém, perseguindo, fazendo fofoca, agredindo a honra das pessoas,agora, também sei me defender. Espero que o nível da campanha seja respeitoso.

GP1: Porque então a senhora acha que é o melhor nome, entre os demais?

Lêda Trindade
: Veja, não se trata de ser melhor ou pior. É uma questão de sensatez e de respeito a vontade popular. Uma candidatura a vice mal feita pode por tudo a perder. Um ou uma vice , seja prefeito, governador ou presidente é alguém que vem pra contribuir, complementar, agregar valores, conhecimentos, experiências. Não se escolhe um vice só por um atributo, mas sim uma conjunção de vários. Eu já disse: Me preparei pra ser prefeita. Se o povo, nesse momento, me quer vice, vou respeitar e aceitar isso com humildade e entusiasmo. Já decidi que não serei mais candidata a vereadora. Meia palavra pra bom entendedor basta, não é?
Imagem: GP1Lêda Trindade na FIEPI, com Janete Moraes Sousa(Imagem:GP1)Lêda Trindade na FIEPI, com Janete Moraes Sousa

GP1: A senhora está dizendo que se não for vice da situação pode ser vice da oposição?

Lêda Trindade: Eu disse que sou a mais preparada e que tenho apoio popular. Eu não acredito, sem querer desmerecer ninguém, que meus colegas vereadores, as lideranças do nosso grupo, os partidos aliados, o pré-candidato a prefeito e ao atual prefeito irão desconsiderar isso. Foi isso o que quis dizer.

GP1: E se escolherem outro nome?

Lêda Trindade:
Diante do fato, que não acredito que vá acontecer. Saberei como agir, mas tenho certeza que posso contar com as pessoas do meu grupo. São os homens e mulheres mais experientes em política no
nosso município. Não somos vitoriosos à toa. Isso é resultado de trabalho, mas também de inteligência. Posso citar rapidamente aqui os nomes de José Noronha, Paulo Roberto, Julimar Pereira, Noronha Filho e Mauro Ferraz, como exemplos. Tenho convicção de que serei a candidata a vice do nosso grupo, porque esse grupo não perde a sintonia com o povo, porque nossa cidade merece continuar tendo sorte nas suas gestões e porque isso depende também de uma escolha acertada.
Imagem: GP1Lêda Trindade e suas colegas psicólogas(Imagem:GP1)Lêda Trindade e suas colegas psicólogas

GP1: E o seu mandato de vereadora, está dentro daquilo que esperava?

Lêda Trindade:
Se eu disser que estou fazendo tudo o que planejei, estarei mentindo. Não é fácil ser vereador, ainda mais de cidade pequena, com recursos escassos. Talvez por esta razão meus colegas se espantaram comigo no começo. Eu passei a usar meu prestígio pessoal e do meu marido pra romper barreiras e conquistar algumas vitórias. Eu não estava querendo ser melhor que ninguém. Sei das dificuldades que meus colegas vereadores enfrentam. Eles são uns heróis. Têm que se desdobrar para atender aos seus eleitores, de forma individual, nas demandas mais variadas, mas eu queria ir além. Fui atrás de obras, de emendas e de estrutura pra nossa cidade. Isso estimulou os vereadores a também cobrarem dos seus deputados. Uma boa competição. Quem ganha com isso? O povo de Monsenhor Gil. Desta forma, estamos colaborando com a gestão da qual fazemos parte e o prefeito José Noronha, nosso líder, estimula essa batalha.
Imagem: GP1Lêda Trindade em reunião com membros do CAIS da PM(Imagem:GP1)Lêda Trindade em reunião com membros do CAIS da PM

GP1: Cite algumas das suas ações e obras.


Lêda Trindade:
Eu, antes de ser vereadora, só pra citar, consegui instalar 60 postes de energia elétrica, no bairro Cachoeira. Lá não tinha energia em nenhum lugar. Isso foi em meados de 1997. A presidente da Cepisa era Merian Ohana, minha amiga. Conseguimos essa vitória. Também antes de ser eleita, um ano antes das eleições, conseguimos calçamento para o Casulo e outras duas ruas da Cachoeira. Conseguimos trazer uma viatura nova para Polícia Civil, duas motocicletas e uma viatura para a Polícia Militar e a instalação do GPM, uma estrutura da Polícia Militar na cidade. Conseguimos instalar dois quebra-molas na BR 316, Avenida Zito Batista, onde morreram dezenas de pessoas, ao longo de décadas. Conseguimos junto ao DNIT. Nunca mais ninguém morreu ali, graças a Deus.Conseguimos uma quadra poliesportiva para a comunidade Monte Alegre, que infelizmente ainda não está concluída, mas será, com fé em Deus, ainda este ano. O nosso Cine-teatro, com recursos da ordem de 800 mil reais também já está licitado. É uma obra que mesmo não tendo sido ainda construída, já é uma realidade. Quando estiver pronta, todos me dirão: Parece um sonho!
A quadra poliesportiva do Baixão/ Vila Maria, foi conseguida por mim com o então Governador Wellington Dias. A pedido do prefeito José Noronha, ela foi levada para o Baixão.
Agora, na condição de Gerente estadual de Saúde Mental, estamos trazendo, junto com o prefeito José Noronha, um CAPS. É um Centro de Atenção Psicossocial, que cuida de pessoas com problemas mentais e também uso de álcool e drogas. O nosso hospital, que é de pequeno porte, será transformando numa UPA, Unidade de Pronto-Atendimento. E o SAMU, vem junto. É uma vitória que só será compreendida quando estiver funcionando.
Além disso, estamos juntos, eu, os colegas vereadores, o prefeito José Noronha e o nosso pré-candidato João Luis, elaborando plano de ação para estabelecer as prioridades de nossa cidade, já a partir dos primeiros meses do ano que vem. Isso tem que ser feito agora. Ou se planeja, ou não se faz nada.
É muito? Vejo que para uma vereadora, sim. Mas vejo que posso contribuir com muito mais. Tenho disposição e capacidade para isso. O povo de Monsenhor Gil sabe disso. Já me conhece.
Imagem: GP1Lêda Trindade recebe Medalha do mérito Renascença(Imagem:GP1)Lêda Trindade recebe Medalha do mérito Renascença
Imagem: GP1Lêda Trindade em reunião diretores de hospitais(Imagem:GP1)Lêda Trindade em reunião diretores de hospitais
Imagem: GP1Gov Wilson Martins e Lêda Trindade(Imagem:GP1)Gov Wilson Martins e Lêda Trindade

GP1: Pra encerrar, como vai agir até que a decisão seja tomada?


Lêda Trindade:
Como sempre agi: trabalhando e acreditando. Não tem a música, " quem acredita sempre alcança"? Pois é! Sou determinada, mas antes de tudo sou de fé. Sou cristã, tenho valores morais, sou defensora da família. Casada há 25 anos, prestes a ser avó,não poderia ser diferente. Sou feliz e quero a felicidade das pessoas. Defendo, como Lula, que todos tenham direito ao básico: pelo menos três refeições ao dia. Direito a escola e saúde pública de qualidade. Direito a moradia digna e o mínimo de lazer.
Imagem: GP1Lêda Trindade em reunião com a Sec. Lilian Martins(Imagem:GP1)Lêda Trindade em reunião com a Sec. Lilian Martins
Não vou ficar sentada, esperando que as coisas aconteçam, muito menos achar que porque tenho uma vida digna vou virar as costas para essa gente sofrida que precisa de mim. Esse remorso eu não levo comigo. Não sou rica, sou uma trabalhadora, abençoada por Deus com saúde e inteligência. Seja o que ele (Deus) e o povo decidirem.
Imagem: GP1Lêda Trindade e João Luís, em evento religioso, bairro Cachoeira(Imagem:GP1)Lêda Trindade e João Luís, em evento religioso, bairro Cachoeira

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Escrito por Marcos Cardoso em 16/04/2012 às 22h57
Atualizada em 19/04/2012 - 21h41

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Comentários (1)

  • Jozimar Venção, Monsenhor Gil-PI disse:
    Deixado em 17/04/2012 às 09h20

    bela entrevista dona leda. E que deus lhe abençoe!

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