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Fone: 86 3233-1286    redacao@gp1.com.br Terça-feira, 6 de janeiro de 2009
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Judson Barros
Judson Barros

É ambientalista, Coordenador do Fórum Brasileiro de ONG's e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento - FBOMS
Coordenador da Rede Ambiental do Piauí
Presidente da Fundação Águas - Funáguas
É escritor e membro da Academia de Letras, História e Ecologia de Pastos Bons - Maranhão

Produtores de soja enviam mensagem de ameaça de morte

As ameaças de morte ao ambientalista Judson Barros têm se tornado mais frequentes. Veja a última. Enviado por um sojeiro que se denominou de Cleber de Uruçuí

 Quero aproveitar o ensejo para responder ao marginal:

Cleber,

A covardia é a característica de todo meliante que não assume o que faz, nem o que diz. Eu estive aí em Uruçuí ontem. Teria sido um bom momento para que "tu" tivesse tomado alguma atitude.

Eu sou filho de Uruçuí. Não vou deixar de andar em minha cidade por causa de um forasteiro, um intruso, um marginal de alta periculosidade.

A causa que eu defendo não é minha, mas em benefício de toda a humanidade, até teu próprio benefício e de teus filhos.

Vamos ver a tua valentia quando tiver que falar à Polícia, ao Ministério Público, ao Judiciário.

A situação tem se agravado, mas a resposabilidade dos fatos está relacionada ao discurso que o "governador" proferiu em Uruçuí há alguns meses: "a situação de Uruçuí é complicada por causa do ambientalista Judson Barros". (talvez a intenção foi dizer: tomem as providências que quiserem, pois o Estado não tomará qualquer atitude. Como no caso dos trabalhadores que morreram envenenados por agrotóxico).

Agora Cleber, presta atenção: "vamos ver se a Bunge e o "governador" vão te socorrer quando "tu" tiver respondendo a um processo criminal". Talvez  "tu" entenda que a Justiça não chega pra ti.

Dizer palavrão é muito fácil. Eu retribuo a ti, teus pais, tua mulher e teus filhos, tua raça, os palavrões que colocastes no email.

Enfim quero dizer: a resposabilidade por minha segurança é do Estado. Mas seus agentes não têm demonstrado qualquer interesse nesse sentido. Coloquei um dossiê nas mãos do delegado James. A Polícia Civil tem conhecimento dos fatos.

Vou fazer uma denúncia à Polícia Federal, pois assim esperamos que alguma providência possa ser tomada.

E estarei de volta a Uruçuí em breve. Me aguarde, Cleber.

Postada em 23/12/2008 13:05h

Bunge perde mais uma vez na Justiça Federal

Na última quarta-feira (10) a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal, em Brasília, julgou improcedentes os embargos da Bunge Alimentos e do Governo do Piauí contra a Fundação Águas do Piauí – FUNÁGUAS em processo que a Fundação reclama pela suspensão da lenha como matriz energética. Na decisão, a Justiça Federal, pede a intervenção da Polícia Federal no caso. 

A multinacional não cumpriu a decisão do dia 05 março de 2008, do TRF 1ª. Região, que suspendeu a utilização de lenha como matriz energética, desconstituiu o Termo de Ajuste de Condita – TAC e devolveu o processo à Justiça Federal no Piauí. A multinacional tentando ganhar tempo entrou com um embargo de declaração que foi acompanhado pelo Governo do Piauí e outras empresas e órgãos litigantes. A Desembargadora Selene Maria de Almeida, do TRF 1ª. Região, relatora do processo, indeferiu todos os pedidos mantendo a decisão anterior. Os outros dois Desembargadores da 5ª. Turma votaram com a relatora. Os embargos contra a decisão da desembargadora foram apostos pelo Governo do Estado do Piauí, Bunge, IBAMA, Advocacia Geral da União e Empresa Graúna.

Segundo informações obtidas através do presidente da FUNAGUAS, Judson Barros, os embargos tinham a finalidade “meramente protelatória”, e ele acrescenta que a decisão do TRF comprova isso.

“As decisões servem para mostrar a realidade que passa no Cerrado do Piauí. E nesta última a desembargadora determina que a Polícia Federal abra inquérito para averiguar a situação da Bunge e dos crimes ambientais cometidos no Estado do Piauí.”, disse Judson. 

Pedido de Prisão do governador do Piauí 

No início deste mês a FUNÁGUAS também entrou com um pedido de prisão do governador do estado, Wellington Dias, pelo descumprimento da decisão judicial do TRF em março de 2008, e junto com esse pedido também foram solicitadas as prisões do superintendente do IBAMA, do representante da empresa Graúna e da BUNGE. 

Para mais informações: www.funaguas.org.br

http://www.observatoriodoagronegocio.com.br/index.html
 

Postada em 15/12/2008 10:22h

CAMPANHA SERRA VERMELHA - O PIAUÍ MERECE ESSE PARQUE

Cerca de 35 entidades não governamentais de leste a oeste, de norte a sul do Brasil se mobilizaram para iniciar a terceira etapa da campanha SOS Serra Vermelha que pretende criar o Parque Nacional Serra Vermelha, no sul do Piauí, e salvar a região de virar carvão, o reles carvão que utilizamos para fazer churrasco e assar pizza.

Nessa etapa da mobilização o objetivo da campanha é sensibilizar o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc da importância de se preservar a maior floresta do Nordeste brasileiro, uma região considerada prioritária para conservação da biodiversidade do país.

No último final de semana, durante so dias 05,06 e 07 de dezembro, um grupo de jornalistas, fotógrafos, historiadores, pesquisadores, guarda-parques e ambientalistas estiveram na região de Curimatá para fortalecer a mobilização e conhecer, de perto, toda a beleza da Serra Vermelha.

Ameaçada de virar carvão vegetal pela empresa JB Carbon, a região é de extrema importância para manutenção da biodiversidade e das nascentes de vários rios do Piauí. Antes o projeto era destinado a alimentar as caldeiras das siderúrgicas de Minas Gerais, Maranhão e Pará.

Derrotada na Justiça Federal a empresa carioca mudou o foco do projeto e agora diz que o carvão proveniente da queima da maior floresta do Nordeste será utilizado para gerar energia através de uma termoéletrica que seria instalada na área do projeto "Energia Verde".


Postada em 13/12/2008 14:10h

Consequências do Aquecimento Global para o Piauí

O estudo Migrações e Saúde: Cenários para o Nordeste Brasileiro 2000-2050, elaborado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que o Piauí será um dos Estados brasileiros mais afetados pelo aquecimento global.


Numa perspectiva de aumento de 4 graus centígrados na temperatura da Terra até 2050, devido ao efeito estufa, as conseqüências serão devastadoras para a agricultura, afetando não só grandes lavouras, como a da soja, mas também as pequenas culturas de subsistência.


O calor deve reduzir muito as terras agricultáveis de quatro estados: o Ceará diminuirá sua área de plantio em 79,6%; o Piauí, 70,1%; a Paraíba, 66,6%; e Pernambuco ficará com menos 64,9%. Com a atividade econômica afetada, os estados que terão maior quebra do PIB, conforme o estudo, são Pernambuco (-18,6%), Paraíba (-17,7%) e o Ceará (-16,4%). A Bahia perderá 8,3% do seu PIB.


A pesquisa também avalia que o aquecimento pode afetar seriamente a produção de alimentos no País, resultando em prejuízos de até R$ 7,4 bilhões para o agronegócio em 2020, podendo alcançar a cifra de R$ 14 bilhões em 2070. As populações expulsas do Nordeste pelo calor vão se dirigir para a Amazônia e o Sudeste.


Os pesquisadores analisaram o impacto do aquecimento global no Nordeste tomando por base os dados do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, em inglês). Os relatórios desse órgão da ONU costumam apresentar diversas projeções, com base em diferentes níveis de reação dos países ao aquecimento global. Da mesma maneira trabalhou o estudo brasileiro, que trabalhou com dois cenários. No mais pessimista deles, cerca de 483 mil pessoas deixariam o Nordeste rumo a outras regiões do país até 2050.

Cerrado piauiense - desmatado e queimado
 

Postada em 08/12/2008 20:27h

Nenhuma ação do "governo" sobre a morte dos trabalhadores envenenados por agrotóxico

No dia 24/10/2005 a Agência Estado fez a seguinte denúncia:

15 trabalhadores morrem envenados no cerrado piauiense em decorrência do uso de agrotóxico utilizado na monocultura da soja

A Federação Estadual dos Trabalhadores em Agricultura (Fetag-PI) denunciou que 15 trabalhadores rurais morreram na região do cerrado piauiense em decorrência do uso de agrotóxico em plantações de soja, segundo levantamento realizado desde o inicio do ano. A Fetag-PI ainda informou que existem mais de 50 trabalhadores, na mesma região, que apresentaram sintomas de intoxicação e problemas respiratórios.

Os municípios de Ribeiro Gonçalves, a 560 quilômetros ao sul de Teresina, e Uruçuí, a 453 quilômetros ao sul de Teresina, onde se concentram as plantações de soja do Estado, são onde se registrou o maior número de mortes e casos de contaminação. Em Uruçuí está instalada uma indústria da multinacional Bunge Alimentos.

A Fetag-PI encaminhou a denúncia de intoxicação por agrotóxico à Delegacia Regional do Trabalho (DRT), que está abrindo procedimento para apurar as denúncias e verificar as condições de trabalho dos agricultores da região.

Os dirigentes da Fetag ainda desconfiam que o trecho do Rio Parnaíba e seus afluentes que banham as duas cidades estejam contaminados. Eles constataram que está havendo a morte de peixes, sem nenhuma outra justificativa ou causa aparente.

Até o momento nada foi feito pelas famílias das vítimas nem para esclarecer os fatos. Na ocasião o "governo" do Estado armou um grande circo, autorizando a exumação dos cadáveres para realização de exames. As amostras foram colocadas em formol e o exame deu negativo para o teste de agrotóxico. O "governo" deu a versão de que os trabalhadores não morreram envenenados, mas não disse a causa.

A situação é de descaso total. O processo deve estar parado em algum órgão e as famílias nada podem fazer. A FETAG-PI finge que não sabe de nada e o "governo" não quer resolver a situação.

Trabalhador pulveriza agrotóxico no Cerrado do Piaui

Postada em 06/12/2008 07:41h

Governador não recebe trabalhadores rurais

O "goverandor wd" não recebeu ontem 500 trabalhadores rurais que protestaram na porta do Karnak em sol a pino. A manifestação foi organizada pela CPT - Comissão Pastoral da Terra.

Não participaram da mobilização o MST (Movimentos dos Sem Terra), FETAG (Federação dos Trabalhadores na Agicultura do Piauí) e a Via Campesina. O motivo não foi esclarecido.

Os trabalhadores imploraram para entrar e conversar com o companheiro "wd". Mas o governador não autorizou. Assim os manifestantes resolveram colocar fogo em um caixão de defunto e várias cruzes em frente ao palácio e fechar a avenida.

Vai aqui uma sugestão ao trabalhadores rurais do Piauí: "votem novamente nos companheiros do PT em 2010".

Vale também a indagação: Caso fosse os empresários da Bunge, da Suzano e da Eco City será que o governador não antenderia? 

Trabalhador rural se compra na véspera da eleição. Deve ser assim que o governador pensa. E com o dinheiro das isenções fiscais concedidas às empresas.

 

Postada em 02/12/2008 08:20h

Bunge Alimentos em Colapso - Ações da empresa já caíram 64%

Anunciada com pompa e circunstância em junho passado, a aquisição da americana Corn Products pela Bunge, também com sede nos EUA, naufragou melancolicamente nas ondas da crise financeira que reduziu os valores de mercado de muitas empresas com ações negociadas em bolsa naquele país e em diversos outros mercados, inclusive no Brasil.

A iniciativa de "segurar" a transação partiu do conselho da Corn, conforme decisão anunciada em comunicado na segunda-feira. Logo em seguida outro comunicado, desta vez emitido pela Bunge em Nova York, confirmou o fim do processo de incorporação. Pelos custos que teve até agora - e em linha com os termos do acordo assinado há pouco mais de quatro meses -, a Bunge será ressarcida em US$ 10 milhões pela Corn Products.

Pelos termos do comunicado da Bunge, não foi um rompimento amigável, ainda que a janela para um futuro novo acordo tenha permanecido aberta. "Ficamos decepcionados com a decisão da Corn Products (...) Apesar de continuarmos a acreditar nos benefícios estratégicos de longo prazo de uma fusão entre Bunge e Corn Products, e depois de considerações cuidadosas, determinamos que seguir com a transação não atende aos interesses de nossa companhia ou de nossos acionistas neste momento", afirmou Alberto Weisser, principal executivo global da Bunge.

Em seus comunicados, as empresas não atrelaram o fim do negócio à crise financeira, mas analistas lembram que a aquisição previa troca de ações e sairia, a valores de junho, por cerca de US$ 4,8 bilhões, incluindo dívidas líquidas da Corn no montante aproximado de US$ 414 milhões. De 21 de junho para cá, contudo, as ações da Bunge caíram 64,39% e as da Corn, 41,33%, segundo cálculos do Valor Data. Ontem, Bunge caiu 1,63% e Corn subiu 3,5%.

Ambas as companhias operam no Brasil. A Bunge atua nos mercados de grãos, alimentos e fertilizantes, com dezenas de unidades, e se mantém como a principal exportadora do agronegócio nacional há anos. A Corn, conhecida pelas linhas de xaropes de glicose e maltose, conta com cinco fábricas no país.

Por Valor Econômico

Unidade da Bunge em Uruçuí-PI

Ativistas tocam fogo em faixa da Bunge na porta do Palácio de

Karnak em Teresina-PI

Postada em 28/11/2008 13:50h

Inadimplência de produtores rurais com a Bunge chega a US$ 250 milhões

A informação partiu da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente eleita da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA). A senadora  informou que a inadimplência dos produtores rurais junto a Bunge, uma das multinacionais que financia a atividade agrícola no País, soma US$ 250 milhões. Este valor é referente às dívidas acumuladas pelos produtores nos últimos anos, na compra de insumos e não cumprimento dos contratos de venda antecipada de grãos.


Kátia Abreu afirmou que ligou ontem para dirigentes das tradings para pedir explicação sobre a redução do volume de recursos destinados pelas empresas para o financiamento da safra. "O alto nível de inadimplência freou os financiamentos e trouxe insegurança para este tipo de negociação", disse a senadora.


Segundo ela, a multinacional informou que 80% da restrição é resultado da crise do passado, já que houve financiamento para plantio da safra passada mas não houve pagamento por parte dos produtores. "Eles me disseram que apenas 20% do problema atual é resultado da crise".
A senadora informou que as dívidas não foram pagas porque houve problemas climáticos e de perda de renda. Ela lembrou que em Goiás houve um aumento expressivo dos custos de produção, por causa incidência da ferrugem asiática na soja.

Unidade da Bunge em Uruçuí-Pi

Unidade da Bunge em Uruçuí-PI

(Fabíola Salvador - Agência Estado)
 

Postada em 24/11/2008 08:24h

Agrocombustíveis como obstáculo à soberania alimentar

Os agrocombustíveis, como o etanol, são parte de um modelo agrícola que não produz alimentos e, ao contrário do que afirma o governo, aumenta os impactos ambientais, através do desmatamento e da queima da cana-de-açúcar, além de gerar outras conseqüências sociais, como o uso de trabalho escravo nas lavouras.

As terras dedicadas a essa produção, que poderiam ser destinadas à reforma agrária e à produção de alimentos, têm sido compradas por grandes grupos estrangeiros e empresas do agronegócio, que recebem um volumoso apoio do Governo Federal, através de créditos e isenções fiscais.

Leia abaixo a carta final do “Seminário Internacional Agrocombustíveis como obstáculo à construção da Soberania Alimentar e Energética”, que manifesta a posição dos movimentos sociais e organizações populares de 14 países sobre o tema, e foi entregue hoje durante a conferência governamental de agroenergia.

 

Brasil Ecodiesel. Projeto falido no Piauí

 

Postada em 20/11/2008 13:09h

Metrô de Teresina - as velhas práticas permanecem

Para o PT ficar igualzinho ao DEM só falta mesmo inaugurar estrada com lona preta. Pelo menos é isso que se comenta dos tempos do PFL, agora DEM, antiga ARENA. Esse fato histórico se refere ao Governo de Hugo Napoleão pelos idos de 80.

Mas PT entende bem da lição. A obra do metro de Teresina é um bom exemplo. A obra tem um custo faraônico e ainda não foi concluída. Teve início num período pré-eleitoral com o intuito de enganar o povo. Depois do resultado das eleições nada mais foi feito.

Tinha o prazo de 290 dias para ser concluída e iniciou em fevereiro de 2004. Já estamos em novembro de 2008 e se passaram 1730 "dias". E a "obra" só vai sair se for com azeite de mamona. Como não tem mamona não tem previsão.

O valor da maracutaia é de 18 milhões e alguns quebrados. Isto para fazer a ampliação de 1 Km do metrô. O custo do metro da  obra está pelo valor de 18.054,52 reais. O valor total da obra seria suficiente para empregar 4 mil pessoas durante um ano cada uma recebendo um salário mínimo. Isto para se ter uma idéia do que já foi presumidamente gasto.

Talvez no próximo ano se faça mais um pouquinho. E com o dinheiro que vier pode se desviar uma parte para fazer caixa 2  para comprar os mandatos disputados na eleição de 2010. Também se aproveita para enganar o povo outra vez: Já sei até o discurso: "agora o metrô vai ser terminado, vote em mim".

Fotos da obra faraônica:

 

Postada em 16/11/2008 13:36h
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