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21/09/2009 - 14h00
REVISTA ÉPOCA

'Aprendi a extorquir o povo', dispara ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus

Um ex-pastor da Igreja Universal relata como o bispo Edir Macedo o instruía a tirar dinheiro dos fiéis e a depositá-lo em contas no exterior

do GP1
Atualizada em 20/06/2010 - 14h11

A casa no bairro de Cascadura, Rio de Janeiro, onde Gustavo Alves da Rocha passou a infância ficava a cerca de 1 quilômetro de distância do local onde foi erguido o primeiro templo da Igreja Universal do Reino de Deus, há 32 anos. A vida de Gustavo e a de Edir Macedo, o líder da Universal, só se entrelaçaram, porém, quando os dois cruzaram o Oceano Atlântico. Em 1996, Gustavo, aos 16 anos, morava com sua tia em Londres. O bispo Macedo acabara de abrir sua primeira igreja na Inglaterra e precisava de um tecladista que animasse as reuniões dominicais. O tempo livre e o talento musical de Gustavo se encontraram com as ambições do bispo Macedo no número 232 da Seven Sisters Road, no bairro londrino de Finsbury Park. Era lá que ficava a primeira igreja da Universal em Londres, onde Gustavo foi empregado como tecladista.

Três anos depois, Gustavo se tornou pastor da Universal em Nova York. Ele diz que era responsável por contar e fazer o depósito do dízimo recolhido nos 26 templos da Universal em Nova York. Diz ter sido instruído a se casar com a empregada doméstica do bispo Macedo, Jacira Aparecida da Silva, e conta que se mudou para a casa de Macedo, nos Estados Unidos, onde morou por quase três anos. Da sala da luxuosa casa do bispo, Gustavo afirma que assistia a Macedo orquestrar por rádio a expansão dos templos da igreja e dos negócios de comunicação, hoje alvos de investigação pelo Ministério Público.

Gustavo diz ter ouvido o bispo Macedo instruir seus bispos a trocar dólares para ele em São Paulo, diz ter depositado dinheiro do dízimo em duas contas no exterior, uma delas em nome de um pastor americano amigo de Macedo, conhecido como Forrest Hills, e afirma que o dinheiro dos fiéis era usado para investimentos na TV Record. “Em 2003, fizemos com os fiéis de Nova York uma campanha para arrecadar US$ 1 milhão. Foi com esse dinheiro que a Record montou o estúdio em Manhattan”, diz. As ligações de Gustavo com a igreja são comprovadas por documentos como passaporte, contracheques e fotos. A TV Record negou as acusações.

Em 2004, Gustavo foi demitido pelo bispo Macedo. Hoje, ele é considerado pelos promotores uma testemunha importante nos processos abertos contra o fundador da Universal. Seu depoimento poderá contribuir para confirmar as suspeitas de estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha que recaem sobre o bispo Macedo e a cúpula da igreja e da Rede Record. Gustavo hoje trabalha de madrugada como taxista em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Mora numa casa de quatro cômodos, alugada, que não guarda nenhuma semelhança com o luxo e o conforto que Gustavo diz ter experimentado em Nova York. Não tem mais o dinheiro que juntou enquanto era pastor. Desde que voltou ao Brasil, já morou em mais de cinco cidades. Aos 29 anos, diz ter dificuldade para arrumar emprego e afirma temer represálias de membros da Universal. Ele contou a história que viveu na igreja num depoimento de cinco horas concedido a ÉPOCA.

Procurada por ÉPOCA, a Igreja Universal confirmou que Gustavo foi pastor da igreja, “desligado da obra por motivos de prática de conduta contrária aos bons costumes e à moral”. Disse que “a Igreja Universal, seus bispos e pastores fazem tudo dentro da maior legalidade” e negou que Gustavo tivesse sido instruído a se casar com uma mulher indicada pelo bispo Macedo e que tivesse morado na mesma casa que ele. A Universal negou ainda que Jacira Aparecida da Silva tivesse trabalhado como empregada doméstica para o bispo Macedo. A TV Record afirmou, também por e-mail, que não faz nenhuma transação com dinheiro oriundo da Universal: “Todos os salários dos funcionários da Rede Record são pagos pela emissora em conta-corrente dos beneficiários e todos os investimentos são pagos pela emissora com recursos próprios”. A seguir os principais trechos do depoimento do ex-pastor Gustavo Rocha.

  • “Edir Macedo nos ensinava a atingir as metas que ele criava para cada igreja, e a meta era financeira. Não era de fiéis “ GUSTAVO ROCHA, ex-pastor da Universal. Na foto, tirada em 2001, ele aparece no altar de uma das igrejas que comandou em Nova York

Como conheceu o bispo Edir Macedo

“Eu nasci no Rio de Janeiro, mas quando tinha 12 anos fui morar com uma tia em Londres. Uma tarde eu estava passeando com minha tia pelas ruas de Finsbury Park e vi um teatro. Resolvemos entrar. Na porta estava escrito apenas Teatro Arco-Íris. Aí eu vi um piano e, como sempre tive paixão pela música, pedi para tocar um pouco. Quem veio até mim foi o Edir Macedo. Ele me pediu para que eu tocasse “Yesterday”, dos Beatles. Ele elogiou e me perguntou: ‘Você sabe tocar música gospel?’. Eu respondi que não, mas consegui acompanhar no piano quando ele colocou umas músicas gospel para tocar no rádio. Ele disse que precisavam de um tecladista e eu, que tinha 16 anos, aceitei tocar todos os domingos em troca de algo em torno de R$ 50. Depois de uns quatro meses, minha tia procurou Edir Macedo para dizer que eu voltaria ao Brasil. Daí Edir veio com uma proposta: ‘Não, a gente vai ajudá-lo. Se você permitir, nós queremos investir nele. A igreja se propõe a pagar uma escola para ele aqui na Inglaterra’. A igreja pagou para mim por dois anos uma escola de idiomas, a London Capital College. Eu passei a morar na igreja e não tinha salário.”

A preparação para ser pastor

“Quando fui morar na igreja, eu dividia um quarto com outros obreiros. Passei a tocar todos os dias, fazia a limpeza do templo, a evangelização, distribuía jornal da igreja de porta em porta. Eu não tinha dinheiro para ligar para minha família no Brasil, nem no Natal. Fiquei praticamente confinado. Minha tia deixou de me visitar, achou que eu estava fanático. Eles fizeram comigo um processo de preparação para ser um futuro pastor. Quando chegava alguém à igreja para pedir um conselho, o bispo Macedo me chamava: ‘Senta aqui do meu lado para você conhecer os problemas do povo e aprender a orientar as pessoas’. Foram dois anos sentado ao lado dele. Quando o fiel ia embora, ele perguntava: ‘Entendeu? Essa moça está com problema financeiro e está tão fragilizada que, se você disser Faça isso!, ela vai fazer. Você tem de despertar essa fé que está nela para que ela venha e traga uma oferta para a igreja’. Oferta significava dinheiro, mas no começo ele não falava muito a palavra ‘dinheiro’, para não me assustar. Dependia dele para ter roupas e comida. Aqueles que eram bispos tinham muito privilégio. Queria ter a vida que o bispo Macedo e outros bispos tinham, então eu me submetia a tudo o que mandavam. Cheguei a fazer um jejum e só beber água durante sete dias. Nesses dois anos não fui sequer uma vez ao médico. O bispo Macedo me dizia que eu tinha de usar minha fé para curar a gripe, a dor de cabeça. Fazia parte do processo de sacrifício.”

Como a Universal se expande

“Eu e Edir Macedo saíamos pelo menos duas vezes por semana para procurar um teatro, um galpão onde desse para abrir uma nova igreja. A gente olhava primeiro a vizinhança. Se tivesse outra igreja na região, não valia a pena investir. E olhávamos se o povo era pobre ou de classe média. Se a área fosse pobre, era mais interessante, a igreja cresce mais. O bispo Macedo dizia que gente pobre tem todo tipo de problema. Então, é fácil ter argumento para atrair essas pessoas. Se fosse um pessoal com mais dinheiro, ele já pensava duas ou três vezes se valia a pena investir, porque apenas uma minoria frequentaria a igreja. Quando o bairro era de classe média, o pastor tinha de falar bom inglês e ter cultura, porque colocar um pastor escandaloso, ignorante, não dava certo. Em Londres, presenciei a criação de duas igrejas. Uma foi em Brixton e a outra em Peckham. Os cultos eram em inglês, 2% ou 3% dos fiéis da igreja eram brasileiros, 2% ou 3 % eram britânicos, e o restante eram africanos e jamaicanos. Havia uma preferência por colocar um pastor negro, para que os fiéis se identificassem mais.”

A escala em Portugal e a promoção

“Depois de dois anos na Universal em Londres, meu visto de estudante venceu e não conseguimos renovar. Eu já estava com 18 anos. O bispo Macedo conversou comigo e disse que Deus estava me enviando para Portugal. Fiquei lá um mês e meio, morando em Lisboa, até que o bispo Macedo me avisou que ele iria me registrar como pastor da Universal e em 15 dias eu estaria em Nova York. Ele disse que não me deixaria em Portugal porque ele precisava de um pastor com bom inglês nos Estados Unidos. No dia 13 de maio de 1999, eu cheguei a Nova York. Eu passei a tocar piano na igreja principal, no Brooklyn. Depois de uns 15 dias, o bispo Macedo chegou a Nova York e me disse que eu não deveria ficar só tocando, passaria a pregar. Foi a primeira vez em que fui responsável por uma igreja, a igreja de Utica, no Brooklyn. E, como eu era um pastor registrado pela Universal, passei a ter um salário. Ganhava US$ 600 brutos por mês. Era pouco, mas não tinha despesa com água, luz, aluguel porque eu morava na igreja.”

As metas e o método de arrecadação

“Em Utica, em dois meses, a igreja encheu. Cabiam 70 pessoas. O bispo Macedo achou que tinha valido a pena investir em mim. Comecei a fazer programas de TV e de rádio para a igreja e a participar das reuniões de pastores e bispos. Nessas reuniões, Edir Macedo nos ensinava a atingir as metas que ele criava para cada igreja. E a meta era financeira. Não era de fiéis. No primeiro mês, a minha igreja rendeu US$ 3 mil. Daí o bispo Macedo me falou: ‘Olha, Gustavo, este mês fez US$ 3 mil. Então, se no mês que vem você conseguir arrecadar só US$ 2.900, eu tiro a igreja de você. Você vai se virar para fazer US$ 3.500, senão eu vou descontar do seu salário, você não vai mais participar das reuniões e vai voltar para o piano’.”

“Fiquei tranquilo porque eu já tinha aprendido o trabalho. Ele me ensinou o seguinte: como era uma igreja pequena, primeiro eu tinha de fazer um atendimento corpo a corpo, conversar com cada um dos membros da igreja, visitar a casa, participar da vida. Eu levantava toda a vida da pessoa e determinava o dízimo. E eu ia colocando isso na cabeça das pessoas. Elas chegavam para me contar alguma coisa: ‘Pastor, fui viajar e bati meu carro’. Eu dizia: ‘A senhora está sendo fiel no seu dízimo?’. Ela dizia que não. Então eu falava que era por isso que ela tinha batido o carro. Óbvio que não tinha nada a ver, mas era uma questão de mexer com o psicológico, para que ela pensasse que as coisas ruins aconteciam por causa de um erro dela, e não por um erro da igreja ou um erro de Deus. Eu tinha de fazer aquela pessoa acreditar que o dízimo dela era uma coisa sagrada. Noventa e nove por cento das pessoas que vão à igreja, e isso eu ouvi do bispo Macedo, não vão para adorar a Deus. Vão para pedir, porque têm problemas no casamento, nas finanças, de saúde. Então o bispo falava: ‘Você chega para a pessoa e diz: Você está com problema financeiro, não está? Eu sei, eu estou vendo que sua vida financeira não está boa’. É muito fácil. Por serem pessoas humildes, elas estão mais propensas a certos problemas.”

O sucesso

“As minhas metas sempre eram alcançadas. Edir me dizia: ‘Agora a meta é US$ 4 mil’, eu fazia 4 mil. ‘Agora é US$ 5 mil’, eu fazia US$ 5 mil. E, a cada mês que eu alcançava minha meta, eu ganhava mais crédito, até o ponto de o bispo Macedo falar: ‘Você não é pastor para essa igreja, você é pastor para uma igreja melhor. Vou te colocar numa igreja maior, onde a meta já não é US$ 5 mil, a meta é US$ 30 mil’. Fiquei seis meses em Utica e fui para a igreja de Bedford. Vinham umas 400 pessoas, e a meta mensal era de US$ 25 mil. Alcancei todas as metas outra vez. Peguei a igreja com US$ 25 mil e deixei com quase US$ 40 mil de doações mensais. Aprendi a extorquir o povo, tenho até vergonha de falar. Uma vez coloquei uma piscina de plástico no altar por 15 dias, cheia de água. Disse que aquela era uma água do Rio Jordão, onde Jesus foi batizado. Eu dizia que as pessoas iam ser batizadas na mesma água que Jesus, desde que dessem uma oferta. E era água de torneira. Uma vez consegui fazer os fiéis doar três carros. Eles iam embora e me deixavam as chaves e o documento. A igreja vendia para fazer dinheiro. Entre os pastores, a conversa sempre era: ‘E aí, já pegou o mês?’. ‘Pegar o mês’ significava cumprir a meta. Eu chegava para um pastor que tinha uma igreja melhor que a minha e perguntava: ‘Já pegou o mês?’. ‘Já, fiz US$ 80 mil’, ele dizia. Eu respondia: ‘Olha, meu mês está em US$ 50 mil, mas vou fazer uma loucura, vou passar o teu mês e vou pegar tua igreja, hein?!’.”

As gratificações

“Quanto mais eu ganhava para a igreja, mais privilégios eu tinha. O meu pior carro foi um Toyota Corolla, era o primeiro carro de todo pastor. Do Corolla, passei para um Ford Focus, zero-quilômetro. Do Focus, tive um Honda Civic, do ano. Do Civic, fui para um Honda Accord. Nos Estados Unidos, morei em três casas diferentes. Conforme cumpria a meta, as casas aumentavam de tamanho, melhoravam de localização. O bispo Macedo pegava o relatório do mês, via a progressão de rendimentos e te perguntava: ‘Você está morando onde? E vai para a igreja com que carro? Faz o seguinte: fala com o bispo responsável para ele te mudar para tal casa’. Ele olhava em uma relação de pastores os bens que cada um estava usando e dizia: ‘Esse carro aí que você tem, dê para o pastor Álvaro e pega o carro do pastor Álvaro para você’. Era frequente essa troca de carros e casas entre os pastores. Como a gente não podia comprar mobília nem bens, só coisas pessoais, roupas, a mudança era bem rápida. Pastor não pode ter nada em seu nome, todos os carros que eu tive e casas em que morei estavam no nome da Universal.”

O casamento arranjado

“Em 2001, eu tinha 21 anos, era um pastor promissor e ainda era solteiro. Namorava havia dois anos uma americana que era obreira da igreja. Houve uma dessas reuniões de bispos e pastores e o Edir Macedo estava chamando a atenção de todo mundo. Ele olhou para mim: ‘Fica de pé. Você está namorando?’. Eu disse que sim. ‘Mas quem autorizou seu namoro? Está tudo errado. Você vai pegar o meu celular e vai ligar para sua namorada. Você vai dizer para ela que Deus não quer mais que vocês fiquem juntos.’ Eu fiquei indeciso, mas não teve jeito. Peguei o telefone, liguei para minha namorada no viva-voz e rompi com ela. Quando desliguei, ele disse para os pastores: ‘Estão vendo? A obra de Deus precisa de homens assim. Por você ter obedecido, vai ser abençoado agora. Você vai para o Brasil e vai conhecer uma mulher que Deus preparou para você. E você vai casar com ela. Você é um pastor da minha confiança, mas nela eu confio ainda mais do que em você, porque ela mora na minha casa, ela é minha empregada doméstica’. Embarquei para o Brasil no dia seguinte. Só conheci a Jacira no cartório. Dois dias depois, a gente casou no religioso. O bispo João Batista (ex-deputado federal) fez o casamento e pagou a lua de mel em Poços de Caldas (Minas Gerais). No dia em que partimos para a lua de mel, ele disse: ‘Gasta à vontade, porque quem está pagando isso é o povo. Não tem limite, fica tranquilo’.”

“Depois que voltei da lua de mel, passamos 15 dias na casa do João Batista, até que o visto da Jacira saísse. Era um apartamento por andar, com oito quartos. O João Batista guardava uma boa quantidade de dinheiro no escritório, notas de dólar e real. A Jacira me disse que estava acostumada a ver aquilo na casa dos bispos. Quando voltei aos Estados Unidos levando a Jacira, o bispo Macedo me disse: ‘Que bom que deu tudo certo. O visto dela já tinha sido negado antes, mas você conseguiu trazê-la’. O casamento garantiu a entrada da empregada doméstica dele nos Estados Unidos.”

A vasectomia

“Logo depois que eu casei, o bispo Macedo me obrigou a fazer vasectomia. Ele justificava dizendo que um filho traria despesas e dificuldades para que eu fizesse a obra de Deus, já que com filho era mais difícil mudar de país. Ele dizia que a saída era, quando eu me tornasse um bispo, adotar, seguir o exemplo dele, dos genros dele, Renato Cardoso e Júlio Freitas. Os três primeiros médicos que procurei se recusaram a me operar. Eu tinha 21 anos e nenhum filho. O quarto topou, mas me disse que não recomendava. Fiz uma vasectomia irreversível. Enquanto eu estava nos Estados Unidos, dos 26 pastores que trabalhavam em Nova York, outros sete também fizeram. Se você não faz a vasectomia, perde a chance de crescer e chegar a bispo, vai ser só mais um pastor que fica 15 anos na mesma igreja e não sai do lugar.”

Na casa do bispo

“Quando cheguei a Nova York com a Jacira, Edir Macedo e a mulher dele, a Ester, quiseram que ela fosse morar com eles. Eu era casado com ela. Daí eles me disseram: ‘Faz o seguinte. Pega um quarto aí e mora aqui com a gente’. Passei a morar no dúplex do Edir Macedo. Na casa dele, ouvi as conversas da cúpula da igreja. Era comum diálogos em que o bispo Macedo dizia: ‘Romualdo, como é que foi a campanha da Fogueira Santa aí no Brasil?’. E o bispo Romualdo Panceiro (outro dos auxiliares de confiança do bispo Macedo) dizia: ‘Olha, bispo, não foi muito boa não, deu só R$ 18 milhões’. Dinheiro na casa de Edir Macedo não era problema. Dirigia os carros dele, umas Mercedes antigas e superluxuosas. No dia a dia, ele não é religioso. A mulher de Edir Macedo, a Ester, tinha dentro de casa uma clínica de estética, com aparelhos de última geração. Quanto se gastava na casa do bispo Macedo era uma coisa que nem se fazia um cálculo, porque não precisava. Os outros bispos também viviam muito bem. Como os pastores, eles também tinham um contracheque bem baixo, mas era só fachada, para mostrar em caso de investigação. Mas o salário que vinha por fora era muito maior. Eu já presenciei durante a contagem da oferta os bispos dividirem o dinheiro entre si, esse ou aquele bispo tirar US$ 10 mil de uma oferta de US$ 50 mil. Eu também ganhava coisa por fora. Quando trabalhei com alguns bispos e a oferta era muito boa, o próprio bispo dizia para eu pegar um dinheiro para mim. Quando saí da igreja, eu tinha uns US$ 15 mil na conta que eu tinha tirado das doações dos fiéis.”

Os negócios da Record

“Eu posso dizer que a Record e a Universal são uma coisa só. Era comum eu ouvir o bispo Macedo falando em casa com o presidente da Record, Honorilton Gonçalves, pelo radinho: ‘Ô, Gonçalves, você fez aquele depósito, contratou tal artista, tal jornalista?’. Para pagar funcionários, despesas de programas televisivos, o Edir Macedo pedia para o Romualdo Panceiro tirar o dinheiro da conta da igreja para passar para a conta da Record. De tempos em tempos, o Gonçalves e o Romualdo diziam: ‘Edir, o negócio aqui está complicado, o cerco está bem apertado. A investigação está andando aqui, eles estão fiscalizando’. O Edir dizia: ‘Vocês têm de fazer alguma coisa, tira o dinheiro da conta da igreja e faz a contratação em dinheiro vivo’. Sempre em dinheiro vivo. Eu me lembro de quando foi montado o estúdio da Record em Nova York, em 2003. O bispo Macedo diz que foi gasto US$ 1 milhão. Ele fez uma reunião com os pastores da igreja e disse: ‘Precisamos levantar US$ 1 milhão. Vamos fazer uma campanha, e todas as igrejas precisam atingir uma meta’. Daí, ele já dividiu ali quanto cada uma teria de obter. Era a campanha das Muralhas de Jericó. Conseguimos mais de US$ 1 milhão, e foi com esse dinheiro que comprou os equipamentos para a TV.”

As contas no exterior

“Todo domingo à noite eu e alguns outros pastores éramos responsáveis por abrir os envelopes de dízimo e oferta e contar o dinheiro arrecadado pelas 26 igrejas de Nova York. Cada pastor guardava no cofre de sua igreja a oferta da segunda-feira até a última reunião do domingo. Daí levava tudo até a sede, no Brooklyn, para a contagem. Na segunda-feira de manhã, nós íamos ao banco fazer o depósito desse valor. O banco era o Chase Manhattan Bank. A matriz ficava a 300 metros da igreja. A quantia variava. Quando tinha uma campanha da Fogueira Santa de Israel, eu depositava tranquilamente US$ 1 milhão nesse banco por semana. Os depósitos eram feitos em duas contas. Uma no nome da Igreja Universal e a outra no nome de Forrest Higginbotham, um pastor americano que todo mundo conhecia como Forrest Hills. Ele pertencia a outra igreja, mas era uma pessoa de confiança do Edir Macedo. Foi o Forrest Hills quem ajudou a Universal a entrar nos Estados Unidos.”

“Lá nos Estados Unidos, eu também ouvi o Edir Macedo comentar umas quatro ou cinco vezes da necessidade de trocar dólares no Brasil, em São Paulo. Mas era uma tarefa que ele mesmo fazia ou passava para gente de muita confiança dele. Eles embarcavam no avião com o dinheiro e trocavam. Nunca soube quem eram os doleiros, mas posso te falar que os bispos que faziam esse serviço para ele eram os genros, o bispo Júlio Freitas, o bispo Renato Cardoso, o bispo Clodomir Santos e o bispo Romualdo Panceiro. Toda vez que eu ouvia falar em troca de dólar, era com esses bispos e o João Batista. O João Batista era com a maior frequência. O João Batista era, na gíria, a mula. Era ele quem levava, que trazia no avião, que fazia a transação, a troca. E, depois que ele fazia, ele levava nas mãos do Romualdo, do Clodomir. E com esses mesmos bispos, de altíssima confiança, o Edir costuma fazer umas reuniões na Suíça, em Zurique.”

A derrocada

“Uns quatro meses depois de fazer a vasectomia, comecei a ter problemas com a cirurgia. Descobri que o médico que me operou acabou cortando uma veia que não deveria ter sido cortada. Tive uma espécie de trombose nos testículos. Tive de usar um dreno e fui afastado pelo médico da pregação, mas o bispo Macedo me mandava trabalhar mesmo assim, usar a fé para me curar. Tive de fazer mais três cirurgias. O bispo Macedo dizia que eu devia estar endiabrado, que eu estava recebendo salário da igreja para não fazer nada. A pressão para que eu voltasse a trabalhar era tanta que tive de mostrar ao bispo Macedo todos os papéis, exames, porque ele não acreditava que eu realmente estava doente. Quando ele viu os laudos médicos, notou que tinha havido um erro. Foi logo me dizendo que um processo daria uma indenização milionária.”

“Procurei um advogado, que me disse que era uma causa ganha e que o processo duraria um ano e meio e deveria render por volta de US$ 500 mil. Quando o Edir soube que eu procurei outro advogado e não o da igreja, ele ficou bravo. Disse que eu tinha de procurar o advogado da Universal para abrir o processo e que deveria passar uma procuração para ele, porque o dinheiro que viesse deveria ser dado para a igreja, para a obra de Deus. Eu me recusei, disse que precisaria do dinheiro, que teria de me tratar. E aí começou uma pressão, e eu resolvi desistir do processo e fazer um acordo de US$ 65 mil com o médico. No mesmo dia em que assinei o acordo, o dinheiro já estava na minha conta. Quando contei ao bispo Macedo, ele começou a gritar comigo, dizer que eu era maluco, perguntou onde estava o dinheiro. Eu disse que estava na minha conta. Ele me mandou ir ao banco na mesma hora, sacar o dinheiro e depositar na conta da igreja. Eu me recusei. E aí ele me disse que eu estava fora: ‘A partir de hoje, você não é mais pastor da Igreja Universal. Você vai embora para o Brasil e não procure mais a igreja’. Isso foi em julho de 2004. E eu, doente, com quatro cirurgias feitas, fui mandado embora sem receber um dólar da igreja, depois de cinco anos de trabalho na igreja. Nunca tive férias, não tinha dia de folga certo. Eu me senti usado.”

“Voltei para o Brasil, me separei da Jacira um ano depois. Eu sofri por ter entrado na igreja muito jovem, abandonei a família, não terminei os estudos. Eu não tinha amigos que não fossem pastores ou bispos, não sabia o que era lutar por um emprego, não sabia quanto era um aluguel. Perdi tudo. Eu sempre me lembro da frase que o bispo Macedo costumava me falar: ‘Se você sair da igreja um dia, todos esses demônios que você expulsou nestes anos vão voltar para sua vida’.”

  • “Fizemos uma campanha com os fiéis para arrecadar US$ 1 milhão. Com o dinheiro, a Record montou o estúdio em Manhattan” GUSTAVO ROCHA, ex-pastor da Universal

Uma vida dedicada à Universal

CRACHÁ: Em Londres, Gustavo entrou para a Universal. Como tecladista, ganhou um crachá de assistente da igreja

CASAMENTO: Gustavo casou com Jacira da Silva, que ele afirma ter sido empregada de Macedo. Ele diz que atendeu a uma ordem do bispo

PASSAPORTE: Contratado como pastor, Gustavo foi enviado para Nova York com um visto tirado pela Universal

  CONTRACHEQUE Como pastor, Gustavo afirma que ganhava US$ 600 brutos por mês. Ele diz que também embolsava dinheiro do dízimo

EM NOVA YORK: Gustavo dirigiu três templos da Universal nos Estados Unidos. Na foto abaixo, tirada em 2002, Gustavo está em frente à igreja de Mount Vermont. Ele aparece encostado num Focus zero-quilômetro, que afirma ter recebido da igreja pelos bons resultados na arrecadação do dízimo e de doações

FOTOS: REVISTA ÉPOCA

Fonte: Revista época

Keywords: edir macedo, dízimo, igreja universal do reino de deus


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Comentários (29)

  • Eliane B. de Morais da Silva, Rio de Janeiro-RJ disse:
    Deixado em 04/04/2013 às 15h15

    Caros, meu irmão foi tecladista, posteriormente pastor. E saiu porque ele mesmo começou a roubar as ofertas e fazer o q era errado perante á Deus. Enquanto ele estava com o coração voltado pra Deus não enxergava erros, quando se corrompeu roubando como este pastor mesmo fala, a cobiça tomou o lugar de Deus, foi onde tudo deu errado e ele começou a falar mal. Só sei de uma coisa, conheci vários pastores que saíram da IURD, e nenhum deles saíram atoa,cometeram erros sim. Por um tempo se fingem de vítimas, mas quando caem em si e veem que sua alma corre o risco de ir para o inferno junto com tantas outras que eles inflamaram e serão cobrados, voltam correndo exatamente pra IURD. Eu e meu esposo fomos obreiros, nunca sentimos vontades se sermos pastores e nem por isso fomos destratados, quando eles entram sabem bem como é e o que os espera, com o tempo percebem que não têm pique ou cansaram porque não é fácil se dedicar quase que 24 horas do dia pra levar Jesus aos que procuram, precisam e O querem. Só sei de uma coisa, meu irmão que roubou, falou mal, processou (e ganhou) virou um viciado, jogado na sargeta, divorciado,sem um tostão, e com as orações e propósitos feitos pela família, se libertou,assumiu que o errado foi ele, leva uma vida digna e quem diria tira seu tempo pra tocar nas reuniões a noite TODOS OS DIAS e de GRAÇA porque assume que sem Deus ele não vive e que nunca deveria sair de lá(IURD). Resumindo, ele se arrepende por ter deixado a soberba, a cobiça, o orgulho entrarem, hj ele estaria muito mais feliz. Tenho pena deste homem e posso dizer com toda certeza que um dia ele se lamentara dessas palavras e vai ficar temeroso em voltar atraz e desfazer o mal que causou em tantos que as ouvirem. Como já disse antes conheço um montão assim e sei onde isso acaba.

  • EDmeia c fidencio, São José-SC disse:
    Deixado em 14/03/2013 às 12h42

    É uma triste e lamentável este relato, que vejo como verdadeiro, eu me identifiquei com esta triste historia do 'Gustavo Rocha'meu esposo foi pastor da IURD por 10 anos onde por 5 anos solteiro, hoje ele tem 39 anos,eu casei com ele com 21 anos e ele com 23 anos, Graça a Deus estamos juntos a 15 anos, mais com um ano de casada meu esposo fez vacequetomia onde a igreja universal pagou a cirurgia, porque eles não queriam que as esposas tivessem filhos. Só no dia foram três Pastores, imagine como eu fiquei, depois que caiu a ficha que não poderia ser mãe, não tivemos orientação nenhuma sobre a vacequitomia tive que me conforma tendo meu sonho de ser mãe interrompido, muita coisa aconteceu, mutãs decepções eu vivi conhecer realmente quem é os Lideres da IURD, e sua éticas obscura de trabalho me entristeceu muito, não havia nada de espiritual de verdade, de compromisso com palavra da verdade, só a arrecadação de cada mês importava, e sem recardar o x da meta, se ouvia que voc. estava mal, não merecia ser abençoado, era humilhado criticado até perdia a igreja onde estava, é tanta coisa, só DEUS pra fazer justiçar 7anos fiquei na IURD até que lendo livros do TLHOSBORN nossos olhos se abriram e tivemos força de Deus para sair desta denominação, saímos sem ter roubado ou se prostituido ou outro pecado, saímos em paz, somente com as roupas do corpo e 3 malas sem nenhuma ajuda financeira, da IURD. Meu esposo serviu a IURD POR 10 ANOS DA VIDA DELE, sem ter direito de folgas ou férias ou de vista aos familiares que na época ficaram muito tempo sem noticias nossas,nao tenho magoa ,tenho que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus somente o Meu Deus é minha justiça. Uma palavra me ajudou muito na minha caminhada, nunca vi um justo desamparado nem sua descendência a mendigar o pão esta palavra é real na minha vida até o dia de hoje, Porque o meu Deus é fiel.

  • waldercy fereira, Belo Horizonte-MG disse:
    Deixado em 04/03/2013 às 19h12

    acredito sim no depoimento deste pastor, pois estava frequentando a universal e estou saindo pois não consigo contar quantas vezes no dia eles falam em dinheiro e não é pouco não. só pedem acimade 100, é 500,é 1000 reais como se estivesse caindo dinheiro do céu,tenhocerteza que este rapaz falou sim a verdade e será perdoado por deus, tenho dó dos que ainda estão lá.

  • mauricio, São Paulo-SP disse:
    Deixado em 18/01/2013 às 08h03

    O coracao no dinheiro,loucos, olhe as crianças os animais e veem a pureza ate no olhar ,a malicia os maus olhos de quem conhece a palavra de DEUS tem impedido muitos de conhecer a DEUS. O pastor e o membro morreram o pastor foi para o inferno e membro para o paraiso ,o pastor perguntou para o anjo. Porque eu estou aqui e ele esta la , e o anjo lhe disse, ele praticou o que voce ensinou atraves do ESPIRITO , mas voce nao viveu o que ensinou.

  • MARCIO DE MEDEIROS, Belford Roxo-RJ disse:
    Deixado em 30/08/2012 às 14h47

    amados,VAMOS COMBATER O BOM COMBATE DE CRISTO,PREGAR A PALAVRA,AJUDAR OS ORFÃOS E VIUVAS E GUARDARMOS DA CONCUPICIENCIA DA CARNE.JESUS ESTÁ VOLTANDO.VAMOS DENUNCIAR O QUE REALMENTE É ERRADO,E ALERTAR AS PESSOAS DO ERRO QUE ESTA SENDO PREGADO.
    AS PESSOAS PRECISAM SABER DA VERDADE GENUINA,PRECISAM PESQUIZAR,VER VIDEOS,PERGUNTAR ,E VER SE ESTÃO NO CAMINHO CORRETO,NO CAMINHO DE CRISTO!!!.EXAMINEM AS ESCRITURAS(MT22.29).UM FORTE ABRAÇO,ATT,


    MARCIO DE MEDEIROS-PROF. DO SETEF

  • RUBENS LIMA, Anápolis-GO disse:
    Deixado em 20/08/2012 às 19h16

    VERDADE SEJA DITA,SOU DA IGREJA UNIVERSAL,SOU DIZIMISTA E OFERTANTE FIDELÍSSIMO,PORQUE É MANDAMENTO BÍBLICO.POREM, TOTALMENTE CONTRA A METODOLOGIA ADOTADA PELO BISPO MACEDO DE EVANGELIZAR QUE É EXTREMAMENTE MATERIALISTA E MERCENÁRIA.TODAVIA, ESSE FOI EXATAMENTE O MÉTODO APLICADO PELA PODEROSA IGREJA CATÓLICA NOS SEUS PRIMÓRDIOS;PORÉM COM UM AGRAVANTE: A IGREJA DE ROMA IMPUNHAVA E COAGIA OS FIEIS A ENTREGAREM TODOS OS SEUS BENS SOB AMEAÇAS DE SEREM EXCLUÍDOS DOS TEMPLOS, BEM COMO,SEREM EXCUMUNGADOS POR DEUS E OUTRAS BARBARIDADES MAIS. QUEM CONHECE A HISTÓRIA SABE MUITO BEM DISSO.EXTRANHO É QUE NINGUEM FALA NADA.

  • RUBENS LIMA, Anápolis-GO disse:
    Deixado em 18/08/2012 às 20h06

    SOU DA IGREJA UNIVERSAL À APROXIMADAMENTE 12 ANOS,PORQUE NÃO SIRVO A HOMENS MAS SIM A DEUS.NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE VEJO CASOS SEMELHANTES A RESPEITO DOS LÍDERES DESSA IGREJA,O QUE É DE ENOJAR O ESTOMAGO DE QUALQUER ABUTRE.TEM ATÉ VÍDEOS NA INTERNET LIDERADO PELO BISPO MACEDO ENSINANDO OS PASTORES A TOMAR DINHEIRO DO POVO.SINCERAMENTE, EU TENHO MUITA PENA DESSAS PESSOAS QUE QUANDO ESTIVEREM DIANTE DO JULGAMENTO FINAL DE DEUS.ELES SEMPRE USAM UM TERMO QUE "QUE ESTÃO ARREBENTANDO"MAL SABEM QUE NUM PISCAR DE OLHOS TUDO ISSO VAI PASSAR.E AÍ, VÃO TENTAR ENGANAR TAMBEM A DEUS DIZENDO QUE SÃO INOCENTES? COMO CONHECEDOR DE CAUSA,EU DIGO QUE O ÚNICO OBJETIVO DO SENHOR EDIR MACEDO É TÃO SOMENTE O DINHEIRO. UNIVERSAL

  • cacau, Salvador-BA disse:
    Deixado em 16/08/2012 às 10h02

    Ative mais de 500 canais em sua Smart TV www.smarttvhd.com.br

  • vanessa, Belo Horizonte-MG disse:
    Deixado em 01/07/2012 às 15h52

    bem caro amigo souda irud a uns nove anos nesse tempo aprendi muita coisa não sei se é verdade ou mentira nesse depoimento sei que a palavra de Deus diz: levai o dizímo na casa do tesouro em malaquias 3:10 agora o que ele faz com odizimo e as ofertas não é problema nosso porque com os nossos 90% já estamos abençõados.
    porque em apocalipese fala que todos nós estaremos diante do trono branco de Deus e lá serão abertos dois livros um com o nome no livro da vida e outro tudo o que fizemos aqui na terra então não temos que nus preoculpar com dizimos e ofertas se tiver sendo usado de modo errado deixa então DEUS julgar

  • ELIAS JP FARIAS, Doutor Camargo-PR disse:
    Deixado em 30/04/2012 às 06h45

    "CRIATURA! VAI ORAR, SÊ É QUE VOCE CONSIGA, PEÇA PERDÃO A DEUS E DIREÇÃO PARA SUA VIDA ESPIRITUAL QUE AINDA À TEMPO, ANTES QUE O DIABO TERMINE SUA INVESTIDURA E ROUBE A SUA ALMA, JESUS NOS AMA."

    QUEM FALA MAL DA OBRA DE DEUS É PORQUE NUNCA FOI DE DEUS

  • Davi, Manaus-AM disse:
    Deixado em 16/04/2012 às 01h01

    ATÉ OS INCALTOS DOS PASTORES E BISPOS SÃO FEITOS LAVAGENS CELEBRAS NA CABEÇA DELES, TEM UNS Q NÃO QUEREM SAIR DE LÁ PORQUE SE SAIR VAI PASSAR FOME PORQ NÃO SABE TRABALHER LUTAR PELA VIDA AQUI FORA, SÃO INDUZIDOS PELOS DE SIMA A DIZER Q O POVO NÃO PODE ACEITAR A DERROTA A FICAR LISO, TEM PASTORES Q SE SAIR DE LÁ TA FERRADO!

  • marli, Volta Redonda-RJ disse:
    Deixado em 19/03/2012 às 19h56

    gostaria de converssar com o gustavo pois meu filho esta entrando para pastor .

  • edna fernandes de de oliveira, Macapá-AP disse:
    Deixado em 22/01/2012 às 02h31

    Meu amigo ex pastor ou voçê é burro ou muito IDIOTA,pois se voçê tinha toda essa regalia como pastor e o bispo como mestre,então voçê não tratou de fazer seu pé de meia?deixou tudo isso para trás e resolveu fazer votos de pobreza?FALA SÈRIO!!!!!!!!tá conta outra,porquê,essa é para boi dormir.É uma afronta a qualquer ser dotado de inteligencia.

  • PR AMILTON, Ponta Grossa-PR disse:
    Deixado em 10/12/2011 às 23h14

    sabe porque isso acontece ? porque tem gente que é viciada em porcarias e se alimenta das drogas oferecidas por esses canalhas !! vcs até podem enganar a homens mais a DEUS NÃO !! UM DIA VÃO TER QUE ACERTAR AS CONTAS !!!

  • Eliane Ramos, Petrópolis-RJ disse:
    Deixado em 26/11/2011 às 19h16

    Gostaria de saber noticias do Ex pastor que escreveu o livro (Nos bastidores do Reino) e tambem foi intrevistado pela revista veja. Lamentavelmente eu também fui vítima de lavagem cerebral por esta máfia chamada universal por 5 anos, mas felismente pude encontrar o caminho do esclarecimento e me libertar destes mau feitores. Lamento por todos que ainda são vitimas mas acredito nas leis de causa e efeito e sei que esta máfia colherá pelas reações de suas ações, pode demorar, mas a colheita virá com força total. Um abraço
    Ely

  • adelina, Sete Lagoas-MG disse:
    Deixado em 10/11/2011 às 14h04

    Estou chocada...é tanta mentira dentro dessa igreja.Onde está Deus nisso?

  • Ana Maria, São Paulo-SP disse:
    Deixado em 27/10/2011 às 21h50

    Percebe-se que os depoimentos de Gustavo são verídicos. Ele contém documentos que comprovam o que foi dito. Muita coragem da parte dele denunciar, uma vez que um dia fez parte desta instituição religiosa altamente hipócrita,extorquista, aproveitadora e uma sangue suga das pessoas sofridas e principalmente dos menos favorecidos em questão de QI. O pior cego é aquele que não quer ver. As escrituras sagradas nos orienta contra os falsos profetas. Previnam-se contras eles que estão agora nos últimos tempos em toda as partes da terra, igual a uma praga devastadora.Confiem somente nas escrituras e jamais neles!!! Usem a vossa inteligência,mesmo que esta não seja tão grande, para defenderem a si e seus entes queridos desses homens terríveis.

  • Thuareg Andino, Jaraguá do Sul-SC disse:
    Deixado em 28/09/2011 às 16h51

    Deveriam apodrecer na cadeia esse safado do Edir Macedo e todos, eu disse todos seus "bispos"e "pastores" ladrões. O pior é que quase todos seus "fiéis" ainda saem em defesa dessa corja, tamanha a lavagem cerebral que lhes impuseram. Nossas autoridades também devem ter rabo preso com esse ladrão salafrário, pois já teriam provas de sobra para colocá-los atrás das grades para o resto da vida e não o fazem. Ao invés disso, ficam assistindo passivos o povo ser roubado. É, o nome de Jesus Cristo virou um grande negócio nas mãos desses vagabundos.

  • francisco, Piracicaba-SP disse:
    Deixado em 26/09/2011 às 10h52

    jesus veio a este mundo para salvar o ser humano do inferno, a biblia diz e mister que venha o escandalo mas ai, daquele por quem o escandalo vier.

  • Alisson, Belém-PA disse:
    Deixado em 14/09/2011 às 08h49

    kkkkkkkkkkkk Esse cara é muito mentiroso!!! Eu vivo na Inglaterra, e quem abriu a IURD aqui foi o Bispo Renato, genro do bispo Macedo. Essa já é a primeira mentira. Em 95 a IURD já era muito grande, e o bispo Macedo não ia precisar ficar "batendo perna" com esse muleque para achar prédio pra igreja. É muita mentira nessa entrevista e ainda tem gente que acredita. É por isso que esse muleque tá na miséria, e não se arrepender de coração, não creio que vai sair dessa situação. Talvez esse cara falou algumas vezes com o bispo, mas não creio que mais que isso. E morar morar com o bispo?? Por favor! Só faltou ele contar o dia que encontrou os alienigenas. kkkkkkkkkkkkkkk

  • isabela, Calçoene-AP disse:
    Deixado em 13/09/2011 às 23h04

    O que ocorre aqui e que o edir e todos os outros tem os politicos na mao sabem os podres desta banda podre,entao ninguem faz nada,ele compra todos pois sao farinha do mesmo saco ,ele rouba de alguns e os politicos do povo todo.

  • paulo, Natal-RN disse:
    Deixado em 11/09/2011 às 19h53

    pense num cara que admiro é o tal do pilantra EDIR MACEDO...vivo mesmo ...os sabidos vive a custa dos otario ...e otario é pra se ferrar mesmo

  • Hamorc, Bom Jesus do Itabapoana-RJ disse:
    Deixado em 21/02/2011 às 12h30

    Taí!!! O que as "otoridades" estão esperando para tomar providências contra essa horda de seitas extorsivas da boa vontade humana. Querem testemunho maior que o deste rapaz que acusa a Igreja Universal do Reino do Dinheiro de pilantragens e abuso de poder dentro dos seus quadros??? Esse "bispo" Macedo é o maior cara-de-pau que já vi na minha experiente vida. Até quando essa gente que frequenta essa seita vai se deixar levar pelas vigarices desse salafrário?????? E as "otoridades"...que vão fazer???? ISSO É UMA VERGONHA!!! E pensar que essa praga de seita nasceu no meu querido Brasil...

  • john laurence, Salvador-BA disse:
    Deixado em 26/12/2010 às 12h00

    Na minha opinião acho q é a pura verdade o que aconteceu com esse jovem. Conheco o trabalho da igreja universal é um trabalho muito bom , mas não é mas a mesma de antes dos tempos passados , tempos de milagres e fé. Hoje acho que deixaram -se levar a ganância... antes tinhamos pastores e obreiros dedicados a sua salvação , hoje eles estão preocupados com a renda diária da igreja. hoje pastor bom é pastor que dá renda.E se vc tem uma boa vida cresce rapido na igreja. Acontece tudo isso sim...

  • john laurence, Santa Bárbara-BA disse:
    Deixado em 25/12/2010 às 16h25

    Gostaria de parabenizar esta reportagem e dizer que acontece isso sim , e é verdade desse jovem. A igreja universal não e mais a mesma. A igreja dos milagres antes os pastores eram dedicados em lutar pela sua salvação e pelo seu problema. hoje não são pressionados a pedir porque senão coitados seem da obra e perdem a igreja. A igreja já foi uma igreja de milagres hoje só pensam em lotar igjeja para dar renda. É uma pena , ate o trabalho de libertação caiu.

  • Arlete rosario, Curitiba-PR disse:
    Deixado em 16/10/2010 às 09h34

    Estou indignada com os fatos relatados,fico a me perguntar o que mais veremos e saberemos como a humanidade vai sarar de tantos males.

  • marcio, Rio de Janeiro-RJ disse:
    Deixado em 12/09/2010 às 00h05

    aguardamos o processo de nova Iorque acabar ai veremos quem está falando a verdade ou quem está falando mentira ....

  • marcio, Rio de Janeiro-RJ disse:
    Deixado em 12/09/2010 às 00h02

    as provas das verdades deste ex-pastor estão no processo em Nova Iorque, se realmente fosse verdade este ex-pastor estaria muito bem na vida, no entanto vive de aluguel em um quitinete e trabalha honestamente, conheço a sua vida e até hoje sofre perseguição por ter falado a verdade vamos esperar o processo de Nova Iorque ser concluido ai veremos quem esta falando a verdade ou mentira

  • Lyly, Cunha-SP disse:
    Deixado em 12/02/2010 às 15h31

    Meu querido vc deve ter problemas...Vc se perde nas suas afirmações...quem frequenta a igreja ao ler essas bobagens q vc citou vai perceber q vc esta contrario ao q de fato acontece.Vc se perde em suas afirmações!! Q Deus tenha misericordia de vc que só quer pegar dinheiro!!!

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