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03/08/2012 - 15h14
Caso mensalão
Advogado de defesa diz não ver motivo para Delúbio Soares ser preso
Defensor de João Paulo Cunha disse que presidente do STF está 'nervoso'.
O advogado Antônio Malheiros Filho, que defende Delúbio Soares, um dos 38 réus do processo do mensalão, afirmou nesta sexta-feira (3), antes do início do segundo dia de julgamento, que não tem motivo para seu cliente ser preso.
Perguntado sobre o protesto em frente ao tribunal com fotos dos réus vestidos de presidiários, Malheiros afirmou: "Foi uma tentativa de pressionar os ministros do Supremo, mas eles são imunes à pressão". Repórteres votaram a perguntar, então, se não havia motivo para Delúbio ser preso, e ele disse: "Não, imagina".
Ele comentou ainda o atraso no cronograma do julgamento em razão da discussão de uma questão de ordem no primeiro dia do julgamento. Afirmou não ver "reflexo nenhum". "Que diferença faz um dia?"
Malheiros afirmou ainda que a discussão entre o relator do mensalão, Joaquim Barbosa, e o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, demonstram que os ânimos estão "meio exaltados" no Supremo.
'Muito nervoso'
Advogado do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), Alberto Toron, disse que o presidente do Supremo, ministro Carlos Ayres Britto, está "muito nervoso". Na quinta (2), ele não deixou Toron apresentar motivos para os advogados usem recursos multimídia nas sustentações orais.
"Eu fui abruptamente tolhido no meu direito de falar. Agora, o ministro Carlos Britto é um ministro conhecido por nós pela forma afável com que ele trata a todos. Talvez estivesse muito nervoso. Não posso dizer que deixei de estranhar a atitude dele. Pode atrapalhar o julgamento."
Perguntado sobre o protesto em frente ao tribunal com fotos dos réus vestidos de presidiários, Malheiros afirmou: "Foi uma tentativa de pressionar os ministros do Supremo, mas eles são imunes à pressão". Repórteres votaram a perguntar, então, se não havia motivo para Delúbio ser preso, e ele disse: "Não, imagina".
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Ele comentou ainda o atraso no cronograma do julgamento em razão da discussão de uma questão de ordem no primeiro dia do julgamento. Afirmou não ver "reflexo nenhum". "Que diferença faz um dia?"
Imagem: Raquel Morais/G1
Manifestantes montam 'cadeia' com réus representados como presos em frente ao STF
Manifestantes montam 'cadeia' com réus representados como presos em frente ao STF Malheiros afirmou ainda que a discussão entre o relator do mensalão, Joaquim Barbosa, e o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, demonstram que os ânimos estão "meio exaltados" no Supremo.
'Muito nervoso'
Advogado do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), Alberto Toron, disse que o presidente do Supremo, ministro Carlos Ayres Britto, está "muito nervoso". Na quinta (2), ele não deixou Toron apresentar motivos para os advogados usem recursos multimídia nas sustentações orais.
"Eu fui abruptamente tolhido no meu direito de falar. Agora, o ministro Carlos Britto é um ministro conhecido por nós pela forma afável com que ele trata a todos. Talvez estivesse muito nervoso. Não posso dizer que deixei de estranhar a atitude dele. Pode atrapalhar o julgamento."
Fonte: G1
Keywords: ministro, julgamento, supremo, delúbio soares, mensalão, antônio malheiros filho
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