Piauí - Teresina

Alunos contrários às ocupações na UFPI entregam carta ao reitor

Uma nova reunião com o reitor José Arimateia Dantas Lopes está marcada para o dia 20 de dezembro.

ANDRÉ DOS SANTOS

- atualizado

Estudantes contrários às ocupações na Universidade Federal do Piauí (UFPI) entregaram nesta terça-feira (29) uma carta ao reitor da instituição em que questiona as reivindicações do movimento Ocupa UFPI, como a criação de banheiros unissex e a mudança dos nomes dos campus e de alguns departamentos.

De acordo com o idealizador do movimento Endireita UFPI, Yuri Cristhian, durante a entrega do documento o reitor se mostrou aberto ao diálogo. “Ele entendeu nossas propostas e quis discutir com a gente. Inclusive já deixou marcado uma outra reunião após a data limite das ocupações, para que haja um diálogo a respeito de como melhorar as demandas da universidade”, disse o estudante.

  • Foto: DivulgaçãoEstudantes contrários às ocupações entregam carta ao reitorEstudantes contrários às ocupações se reunem e entregam carta ao reitor.

Na carta, o Endireita UFPI afirma que não se considera “representado pelas pautas e posturas inconsequentes de uma minoria de alunos que, agindo com interesses de caráter político-partidário disfarçados, rebaixam e restringem as bandeiras de interesse estudantil geral a certas propagandas de propósitos ideológicos”.

Ainda segundo Yuri Cristhian, uma reunião nova reunião com o reitor José Arimateia Dantas Lopes está marcada para o dia 20 de dezembro, após a desocupação da instituição.

A PEC 55 e as ocupações

Desde a proposição da PEC 241 (PEC 55 no Senado), que instaura o Novo Regime Fiscal com estabelecimento de um teto para os gastos públicos para os próximos 20 anos, surgiram diversos movimentos de ocupação em universidades e escolas públicas por todo o país, incluindo a UFPI e o Centro Educacional Profissional Edgar Tito, na zona norte de Teresina. 

O movimento Endireita UFPI se posiciona contra as ocupações, pois os membros questionam os resultados desse tipo de protesto. “Qual o legado que tem se tem dessas ocupações pelo Brasil? Mortes, pessoas violentadas, agressões, degradação de patrimônio público, que é uma das nossas principais bandeiras aqui na Ufpi, olha o chiqueiro que gente está. A gente é totalmente contra pichações. Outro legado é alunos sem aula, sem fazer Enem, por isso a gente é totalmente contra”, ponderou.

Em relação à PEC e ao governo de Michel Temer (PMDB), Yuri afirmou que o movimento não é contra e não o considera ilegítimo, mas consideram a PEC uma “medida necessária”.  “A gente não levanta a bandeira Temer, mas a gente considera o governo dele legítimo. A gente é tão contra ele, como a gente era contra a Dilma. O nosso posicionamento em relação à PEC é que ela é uma medida necessária, não que seja uma medida boa, porque nós vivemos um país em crise, com a dívida que se continuar do jeito que está, vai superar os 90% do nosso PIB. A gente entende que tudo tem que haver um limite, tudo tem que haver um teto, se a gente está com a dívida, vamos pagar essa dívida e aí sim poder investir de novo”, afirmou.

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