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Amazonino Mendes vence e volta ao poder em Manaus
A coligação "Manaus, um Futuro Melhor" também tem participação dos partidos PHS, PRTB, PTC e PTN.
O ex-governador Amazonino Mendes (PTB), 68, foi eleito neste domingo (26) prefeito de Manaus. Com 90,73% das urnas apuradas, ele tem 57,16% dos votos válidos. Ele venceu o atual ocupante do cargo, Serafim Corrêa (PSB), que tentava a reeleição, e está com 42,84% dos votos. Com a vitória, Amazonino volta a exercer cargo público após quase quatro anos fora de cargos executivos.
O resultado confirma as indicações de pesquisas de intenção de voto e o resultado do primeiro turno, quando Amazonino teve 46,21% dos votos válidos, contra 23% de Serafim. Pesquisa realizada pelo Ibope entre os dias 23 e 24 de outubro já apontava vantagem de Amazonino, com 54% das intenções de voto, contra 40% de Serafim.
Em relação às pesquisa anterior, Amazonino recuou cinco pontos percentuais (de 59% para 54%) e o atual prefeito ganhou seis pontos (de 34% para 40%).
O petebista já foi prefeito de Manaus em duas oportunidades (1983-1986 e 1993-1994) e governador do Amazonas (1987-1990 e 1995-2002). Em 2004, perdeu a primeira eleição em 21 anos, para o próprio Serafim, na disputa pela prefeitura voltou a perder em 2006, quando não conseguiu se eleger governador.
No segundo turno, o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi disputado pelos dois candidatos, pois ambos os partidos pertencem à base aliada do governo federal. Opositor histórico de Lula, Amazonino procurou se aproximar do governo federal nestas eleições e prometeu até criar uma versão regional do Bolsa Família, complementando a renda recebida pelos beneficiados pelo programa.
Durante a campanha para reeleição ao governo do Estado, nos anos 90, ele recebeu o apoio do então presidente Fernando Henrique Cardoso e participou ativamente das negociações para aprovação da emenda da reeleição.
Entraves
A candidatura de Amazonino chegou a ser cassada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Amazonas, em primeira instância, sob acusação de não pagar dívida de multas de propaganda irregular nas eleições para o governo, em 2006.
Posteriormente, a cassação foi derrubada pelo próprio TRE, que considerou que houve falha e omissão da Justiça Eleitoral, que concedeu o registro do candidato sem se certificar da existência de dívidas.
O MPE (Ministério Público Eleitoral) pediu na semana passada a cassação do candidato. Na véspera do primeiro turno, a Polícia Federal apreendeu em um posto de combustível 419 requisições de carros já abastecidos com 20 litros de gasolina cada um. Nas requisições havia a frase "eleições 2008-Amazonino Mendes".
O advogado da coligação de Amazonino, Daniel Nogueira, disse que a Justiça Eleitoral vai chegar à conclusão de que não existe irregularidade, pois a gasolina era para carros de fiscais do partido.
O nome do petebista chegou a ser incluído na lista de candidatos com "ficha suja", publicada pela (Associação dos Magistrados Brasileiros). Em resposta, o candidato afirmou que dois dos quatro processos em que era citado foram arquivados e que em outro ele foi absolvido. O nome de Amazonino foi retirado da lista da AMB em agosto, graças a um habeas corpus.
Amazonino é formado em direito e, antes de entrar para vida pública, foi diretor-auxiliar do extinto Departamento de Estradas e Rodagem DER-AM e chefe do Serviço de Transportes Rodoviários do Departamento de Estradas e Rodagem, na década de 80. Ele tem como vice o deputado federal Carlos Souza (PP).
A coligação "Manaus, um Futuro Melhor" também tem participação dos partidos PHS, PRTB, PTC e PTN.
Fonte: Folha Online
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