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09/12/2010 - 13h54
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Ator pornô com Aids 'ataca' indústria e defende o preservativo

"As pessoas por trás da indústria (pornô), os peixes grandes, precisam oferecer um sistema que funcione, que proteja seus artistas", disse Burts, falando pela primeira vez desde o

Um ator pornô que teve resultado positivo em um exame para detecção do vírus HIV em outubro e provocou o fechamento temporário da indústria do cinema pornográfico nos Estados Unidos atacou o negócio multimilionário e uma clínica da indústria por não tê-lo ajudado.

Em uma emocionante entrevista coletiva, Derrick Burts, de 24 anos, também instou o uso obrigatório de preservativos nos sets de filmagem, argumentando que os exames regulares mensais não são suficientes para manter os atores pornô a salvo de doenças sexualmente transmissíveis.

O ator criticou com ênfase especial a AIM (Fundação de Cuidados Médicos da Indústria Adulta), clínica exclusiva para trabalhadores do setor pornográfico, situada no Vale de San Fernando, ao norte de Los Angeles, que segundo denunciou, o deixou meses sem tratamento.

"As pessoas por trás da indústria (pornô), os peixes grandes, precisam oferecer um sistema que funcione, que proteja seus artistas", disse Burts, falando pela primeira vez desde que estourou o escândalo.

Caindo em prantos em várias ocasiões durante a entrevista, ele acrescentou: "esta é uma indústria multimilionária e não podem fazer alguma coisa quando alguém dá resultado positivo? É preciso que façam mais" para melhorar este sistema, reivindicou.

Pelo menos quatro grandes produções de filmes para adultos suspenderam suas filmagens, enquanto eram realizados testes em todos os atores. As filmagens foram retomadas cerca de duas semanas depois.

Derrick Burts disse que só havia trabalhado na indústria pornô poucos meses antes de ser informado que havia contraído o vírus causador da Aids, depois de um exame de rotina, a que se submeteu em outubro.

Antes de ser ator, Burts contou ter trabalhado como mágico em cruzeiros de volta ao mundo e como gerente em um hotel da rede Marriott.

"O fato de não se usar preservativo na indústria pornô, que é um trabalho de altíssimo risco, é muito perigoso", disse Burts ao jornal Los Angeles Times, em entrevista inédita, na qual também se identificou pela primeira vez.

"Uma das razões pelas quais definitivamente eu queria falar é para ajudar outros atores (pornô) a se darem conta do risco que existe" neste trabalho, acrescentou o jovem, após ressaltar que a indústria também precisa de procedimentos melhores para realizar estes exames.

"A AIM gosta de declarar que os exames são suficientes para proteger os atores de doenças sexualmente transmissíveis e do HIV. Isto é completamente falso", disse Burst.

"Os exames não fazem nada, só te informam o que você tem ou não tem. A proteção real é a gente se proteger com um preservativo", acrescentou.

Este caso foi o primeiro da indústria este ano e ocorre seis anos depois de que 14 atores tiveram resultado positivo para HIV, o que levou várias empresas a fecharem suas produtoras.

Fonte: Folha.com

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