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Candidatos surdos vão poder prestar o Enem por vídeo-prova

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que já oferece esse recurso em seus vestibulares, ajudou o Inep a desenvolver o novo modelo.

SUYNARA OLIVEIRA

- atualizado

Neste ano, os participantes com surdez ou deficiência auditiva poderão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por meio de uma vídeo-prova traduzida em Língua Brasileira de Sinais (libras). Essa é a primeira vez que o recurso será utilizado no exame. Os candidatos poderão contar também com auxílio de tradutor-intérprete de libras ou de leitura labial na hora da prova, ambos disponíveis desde 2016.

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que já oferece esse recurso em seus vestibulares, ajudou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que organiza o exame, a desenvolver o novo modelo.

  • Foto: UFSC/DivulgaçãoInep disponibiliza prova de vestibular online em LibrasInep disponibiliza prova de vestibular online em Libras

De acordo com a Veja, a universidade fez o teste com dois simulados de sessenta questões de edições passadas do Enem para montar a vídeo-prova. As perguntas, com diferentes níveis de dificuldade, foram então aplicadas em grupos de estudantes surdos ou com deficiência auditiva que aceitaram participar da pesquisa como voluntários.

O material foi aprovado e agora está disponível online para quem quiser realizar o teste nesse formato. As repostas da vídeo-prova podem ser marcadas no próprio computador, enquanto no dia do Enem, elas deverão ser repassadas para o cartão-resposta impresso, como fazem todos os participantes.

Para fazer a vídeo-prova, o candidato deve escolher a opção no ato da inscrição, que termina nesta sexta-feira (19). Também é preciso anexar o laudo médico que comprove a deficiência auditiva ou surdez. Caso queira, o participante também tem direito a uma hora adicional para realização da prova, desde que solicite esse benefício na inscrição.

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