Piauí - Teresina

Candidatura de Lucy Silveira para estadual prejudicaria o PSDB

Alguns tucanos mais exaltados já consideram a possibilidade de o caso ser levado a Executiva Nacional tucana sob alegação de que a estratagema prejudicaria o PSDB.

GERMANA CHAVES

- atualizado

A notícia de que a primeira-dama de Teresina Lucy Silveira (PP) estaria pretendendo disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Piauí em 2018, desencadeou uma onda de reações no PSDB. Isso porque, mesmo estando em outro partido, o PP, Lucy teria o apoio natural do marido, o prefeito da Capital, Firmino Filho, comandante do PSDB e principal liderança do partido hoje.

Essa nova perspectiva de conjuntura afetaria frontalmente a bancada estadual tucana, sobretudo, ao deputado Firmino Paulo, sobrinho do prefeito. Nas eleições de 2014, o parlamentar contou com a ajuda hercúlea do tio para conseguir chegar a Assembleia.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Firmino Filho e sua esposa Lucy SilveiraFirmino Filho e sua esposa Lucy Silveira

Há quem garanta que a entrada da primeira-dama como candidata a estadual diminuiria consideravelmente as chances do PSDB manter a bancada com três assentos [Marden Menezes, Luciano Nunes e Firmino Paulo], haja vista que, haveria uma migração dos votos dos eleitores da sigla tucana para Lucy que tem uma atuação forte na periferia, além do apoio natural das bases do marido.

Cabe ressaltar que Lucy Silveira trocou o PSDB pelo PP no início desde ano. A diferença é que a princípio, o nome dela estava sendo reservado para concorrer a uma vaga na Câmara Federal. Aliás, o que foi reafirmando recentemente pelo presidente do PP do Piauí, deputado estadual Júlio Arcoverde.

Alguns tucanos mais exaltados já consideram a possibilidade de o caso ser levado a Executiva Nacional tucana sob alegação de que a estratagema prejudicaria o PSDB. Caso isso aconteça, alguns articulistas acreditam que o imbróglio faria ressuscitar a possibilidade de Firmino Filho trocar de partido, como chegou a ser cogitado outras vezes.