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CASO EMGERPI: Advogado acusa Polícia Federal de tortura psicológica
Segundo Eduardo Sindô, Marco Aurélio estaria sofrendo tortura psicológica.
O advogado de defesa do chefe da Segurança da Emgerpi, Marco Aurélio da Silva, preso na Polícia Federal, Eduardo Sindô afirmou que o prazo da prisão provisória expira na segunda feira, quando Marco Aurélio deve ser solto, se não houver uma renovação do pedido de prisão. Os advogados de defesa alegam que estão sendo impedidos de se comunicarem com seu cliente no Departamento da PF e que agentes federais estariam fazendo tortura psicológica a Marco Aurélio.
"Nós fomos proibidos de visitar o cliente. Isso é um desrespeito à OAB e ao artigo 7º da Lei Federal 8.906 que trata da profissão de advogado. Isso é inadmissível. Fere também o princípio da dignidade da pessoa humana", argumentou o advogado.
Segundo Eduardo Sindô, Marco Aurélio estaria sofrendo tortura psicológica. "Nós temos gravações, onde ele afirma que agentes da PF, em todos os horários do dia, vão até ele e dizem: se você não falar mais, nós vamos lhe mandar para a Casa de Custódia. Aqui é um paraíso e lá você vai sofrer".
O advogado ajuizou um pedido de Habeas Corpus na Justiça Federal. O juiz mandou o pedido para manifestação do Ministério Público.
"O Ministério Público deve se manifestar sobre o pedido de revogação da prisão temporária até segunda", comentou Eduardo Sindô. Ele disse que a prisão temporária não tem mais sentido de existir, até porque seu constituinte já prestou depoimento e os esclarecimentos necessários.
Marco Aurélio está preso na PF, desde quarta-feira, quando se apresentou ao departamento. O segurança é acusado de ser o mandante da vigilância fei-ta ao estudante Jaylles Ribeiro Fenelon, que denunciou corrup-ção na Emgerpi.
A Polícia Federal não quis se manifestar sobre as declarações do advogado Eduardo Sindô, se restringiu apenas a dizer que não se pode visitar preso em qualquer horário.
Fonte: Diário do Povo PI
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