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Clamor por justiça não será ignorado pelo STF, diz Cármen Lúcia

A declaração foi dada no mesmo dia em que o ministro Marco Aurélio Mello determinou que Aécio Neves (PSDB-MG), retomasse seu mandato no Senado.

SUYNARA OLIVEIRA

- atualizado

Na manhã desta sexta-feira (30), a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou durante a sessão que encerrou o primeiro semestre e deu início ao recesso, que “o clamor por justiça que hoje se ouve em todos os cantos do país não será ignorado em qualquer decisão” do STF.

“Não seremos ausentes aos que de nós esperam a atuação rigorosa para manter sua esperança de justiça. Não seremos avaros em nossa ação para garantir a efetividade da justiça”, afirmou.

  • Foto: Dida Sampaio/Estadão ConteúdoCarmén LúciaCarmén Lúcia

De acordo com a Veja, a declaração foi dada no mesmo dia em que o ministro Marco Aurélio Mello determinou que Aécio Neves (PSDB-MG), retomasse seu mandato no Senado de onde estava afastado há 42 dias por decisão do ministro Edson Fachin, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O tucano é investigado em sete inquéritos, sendo cinco em razão das delações da Odebrecht e outros dois decorrentes da colaboração da JBS.

Cármen afirmou ainda que os ministros tiveram sempre a atribuição “de assegurar a igual observância da lei por todos”. “Somente então se terá equilíbrio nas relações sociais, segundo a ideia de justiça constitucionalmente definida”, afirmou.

A ministra agradeceu aos colegas por “terem ajudado tanto em um semestre tão difícil para mim” – entre outros, a Corte teve de lidar com as delações da Odebrecht (que geraram 76 inquéritos no STF) e da JBS – e desejou “um período um pouco menos trepidante agora no mês de julho”. Durante o recesso do tribunal, até dia 31 de julho, Cármen Lúcia ficará de plantão, responsável por tomar decisões consideradas urgentes.


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