Piauí - Teresina

Conselho de Contabilidade emite nota sobre a Operação Fantasma

De acordo com a nota, Francisco Nilton Barros de Morais Trindade, um dos presos na operação policial, se passava por contador.

LUCAS MARREIROS

- atualizado

O Conselho Regional de Contabilidade do Piauí (CRCPI) divulgou na tarde desta quarta-feira (02) uma nota de esclarecimento a respeito da Operação Fantasma, que foi deflagrada pelo Grupo Interinstitucional de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária (GRINCOT).

De acordo com a nota, Francisco Nilton Barros de Morais Trindade, um dos presos na operação policial, se passava por contador. O Conselho afirma que ele não possui registro de profissional contábil no CRC e que "portanto não pode ser designado como contador".

Segundo o esclarecimento, Francisco Trindade é suspeito de cometer outro crime além dos que estava sendo investigado pela operação. "Exercer qualquer profissão regulamentada por lei sem ter a formação específica (curso) e sem ter a habilitação legal (Inscrição/Registro no Conselho de Classe) é considerado crime, visto que fere o artigo 47 da Lei de Contravenções Penais (Lei nº 3.688/41) e o Decreto-Lei nº 9.295, de 27 de maio de 1946, que trata das prerrogativas da profissão contábil)", informou a nota.

Confira a nota na integra:

Nota de Esclarecimento

O Conselho Regional de Contabilidade do Piauí (CRCPI) esclarece que Francisco Nilton Barros de Morais Trindade, identificado como um dos suspeitos de fraudes tributárias e fiscais nos estados do Piauí e Ceará, não possui registro de profissional contábil no CRC, portanto não pode ser designado como contador.

Exercer qualquer profissão regulamentada por lei sem ter a formação específica (curso) e sem ter a habilitação legal (Inscrição/Registro no Conselho de Classe) é considerado crime, visto que fere o artigo 47 da Lei de Contravenções Penais (Lei nº 3.688/41) e o Decreto-Lei nº 9.295, de 27 de maio de 1946, que trata das prerrogativas da profissão contábil).

Assim, cumprindo sua função de supervisionar a ética profissional e defender a prática legal da profissão, o CRCPI informa que irá apurar o caso e adotar os devidos procedimentos legais.

O Conselho declara ainda que repudia qualquer ato ilícito e o exercício ilegal da profissão, bem como toda e qualquer conduta que atente contra a Ordem Tributária no país.

Josafam Bonfim Moraes Rêgo
Presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Piauí

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