Ciência e Tecnologia

Consumo de líquidos ajuda a prevenir pedras nos rins

As pedras se formam principalmente quando há excesso de cálcio no organismo.

Do GP1
Folha Online

Pedras nos rins causam uma das três dores mais intensas que o ser humano pode enfrentar, diz o médico Nelson Gattás, urologista do Hospital Edmundo Vasconcelos e professor da Escola Paulista de Medicina. As outras duas são geradas pela pancreatite e pelo parto. As pedras se formam principalmente quando há excesso de cálcio no organismo. Isso pode ocorrer por diversos fatores, como alterações metabólicas. Elas são mais comuns em pessoas de 20 a 40 anos, mas também se formam no organismo de gente com mais idade. Há uma influência genética parentes de vítimas de cálculo renal têm mais risco de enfrentar o problema. A pedra pode se formar tanto nos rins como na bexiga ou no ureter. O organismo tende a expeli-la e a dor costuma ocorrer quando ela passa pelo ureter, canal que liga os rins à bexiga. Dependendo do tamanho, a pedra fica presa e causa uma infecção. "O grau de obstrução causado pela pedra determina a intensidade da dor", afirma Gattás. O tratamento preferido pelos médicos é a aplicação de ondas de choque. Elas atingem a pedra e tentam fracioná-la, mas nem sempre isso é possível. Pedras maiores de dois centímetros ou mais resistentes o que depende das substâncias que a compõem exigem uma cirurgia mais invasiva: um instrumento é inserido no organismo do paciente, em geral, pela uretra, e vai até o local onde a pedra está, para destruí-la. Na prevenção, a principal recomendação é beber muito líquido. "O ideal são dois litros por dia, mas não basta tomar tudo de uma vez e passar o resto do dia sem beber nada", ensina Gattás. Segundo ele, quanto mais líquido circular pelos rins, mais rara será a formação de pedras. Outra recomendação é reduzir o consumo de sal, proteínas e de leite. Ultra-som As pessoas costumam perceber a pedra nos rins quando ela provoca dor. Nesse estágio, porém, ela já atingiu tamanho considerável, muitas vezes superior a um centímetro (dez milímetros). Exames de ultra-som conseguem detectar as pedras a partir de 3 milímetros. Pessoas com maior risco que tenham parentes vítimas desse problema ou que tenham feito gastroplastia, por exemplo devem se submeter a um exame de ultra-som por ano, orienta Gattás. Outra recomendação é fazer um exame de urina, capaz de identificar infecções outro indício da existência de pedra nos rins. Alguns costumes não passam de lendas. O chá de quebra-pedra não produz efeito contra o cálculo renal. "A única vantagem é que é líquido e, portanto, vai fazer o rim trabalhar", diz o médico.

MAIS NA WEB