Piauí - Teresina

Corregedoria investiga PM's acusados de matar jovem em Teresina

Isaías Rodrigues da Silva, encontrado morto nas margens do rio Poti na manhã dessa terça-feira (14), havia desaparecido no último domingo (12), após ser preso por uma guarnição do 6º Batalhão da PM.

THAIS SOUZA E THAIS GUIMARÃES

- atualizado

Familiares do jovem Isaías Rodrigues da Silva, 18 anos, encontrado morto nas margens do rio Poti na manhã dessa terça-feira (14) em Teresina, denunciaram policiais militares por suposto envolvimento na morte do rapaz. Isaías havia desaparecido no último domingo (12), após ser preso por uma guarnição da Força Tática do 6º Batalhão da Polícia Militar do Piauí. O caso está sendo apurado pela Corregedoria da PM.

Um familiar de Isaías, que preferiu não se identificar, contou ao GP1 que recebeu informações de que o jovem foi preso após tentar roubar um policial militar. “Ele estava tentando assaltar e essa pessoa era policial e chamou uma viatura. Algemaram ele, colocaram no carro e levaram no sentido da estrada da Alegria, todo mundo viu o carro descendo para lá”, relatou. O parente do rapaz contou que seu corpo estava com sinais de espancamento. “Ele estava muito espancado no rosto”, afirmou.

A Polícia Civil do Piauí entrou no caso. Segundo informações colhidas pelo delegado Francisco Costa, o Barêtta, coordenador da Delegacia de Homicídios, Isaías foi visto pela última por volta das 23h do domingo, em uma praça do Parque Rodoviário, zona sul de Teresina.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Delegado BarêttaDelegado Barêtta

“A informação é que ele tentou assaltar um policial militar à paisana e logo em seguida foi capturado por uma guarnição da Força Tática e desapareceu, a família inclusive foi à Central [de Flagrantes], veio aqui na delegacia, e hoje recebemos a informação de que esse corpo que foi reconhecido”, declarou Barêtta.

O delegado já requisitou todos os exames para que seja detectada a causa do óbito. “Requisitamos os exames, que vão dizer a causa mortis. Já foram entrevistadas algumas pessoas e vamos dar procedimento as investigações. Vou conversar com o legista para que ele me diga se aquele rapaz foi morto por afogamento e se esse afogamento foi criminoso ou se tem alguma marca de instrumento. O corpo já estava muito deformado”, afirmou ao GP1.

Barêtta não entrou no mérito da suspeita recair sobre policiais militares. “Independentemente de se tratar de policial civil ou militar, nosso maior interesse é reconhecer as circunstâncias em que ocorreu o crime e ter indícios suficientes para chamar à responsabilidade o autor daquele fato”, finalizou.

Polícia Militar

O tenente-coronel John Feitosa, informou em entrevista ao GP1que a Corregedoria da Polícia Militar vai investigar o caso. “A Polícia Militar diante do que foi posto na mídia, por declarações de famílias, já está adotando providências no sentido de localizar os familiares para serem ouvidos na Corregedoria, e está adotando providências para verificar se efetivamente se esteve uma viatura da PM no local atendendo a ocorrência. Essa apuração já está sendo feita, a fim de dirimir qualquer dúvida que possa surgir em relação a afirmação que partiu de familiares. Tão logo, a apuração seja concluída e a Polícia Militar possa chegar a um posicionamento, se efetivamente pode haver ou não as participações de policiais militares nesse episódio, a corporação vai se manifestar sobre o caso”, conclui.

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