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Política

Delcídio detalha intervenções diretas de Dilma e Lula na Lava Jato

O senador fez revelações comprometedoras sobre a presidente em delação premiada.

Em delação premiada de quase 400 páginas, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) afirma que a presidente Dilma Rousseff tentou intervir diretamente na Operação Lava Jato. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (03), na revista Isto É.

Segundo a revista, a presidente teria nomeado ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) que fossem favoráveis às defesas perante as acusações como estratégia para livrar políticos e empreiteiras envolvidos na investigação.

De acordo com as revelações de Delcídio, participante atuante nas ilegalidades cometidas e nada republicanas, Dilma tentou por três vezes interromper com as averiguações policiais sobre a Lava Jato. Ela ainda teve a ajuda do ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e do próprio Delcídio.

Uma das estratégias acatadas por ela seria a nomeação do desembargador Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que ele cuidasse cuidaria dos recursos e habeas corpus dos investigados aliados envolvidos. Após conversa privada com o senador, a presidente o pediu que confirmasse com Navarro o compromisso de soltar Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo, executivos da Andrade Gutierrez. Este por sua vez, cumpriu o compromisso que havia sido alertado inclusive pelo então presidente do STF, dr. Falcão.

Isto ÉDelcídio do Amaral(Imagem:Divulgação)Delcídio do Amaral

Delcídio ainda cita o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltando que ele era ciente do esquema de corrupção na Petrobras e agiu pessoalmente para barrar as investigações da Polícia Federal. Ele apontou Lula como o responsável pelo plano de fuga oferecida ao ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, investigado na operação, e de ter dado dinheiro a testemunhas, em troca de silêncio.

O ex-presidente ainda teria sido o organizador do encontro entre Delcídio e o filho do ex-diretor, Bernardo Cerveró, que acabou ocasionando a prisão do senador. Ele foi preso no dia 25 de novembro do ano passado e liberado em fevereiro.

O ministro do STF, Teori Zavaski, deve decidir nos próximos dias se homologa ou não a delação. De acordo com a Isto É, o senador pediu em cláusula, a confidencialidade do depoimento por seis meses, tempo suficiente para ele escapar de um processo de cassação no Conselho de Ética do Senado. Porém o ministro recusou a exigência e deu até a próxima semana para a PGR excluir o acordo.


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