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Deputado Tiririca é acusado de assédio sexual por ex-empregada

O caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

NAYRANA MEIRELES

- atualizado

O deputado federal Tiririca (PR-SP), foi acusado de assédio sexual por uma ex-funcionária. O caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e distribuído na quarta-feira (28) ao ministro Celso de Mello.

De acordo com informações do site Metrópoles, a empregada doméstica Maria Lúcia Gonçalves Freitas de Lima diz que Tiririca a assediou em pelo menos duas situações, uma em São Paulo e outra em Fortaleza. Na primeira ocasião, em maio do ano passado, ela viajou com Tiririca, a mulher e a filha deles para São Paulo, por conta de uma gravação do Programa do Jô.

Segundo a doméstica, depois de voltar da gravação, Tiririca, cheirando a bebida alcoólica, teria agarrado a empregada por trás e desabotoado a calça. A filha, mulher e dois assessores do deputado viram a cena e riram. “Por fim, pediu ajuda para a filha do casal e ela empurrou o pai, que veio ao chão”, diz a denúncia.

  • Foto: Divulgação/Câmara dos DeputadosTiriricaTiririca

Na mesma semana, Maria disse que viajou com a família para Fortaleza, onde ficaram em um sítio. Foram oito dias com festas constantes e segundo a denúncia sempre que Tiririca passava perto da declarante afirmava "vou te comer" e passava a mão nos cabelos ou nádegas dela.

A empregada disse ainda que tinha registros de algumas coisas que Tiririca falou, mas o próprio deputado destruiu seu celular, pegando-o emprestado em uma lancha e pulando no mar com o aparelho, durante a viagem a Fortaleza. Na volta para Brasília, a empregada foi imediatamente demitida. Agora, ela pede indenização por danos morais, em um total de R$ 120 mil.

A defesa de Tiririca negou as acusações e afirma que a ex-empregada quer usar o que chamam de uma visão estereotipada de Tiririca para atacar o deputado. Já o advogado pessoal de Tirirca disse que não iria comentar o processo porque este está em sigilo.


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