O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Piauí – Sinpolpi, Cristiano Ribeiro, concedeu entrevista ao GP1 e falou sobre a insatisfação da categoria no que diz respeito à diferença na remuneração que os delegados, agentes policiais e escrivães recebem no Estado. Segundo ele, várias foram as manifestações feitas ao longo de 11 anos com o objetivo de diminuir essa diferença.
Ainda, segundo Cristiano Ribeiro, essa diferença deixou a classe cada vez mais revoltada com a situação. “A forma como essa causa vem sendo tratada ao longo desses 11 anos provocou uma revolta generalizada. Em 2004, o governo de Wellington Dias sancionou a Lei número 5.376 que disciplinava a remuneração do pessoal da polícia civil, do agente ao delegado".
Lei Complementar 55
"Ja em 2005 o próprio governador Wellington Dias sancionou a lei complementar número 55 que instituiu o regime de subsídio dos delegados. Esta lei excluiu os agentes, escrivães e peritos e concedeu para os delegados status de categoria", explicou o presidente do Sinpolpi.
Em maio do ano de 2011, o governador Wilson Martins enviou um ofício ao Sinpolpi, assinado pela cúpula do seu governo (documento abaixo) onde negociava com a categoria sobre a greve que houve no referido ano. No entanto, não foi cumprido o que estava no item “d” do documento, que falava sobre uma lei única que tratava da remuneração dos Policiais Civis. "O governo descumpriu aquilo que nos foi proposto, acreditamos que o salário deve ser decidido em uma lei única, mas não foi isso que foi feito”, disse.
No mesmo ano, foi publicada no Diário Oficial a lei 6.123/2011 que disciplinava um reajuste salarial para categoria dos policiais civis no mês de novembro daquele ano que, de acordo com Cristiano, deixou ainda mais evidente a diferença salarial entre os delegados, os agentes de polícia, escrivães e peritos.
De acordo a associação de delegados de Policia Civil do Estado de São Paulo, a remuneração do delegado piauiense sairá do 10º lugar para assumir a liderança da mais bem paga do país.
Mensagem do Governador
O diretor jurídico do Sinpolpi, Constantino Júnior, também comentou essa discrepância salarial. Para ele, não deve haver diferenças tão grandes já que todos fazem parte da mesma categoria. “No ano de 2000, os salários dos agentes e escrivães correspondiam a 68% da remuneração do delegado; em 2013 esse valor passou para 22%. Só para ser uma idéia, no ano de 2002, os delegados percebiam uma remuneração de R$ 1.200,00. Fazendo-se uma projeção para o ano de 2015, eles vão receber mais de R$ 19 mil. Houve um aumento de quase 2000%, ou seja, é o verdadeiro milagre da multificação", finalizou Constantino.
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Imagem: Francyelle Elias/GP1
Cristiano Ribeiro, presidente do Sinpolpi
De acordo com ele, a classe de delegado alcançou essa distorção num período de apenas oito anos. "Essa diferença é muito grande", avalia.
Cristiano Ribeiro, presidente do SinpolpiAinda, segundo Cristiano Ribeiro, essa diferença deixou a classe cada vez mais revoltada com a situação. “A forma como essa causa vem sendo tratada ao longo desses 11 anos provocou uma revolta generalizada. Em 2004, o governo de Wellington Dias sancionou a Lei número 5.376 que disciplinava a remuneração do pessoal da polícia civil, do agente ao delegado".
Imagem: Reprodução
Lei 5.376/2004
Lei 5.376/2004Imagem: Reprodução
Lei 5.376/2004
Lei 5.376/2004Lei Complementar 55
"Ja em 2005 o próprio governador Wellington Dias sancionou a lei complementar número 55 que instituiu o regime de subsídio dos delegados. Esta lei excluiu os agentes, escrivães e peritos e concedeu para os delegados status de categoria", explicou o presidente do Sinpolpi.
Em maio do ano de 2011, o governador Wilson Martins enviou um ofício ao Sinpolpi, assinado pela cúpula do seu governo (documento abaixo) onde negociava com a categoria sobre a greve que houve no referido ano. No entanto, não foi cumprido o que estava no item “d” do documento, que falava sobre uma lei única que tratava da remuneração dos Policiais Civis. "O governo descumpriu aquilo que nos foi proposto, acreditamos que o salário deve ser decidido em uma lei única, mas não foi isso que foi feito”, disse.
Imagem: GP1
Acordo feito com os policiais civis e não foi cumprido pelo Governo
Acordo feito com os policiais civis e não foi cumprido pelo GovernoNo mesmo ano, foi publicada no Diário Oficial a lei 6.123/2011 que disciplinava um reajuste salarial para categoria dos policiais civis no mês de novembro daquele ano que, de acordo com Cristiano, deixou ainda mais evidente a diferença salarial entre os delegados, os agentes de polícia, escrivães e peritos.
Imagem: GP1
Último reajuste salarial dos polciais civis ainda em 2011
Na última quinta-feira (13/06/2013), o governador Wilson Martins encaminhou mensagem (abaixo) para Assembléia Legislativa de um projeto de lei reajustando os subsídios dos delegados e, de acordo com a mensagem, a classe especial receberá R$15.191,35 a partir de novembro deste ano; e em 2015 o delegado vai perceber a quantia de R$ 19.154,31.
Último reajuste salarial dos polciais civis ainda em 2011De acordo a associação de delegados de Policia Civil do Estado de São Paulo, a remuneração do delegado piauiense sairá do 10º lugar para assumir a liderança da mais bem paga do país.
Imagem: GP1
Mensagem do Governador
Mensagem do Governador
Mensagem do GovernadorImagem: GP1
Mensagem do Governador
Mensagem do GovernadorO diretor jurídico do Sinpolpi, Constantino Júnior, também comentou essa discrepância salarial. Para ele, não deve haver diferenças tão grandes já que todos fazem parte da mesma categoria. “No ano de 2000, os salários dos agentes e escrivães correspondiam a 68% da remuneração do delegado; em 2013 esse valor passou para 22%. Só para ser uma idéia, no ano de 2002, os delegados percebiam uma remuneração de R$ 1.200,00. Fazendo-se uma projeção para o ano de 2015, eles vão receber mais de R$ 19 mil. Houve um aumento de quase 2000%, ou seja, é o verdadeiro milagre da multificação", finalizou Constantino.
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