Piauí - Teresina

Diretoria da Unimed ingressa com ação para suspender Assembleia

A assembleia foi convocada pelo Conselho Fiscal da Unimed, e tem como objetivo discutir possíveis irregularidades encontradas em uma auditoria, além de destituir a atual diretoria executiva.

BÁRBARA RODRIGUES

Os médicos Leonardo Eulálio de Araújo Lima e Luiz Edson dos Santos Costa, respectivamente, presidente e vice-presidente da Unimed Teresina, ingressaram na Justiça, no dia 16 de novembro, com Ação Ordinária de Nulidade de Ato Jurídico com pedido de antecipação de tutela provisória de urgência contra os membros do Conselho Fiscal, Ricardo Paranaguá de Carvalho, Arquimedes Cavalcante Cardoso, Raimundo Nogueira de Sá Filho, e os suplentes, Paulo Matheus Pereira Nunes e Hamilton de Sousa Mourão.

O objetivo é a suspensão de uma Assembleia Geral convocada pelo Conselho Fiscal da Unimed Teresina, que tem como objetivo discutir possíveis irregularidades encontradas em uma auditoria que foi realizada, além de destituir a atual diretoria, formada pelos médicos Leonardo Eulálio e Luiz Edson.

Na ação eles destacam o trabalho realizado, e afirmam que “com muita luta e esforço, sacrificando muitas vezes o convívio com a própria família, mas em prol da defesa da cooperativa, conseguiram superar todas as dificuldades e colocar a Unimed em um patamar nunca alcançado, tendo elevado o seu patrimônio e ampliado sua ação, estando hoje como uma das maiores cooperativas do país”.

Afirmam na ação que a atual gestão, em três anos e seis meses acumulou 73,15% a mais do que foi acumulado ao longo de 30 anos de sua administração, informando que de 1983 a 2013 o patrimônio líquido foi de R$ 29.567.365,00 milhões, enquanto de 2013 a junho de 2016, foi de R$ 80. 762.647,00 milhões.

  • Foto: Facebook/UnimedUnimed TeresinaUnimed Teresina

Eles explicam que alguns cooperados em defesa de interesses próprios e de terceiros, “passaram a fazer acusações infundadas e descabidas contra os autores, como se os próprios números não expressassem a verdade por si sós, fazendo ilações absurdas, inclusive atingindo a honra e boa fama dos mesmos, o que também deverá ser objeto das competentes ações criminal e indenizatória a serem ajuizadas oportunamente”.

Os médicos Leonardo Eulálio e Luiz Edson afirmam que ficaram surpresos quando receberam um documento informando que será realizada uma Assembleia Geral no dia 23 de novembro, onde entre os assuntos está a destituição da Diretoria Executiva. Os médicos explicam que o Conselho Fiscal, durante uma reunião ocorrida no dia 30 de outubro, em um dia de domingo, onde não foi informado o local que ela ocorreu, ficou decidido que seria realizada a Assembleia Geral. Eles alegam que decisão encontra-se eivada de vícios insanáveis.

“Na verdade, a reunião do Conselho Fiscal , se é que efetivamente existiu , fora realizada em outro ambiente, que não a sede da Unimed e ainda em um dia de domingo, sugerindo que poderia ter sido realizada em qualquer ambiente, como um clube, numa mesa de bar ou cafeteria, enfim. O que se pode presumir, desse modo, é que a referida reunião, se é que existiu (frise-se), fora realizada ás escondidas, ferindo o princípio da transparência e da publicidade que deve permear todas as reuniões”, afirmaram os médicos, ainda destacando que isso comprova que “tudo não passa de um plano arquitetado pelos membros do Conselho Fiscal”.

Na ação é pedida a anulação da reunião que decidiu pela realização da Assembleia Geral, pois ela “poderá afastar os autores de suas funções, em desrespeito ao mandato que lhes fora concedido através de eleições democráticas e legais, causando-lhes danos irreparáveis, tanto no âmbito profissional, quanto pessoal”.

Irregularidades

O Conselho Fiscal realizou uma auditoria nas contas da Unimed, onde teriam sido constatadas diversas irregularidades, como a malversação dos recursos da cooperativa, o superfaturamento na obra de reforma do Hospital Unimed Primavera, aquisição de terrenos com preço acima do valor de mercado, credenciamento de clínica sem médico cooperado integrado ao seu quadro, descapitalização da receita líquida aplicada em banco e o lançamento de um relatório de gestão com dados mascarados.

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