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Dominique Strauss-Kahn acusa Sarkozy por ruína política

Economista fez as acusações ao jornal "The Guardian"; ele era o candidato favorito entre socialistas.

Estadão

- atualizado

O ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, acusou seus inimigos políticos, ligados ao presidente da França, Nicolas Sarkozy, de destruírem suas tentativas de ser candidato à presidência francesa.

Strauss-Kahn, de 63 anos, fez as acusações em uma entrevista publicada pelo jornal britânico The Guardian em um momento complicado para o mandatário francês, que disputa o segundo turno das eleições contra o socialista François Hollande. Strauss-Kahn era o favorito entre os socialistas franceses para disputar a presidência neste ano, até que estourou o escândalo de Nova York, no qual ele foi acusado de tentar estuprar uma camareira no Hotel Sofitel de Nova York, em maio de 2011.

Strauss-Kahn disse que embora não acredite que o incidente com a camareira Nafissatou Diallo, de 32 anos, tenha sido uma armação, ele acredita que a subsequente escalada do evento, que resultou em uma investigação criminal, foi "moldada por pessoas com uma agenda política".

"Talvez eu tenha sido politicamente ingênuo, mas eu não consegui acreditar que eles iriam tão longe - eu não pensava que eles poderiam encontrar qualquer coisa que me impedisse (de ser candidato)", disse Kahn ao The Guardian O jornal britânico deixa claro que o "eles" na entrevista se refere a políticos da União por um Movimento Popular (UMP), partido da centro-direita francesa do presidente Sarkozy. A entrevista foi feita pelo jornalista Edward Jay Epstein, norte-americano.

Kahn afirmou ter certeza de que estaria hoje no lugar de François Hollande, não fosse o escândalo do Sofitel de Nova York. "Eu planejava fazer o anúncio oficial da minha candidatura em 15 de junho de 2011 e não tinha dúvidas de que seria o candidato do Partido Socialista", disse Kahn.

Após sua detenção, Kahn foi mostrado algemado em Nova York e forçado a viver sob prisão domiciliar nos EUA. Ele teve que renunciar ao cargo no FMI e não se apresentou nas primárias do PS francês. Em agosto do ano passado, promotores de Nova York retiraram as acusações contra ele, ao dizerem que o depoimento de Nafissatou Diallo tinha várias incoerências e até mentiras. Mas Kahn, de volta à França, foi acusado neste ano de frequentar uma rede que trazia prostitutas belgas para a França, as quais participavam de orgias com o ex-diretor-gerente do FMI em hotéis luxuosos em Lille e Paris.

As informações são da Dow Jones.


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