Piauí

Ex-delegado Wendell Reis ingressa com revisão criminal no TJ-PI

A defesa do ex-delegado pede, liminarmente, a concessão de tutela antecipada com o fito de suspender a ordem de prisão expedida e o início da execução da pena, até o julgamento da revisão criminal.

GIL SOBREIRA

- atualizado

Condenado pelo Tribunal Popular do Júri a 12 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato do vendedor Ricardo Seabra, ocorrido em setembro de 2003, o ex-delegado de Polícia Civil, Wendell Reis Costa Araújo, ingressou com pedido de revisão criminal no Tribunal de Justiça do Piauí para desqualificar o crime de homicídio qualificado para homicídio culposo.

A defesa do ex-delegado pede, liminarmente, a concessão de tutela antecipada com o fito de suspender a ordem de prisão expedida e o início da execução da pena, até o julgamento da revisão criminal.

A ação foi ajuizada no dia 18 de setembro deste ano e será julgada pelas Câmaras Reunidas Criminais. O relator sorteado é o desembargador Sebastião Ribeiro Martins.

A revisão criminal é uma ação que visa anular ou desconstituir uma sentença proferida, com o objetivo de corrigir erro judiciário no Processo Penal.

Entenda o caso

O ex-delegadoWendell Reis foi condenado pelo Tribunal Popular do Júri a 12 anos de prisão em 2009, acusado de autoria do assassinato do vendedor ambulante Ricardo Seabra Pereira, delito ocorrido em um trailer localizado no bairro Três Andares, na zona sul de Teresina. Ele se apresentou espontaneamente poucos dias depois do crime e contou que o crime aconteceu de forma acidental.

Wendell Reis foi considerado culpado pelo Conselho de Sentença por sete votos a zero. O juiz Antônio Noleto afirmou que os jurados consideraram que o homicídio foi praticado por motivo fútil e aplicou multas de 1 salário mínimo e de cinco salários mínimos pelo crime e pelos custos do processo.