Política

FHC diz que não há o que temer sobre lista de Fachin

Mais outros quatros ex-presidentes aparecem em citações de delações dos executivos da Odebrecht: Dilma Rousseff (PT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fernando Collor (PTC) e José Sarney (PMDB).

SUYNARA OLIVEIRA

- atualizado

O ex-presidente Luiz Fernando Cardoso (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (12) que não teme o fato de ter sido citado na delação premiada de Emilio Odebrecht. Odebrecht disse que realizou “pagamentos de vantagens indevidas, não contabilizadas”, para campanha eleitoral de FHC. Nessa terça-feira (11), o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito de 98 políticos, entre eles, Fernando Henrique.

“Isso nunca chegou ao meu conhecimento, mas também não posso responder nada porque não conheço o texto, o que realmente foi declarado, e se houve alguma referência específica do senhor Emilio”, afirmou FH, em vídeo publicado em sua página do Facebook.

  • Foto: Facebook/Fernando Henrique CardosoFernando Henrique CardosoFernando Henrique Cardoso

De acordo com o Extra, Fernando Henrique disse que o despacho de Fachin cita datas erradas para suas campanhas presidenciais: 1993 e 1997, a corrida presidencial foi em 1994 e 1998. FHC falou ainda que o país precisa de mais transparência e que tudo está muito vago.

“O Brasil precisa de transparência. A Lava-Jato está colaborando no sentido de colocar as cartas na mesa. Não tenho nada a esconder, nada a temer, vamos ver com calma do que se trata. Por enquanto não há nada específico, tudo muito vago”, disse FHC.

Mais outros quatros ex-presidentes aparecem em citações de delações dos executivos da Odebrecht: Dilma Rousseff (PT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fernando Collor (PTC) e José Sarney (PMDB).