Política

Geddel Vieira Lima é preso pela PF na Operação Cui Bono

A operação investiga esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal; Geddel foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa entre 2011 e 2013, período investigado pela Cui Bono.

SUYNARA OLIVEIRA

- atualizado

Na tarde desta segunda-feira (03), o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), foi preso pela Polícia Federal na Bahia, em ação decorrente da Operação Cui Bono. A operação investiga esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal. Geddel foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa entre 2011 e 2013, período investigado pela Cui Bono. A prisão foi determinada pelo juiz Vallisney Oliveira, da Justiça Federal de Brasília.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), ele agiu para atrapalhar investigações, ao tentar barrar possíveis delações premiadas do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do doleiro Lúcio Funaro.

Ainda segundo o órgão, Geddel tem atuado para garantir que Cunha e Funaro recebam vantagens indevidas e para constranger o doleiro a não fechar o acordo.

  • Foto: Edilson Rodrigues/Agência SenadoGeddel Vieira LimaGeddel Vieira Lima

A operação Cui Bono (do latim, e que em português significa “a quem beneficia?”) foi deflagrada a partir da Operação Catilinárias, de dezembro de 2015, que teve Cunha como alvo principal, e cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Geddel em Salvador.

Na época, a PF encontrou diversos documentos e, entre eles, estavam papéis com uma relação de empresas que pleiteavam empréstimos e financiamentos na Caixa, além de informações detalhadas sobre taxas de juros, prazos das transações e os valores de cada operação.

De acordo com a Veja, mensagens trocadas entre Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima reforçam os indícios de que os dois peemedebistas se aliaram para manipular empréstimos e investimentos liberados pela Caixa.

Geddel Vieira Lima, com receio de ser preso, ofereceu ao Supremo Tribunal Federal (STF) seus sigilos fiscal e bancário e a entrega de seu passaporte, após ser alvo da Cui Bono e de virem à tona as delações premiadas dos executivos do Grupo J&F.

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