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09/02/2010 - 01h32
CORREIOS

Governo conclui Medida Provisória que pretende reestruturar e aumentar receita dos Correios

Segundo o ministro, o documento propõe três mudanças básicas.

Para socorrer os Correios do desgaste gradativo de receita que vem sofrendo desde a chegada da internet, o governo concluiu uma medida provisória, que está prestes a ser enviada ao Congresso, que trata da modernização e reestruturação da empresa.

Com a medida aprovada, há a pretensão de aumentar os rendimentos dos Correios em 50% nos próximos 18 meses, afirmou o ministro Hélio Costa (Comunicações). A receita anual da empresa é de R$12,5 bilhões.

Segundo o ministro, o documento propõe três mudanças básicas. A criação de novos serviços e mudança de logística é o primeiro ponto da medida. Entre essas inovações está o correio híbrido, que descentraliza a impressão de cartas, telegramas e qualquer outro tipo de documento.

Pela proposta, os Correios também passarão a atuar no exterior. Um dos objetivos principais seria o trabalho da empresa no envio de remessas de brasileiros que moram no exterior para o Brasil. De acordo com Costa, são remetidos por ano cerca de US$ 6 bilhões para o Brasil, de países como Estados Unidos, Japão, Inglaterra e Espanha.

"Nós já somos os principais consultores dos correios de vários países na América do Sul, todos têm uma relação de tecnologia com o Brasil", disse o ministro, afirmando que o país tem conhecimento suficiente para tocar seus planos no exterior.

O terceiro ponto do plano é a modernização da governança corporativa da empresa, que deve inclusive mudar de nome para Correios do Brasil S.A. Será uma sociedade anônima de capital fechado, nos moldes da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

"A proposta é que a empresa esteja pronta para competir com um mercado cada vez mais disputado, com empresas cada vez mais poderosas. E sobreviver à nova era da informática", disse Costa.

Previsão

Após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro falou nesta segunda-feira a jornalistas, na entrada do próprio ministério, que o governo deve enviar a medida ao Legislativo logo após o carnaval. O governo está confiante que a medida passará pelo Congresso ainda este ano.

"Há muita gente no Congresso ciente da necessidade dessa aprovação", disse Costa. O ministro defende a medida como forma de os Correios não sucumbirem à competição cada vez mais acirrada do mercado, e sem ela o mercado fica, nas palavras do ministro, "mais amarrado".

De acordo com Costa, o país perdeu no ano passado 400 milhões de entregas. Grande parte dessa queda aconteceu por conta do surgimento de novas tecnologias.

Fonte: Folha Online


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