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02/08/2012 - 09h07
Tecnologia pessoal
Governo pressiona telefonias para compartilhar redes 4G
A Oi sinalizou que não pretende esperar um acordo para tocar os planos no 4G, já que deverá cobrir seis cidades até a Copa das Confederações, em 2013.
O Governo Federal está pressionando as teles por um acordo que permita o compartilhamento de infraestrutura ente as operadoras que oferecerão 4G no Brasil.
O uso conjunto de bases, torres e antenas é um desejo do governo, que enxerga redução de custos e aumento de eficiência com a rede compartilhada. Um entendimento entre as grandes operadoras, entretanto, ainda está longe de ser alcançado, disse ontem o presidente da Oi, Francisco Valim.
"Compartilhar depende de querer e fazer. É uma prática necessária no Brasil. Mas a discussão ainda está no querer", disse, durante a apresentação do balanço financeiro da companhia no segundo trimestre.
A Oi sinalizou que não pretende esperar um acordo para tocar os planos no 4G, já que deverá cobrir seis cidades até a Copa das Confederações, em 2013. Embora seja favorável a compartilhar redes no 4G, Valim diz que fazer o mesmo com a estrutura atual (3G) é complexo e mais caro do que instalar novas torres. O ministério das Comunicações estuda forçar as companhias do setor a abrir espaço às concorrentes.
Valim evitou falar de expectativas sobre a liberação pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) da venda de chips da empresa bloqueada em cinco estados a partir de 23 de julho. A operadora descarta um impacto relevante da medida em seu negócio no ano de 2012. O plano apresentado à agência na semana passada manteve a previsão de R$ 24 bilhões em investimentos de 2012 a 2015.
No segundo trimestre a Oi registrou um lucro líquido de R$ 64,1 milhões, queda de 82,8% ante os R$ 373,6 milhões do mesmo período de 2011. A receita líquida somou R$ 6,9 bilhões, uma queda de 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho veio abaixo das expectativas do mercado e derrubou as ações da operadora. Os papéis fecharam o dia com perdas de 7,37% nas ações PN e 7,63% nas ON, as maiores baixas do Ibovespa.
A companhia atribuiu o resultado negativo a efeitos contábeis de sua reestruturação societária, aprovada em 27 de fevereiro. Para minimizar esse impacto, a Oi solicitará à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) uma autorização para retirar do balanço financeiro a amortização do ágio de R$ 9 bilhões pago na compra da Brasil Telecom (BrT) em 2009. Ele embute a depreciação de ativos fixos, como imóveis e torres. A proposta é que essa depreciação passe apenas pelo patrimônio líquido, deixando de afetar o resultado operacional, o lucro e o pagamento de dividendos aos investidores.
O uso conjunto de bases, torres e antenas é um desejo do governo, que enxerga redução de custos e aumento de eficiência com a rede compartilhada. Um entendimento entre as grandes operadoras, entretanto, ainda está longe de ser alcançado, disse ontem o presidente da Oi, Francisco Valim.
"Compartilhar depende de querer e fazer. É uma prática necessária no Brasil. Mas a discussão ainda está no querer", disse, durante a apresentação do balanço financeiro da companhia no segundo trimestre.
Imagem: Divulgação
Compartilhamento facilitaria investimentos, crê Anatel
Compartilhamento facilitaria investimentos, crê AnatelA Oi sinalizou que não pretende esperar um acordo para tocar os planos no 4G, já que deverá cobrir seis cidades até a Copa das Confederações, em 2013. Embora seja favorável a compartilhar redes no 4G, Valim diz que fazer o mesmo com a estrutura atual (3G) é complexo e mais caro do que instalar novas torres. O ministério das Comunicações estuda forçar as companhias do setor a abrir espaço às concorrentes.
Valim evitou falar de expectativas sobre a liberação pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) da venda de chips da empresa bloqueada em cinco estados a partir de 23 de julho. A operadora descarta um impacto relevante da medida em seu negócio no ano de 2012. O plano apresentado à agência na semana passada manteve a previsão de R$ 24 bilhões em investimentos de 2012 a 2015.
No segundo trimestre a Oi registrou um lucro líquido de R$ 64,1 milhões, queda de 82,8% ante os R$ 373,6 milhões do mesmo período de 2011. A receita líquida somou R$ 6,9 bilhões, uma queda de 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho veio abaixo das expectativas do mercado e derrubou as ações da operadora. Os papéis fecharam o dia com perdas de 7,37% nas ações PN e 7,63% nas ON, as maiores baixas do Ibovespa.
A companhia atribuiu o resultado negativo a efeitos contábeis de sua reestruturação societária, aprovada em 27 de fevereiro. Para minimizar esse impacto, a Oi solicitará à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) uma autorização para retirar do balanço financeiro a amortização do ágio de R$ 9 bilhões pago na compra da Brasil Telecom (BrT) em 2009. Ele embute a depreciação de ativos fixos, como imóveis e torres. A proposta é que essa depreciação passe apenas pelo patrimônio líquido, deixando de afetar o resultado operacional, o lucro e o pagamento de dividendos aos investidores.
Fonte: Revista Info
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