Política

Heráclito cobra do governo a retomada das obras da Transnordestina

Heráclito Fortes afirmou que houve erros na realização da obra e que entende o alto custo que o governo federal teria para continuar com a obra, mas acredita que existem alternativas.

BÁRBARA RODRIGUES

- atualizado

O deputado Heráclito Fortes (PSB) defendeu que o governo federal retome as obras da Transnordestina, que foi iniciada há mais 10 anos e até hoje apenas uma pequena parte foi feita. Mais de R$ 6 bilhões foram investidos na obra que tem como objetivo ligar por uma ferrovia os estados de Pernambuco, Ceará e Piauí.

Em entrevista a Rádio Câmara, o deputado federal destacou a importância da obra para a escoação dos produtos no Nordeste, já que o uso de uma rodovia diminuiria os custos para os produtores e o tempo para a distribuição.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Heráclito FortesHeráclito Fortes

“Eu considero uma das obras prioritárias para o Brasil, para o Nordeste e de uma maneira muito especial para o Piauí, que é a última fronteira agrícola. Você imagina que nos últimos 10 anos, nós saímos de 200 mil toneladas para 4 milhões e meio de grãos nesse ano. O grande gargalo é o transporte. Para o transporte desse tamanho não tem outra alternativa, tem que ser por ferrovia. No Piauí existe uma quantidade muito grande de minérios, nobres inclusive, que precisam ser explorados, para isso também precisa de ferrovia, por isso venho nessa cruzada, porque ela é fundamental”, destacou.

Heráclito Fortes afirmou que houve erros na realização da obra e que entende o alto custo que o governo federal teria para continuar com a obra, mas acredita que existem alternativas.

“Temos uma ferrovia de 1.700 quilômetros, onde se tem 600 quilômetros feitos de maneira espaçada, repetindo o mesmo erro da Transamazônica, onde era preciso que tivesse sido feita uma faixa contínua, para que se chegasse a algum lugar. O meu apelo ao governo é que se retorne [a obra], sei que temos algumas dificuldades administrativas, mas poderia colocar o exército brasileiro para se retomar essa obra, não tem sentido ficar parada, quem está perdendo é o Brasil”, finalizou.

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