Política

Heráclito Fortes afirma que Governo Michel Temer é transparente

O deputado federal Heráclito Fortes (PSB) falou sobre a lista dos partidos que mais receberam emendas nas últimas semanas.

RAISA BRITO

- atualizado

Em entrevista ao Jornal do Piauí, da TV Cidade Verde, na tarde desta quinta-feira (10), o deputado federal Heráclito Fortes (PSB) falou sobre a lista dos partidos que mais receberam emendas nas últimas semanas, divulgada por ele, na última terça-feira (08).

Segundo o parlamentar, um dos objetivos da divulgação foi mostrar a transparência do Governo Michel Temer: “A divulgação teve dois objetivos, o primeiro: mostrar que este é um governo transparente, eu pedi essas informações ao Palácio e em meia hora eles mandaram, e o segundo foi pra desmistificar [a informação de que os deputados que votaram contra a denúncia foram comprados]”, explicou.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Heráclito FortesHeráclito Fortes

Fortes também contou porque não citou os nomes dos parlamentares, mas apenas dos partidos: “Eu não citei nomes porque isso é papel de dedo-duro e de informante e eu não sou, eu fiz os partidos de um modo geral e guardei os nomes, embora já tenha sido divulgado. Eu só estou repetindo, que quem mais recebeu recursos, de quase R$ 11 milhões, foi a senadora Gleisi Hoffmann, em segundo, a deputada Alice Portugal da Bahia, ferrenha opositora do governo, então pra esses caras acabarem com essa mania de estarem falando à toa, enganando a população que está se tornando mal informada pelo desvirtuamento dos fatos”, criticou.

Para o deputado, é preciso que haja a reforma da Previdência Social: “É preciso ter, o Brasil tem que fazer uma opção, ou nós vamos fazer uma reforma que não prejudique o povo, mas que também não prejudique o Brasil, ou daqui a dois anos o Brasil vai virar um velho Rio de Janeiro, nós temos que escolher o que queremos”, declarou.

Questionado se o desgaste causado ao presidente Michel Temer não vai atrapalhar as votações da reformas da Previdência e Trabalhista, Heráclito respondeu: “Não tenha dúvida que o desgaste do Michel, em parte, foi pela coragem de enfrentar as duas reformas. Tanto é verdade, que no dia que as reformas foram para o plenário da Câmara e do Senado começou esse episódio da JBS, foi cronometricamente coincidente”. Ainda sobre esse assunto, ao ser perguntado se foi coincidência ou armação, o deputado foi enfático ao afirmar que foi “uma armação”.