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Instituição divulga nota a vereadores que votaram contra Projeto de Lei de Nome Social de travestis

A nota de repúdio foi retirada do V Encontro Estadual de Travestis e Transexuais, que aconteceu na semana passada

Articulação Piauiense de Travestis e Transexuais do Piauí (APTTRA) divulgou uma nota de repúdio retirada do V ENCONTRO ESTADUAL DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS, que aconteceu entre os dias 10 e 12 de Abril de 2013, na cidade de Floriano, contra vereadores que votaram em desfavor ao Projeto de Lei do Nome Social.

Confira a nota de repúdio na íntegra!

Nós travestis e Transexuais reunidas em Floriano nos dias 10 á 12 de Abril de 2013 com representante de todas as regiões do Estado do Piaui, vimos por meio desta, tornar a público nosso repúdio com os seguintes vereadores, Tiago Vasconcelos (PSB), Celene Fernandes (PT do B), Cida Santiago (PHS), Pastor Levino de Jesus (PRB), Ricardo Bandeira (PSDC), Antônio Aguiar (PTB), Major Paulo Roberto (PSD), que é presidente da Comissão de Direitos Humanos, Luís André (PPS), José Pessoa (PSD), Valdemir Virgino (PTC), Teresinha Medeiros (PPS) e Joninha (PSDB).

Nossa repugnação aos vereadores se dá porque no último dia 9 de Abril, recebemos a notícia de que alguns dos 12 vereadores que compõem esta casa se posicionaram contra o projeto de lei do nome social de Travestis e Transexuais, lei essa que já existe no âmbito Estadual e Nacional e com decreto em âmbito municipal de Teresina.

Infelizmente vivemos um momento de preconceito velado em nosso município, onde nossos parlamentares dizem apoiar as pessoas LGBTs, mas quando se deparam com alguma situação que venha a garantir os direitos iguais, sempre se posicionam contra, alegando as mais absurdas justificativas, falam em pecado, imoralidade, favorecimento, ditaduras mais esquecem o mais importante, que tem que legislar para o povo em sua totalidade, se despindo de suas crenças, preconceitos e receios do que nem ao menos conhece.

Se os nobres citados fossem em busca de mais conhecimento saberiam que já existe uma lei federal que garante o acréscimo na certidão de nascimento, o nome ao qual sinta - se melhor chamado, lei essa que não contempla a população de Travestis e Transexuais. Como vamos acrescentar um nome que faz referencia ao gênero feminino ao um nome que é masculino?

Ninguém quer aqui ser melhor que ninguém, só igualdade, mas sentimos que o preconceito, ainda persiste a existir nesta casa que é do povo, afinal, somos uma parcela desse povo, parcela essa que tem sua cidadania negada, sua identidade de gênero desrespeitada, e suas vidas ceifadas.
Só nos últimos quatro meses, em todo Brasil, foram mortas 55 Travestis, sendo dessas 2 do Piauí. Até quando senhores e senhoras vão carregar essa mancha de sangue em vossas vivências? Conseguem mesmo chegar em casa deitar e dormir? Acham mesmo que negar direitos de respeito e cidadania é cumprir com seus deveres? Mas ainda assim acreditamos que o Piauí ainda será um território livre do preconceito e da discriminação.

Vale ressaltar que esta instituição pedirá ao Ministério Público a proibição do uso dos nomes sociais dos nobres vereadores, porque nos trataram como cidadãs de segunda categoria uma vez que eles têm o direito de usar seus nomes sociais, mas a nós não nos deu o mesmo direito. Em municípios como Picos, por exemplo, esta lei já existe há 4 anos e em vários outros municípios e estados brasileiros.

HIPOCRISIA TEM LIMITES E CHAUVINISMO TAMBÉM.


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