Política

João de Deus diz que queda do PT não tem relação com escândalos

O parlamentar afirmou que a queda do partido em âmbito nacional não ocorreu em razão dos escândalos envolvendo a sigla.

JOCIARA LUZ

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual João de Deus, falou sobre a baixa que o Partido dos Trabalhadores sofreu em âmbito nacional nas eleições deste ano. A sigla teve resultados negativos em cidades importantes do país, em São Paulo, Fernando Haddad não conseguiu a reeleição, Reginaldo Lopes, candidato pelo PT em Belo Horizonte não conseguiu ir ao segundo turno, assim como Tadeu Veneri em Curitiba.

Questionado se a queda do PT se deu em razão dos escândalos envolvendo figuras importantes do partido, João de Deus respondeu que não. “Se fosse não teria migrado para o PMDB, o PMDB também tem sofrido denúncias de escândalo, o PSDB”. De acordo com o deputado o que ocorre é um movimento voltado para o Partido dos Trabalhadores. “Ocorre que há um movimento dirigido ao PT. Nos escândalos todos os partidos estão envolvidos, no entanto a grande mídia tem, juntamente com o Ministério Público e o poder judiciário, tentado destruir o PT, isso está claro. O PT sofreu muito mais”, avaliou.

  • Foto: Lucas Dias/GP1João de DeusJoão de Deus

João de Deus chamou atenção para o grande número de votos nulos, brancos e de abstenções e afirmou que o fato ocorre porque o povo está desacreditado da política. “Observe que na verdade a maior migração foi para nulo, branco e as abstenções. São Paulo foi recorde, Belo Horizonte o mesmo jeito, nas capitais do Brasil foi enorme o número de abstenções e de nulo e branco. E isso foi a criminalização da política, você criminaliza a política, logicamente que as pessoas terminam se abstendo de votar ou votando branco e nulo, como se isso foi a solução. A política de um modo geral está desacreditada, é ruim para o país, todos os partidos sofrem com isso, logicamente que o PT foi o que mais sofreu”, disse.

O deputado ainda criticou o Governo Michel Temer, ao qual ele classificou de suicida, e afirmou que a política adotada pelo novo governo vai levar a população brasileira a repensar os votos. “Eu acho que a política do Governo Federal, suicida, de reforma da previdência, que aumenta as exigências com aposentadoria, por exemplo rural, os professores perderão a aposentadoria especial, aliás, o governo está dizendo que tem que cortar as regalias dos professores, eu não tenho dúvidas, eu acho que isso tudo vai levar a sociedade brasileira, que vai ser altamente castigada pelo governo que está ai, eu não tenho dúvida que a sociedade vai começar a repensar os votos nesses partidos de direita, eu não tenho nem dúvida, o problema é que a ficha não caiu ainda. Aumento de jornada de trabalho para 80 horas semanais isso é um absurdo, isso é voltar ao tempo da escravidão, mas infelizmente a ficha não caiu, uma hora ela cai”, finalizou.

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