Piauí - Teresina

Juíza federal marca audiência para interrogatório de Roberto Alber

Na mesma audiência deverão ser ouvidas testemunhas que eventualmente venham a ser arroladas pela defesa.

RAISA BRITO

- atualizado
  • Foto: Lucas Dias/GP1Roberto Alber durante coletivaRoberto Alber durante coletiva

A juíza federal substituta da 3ª Vara Federal, Vládia Maria de Pontes Amorim, marcou para o dia 10 de julho deste ano, às 10 horas, o interrogatório de Roberto Alber Lima de Carvalho em ação penal que responde por falsidade ideológica.

Na mesma audiência deverão ser ouvidas testemunhas que eventualmente venham a ser arroladas pela defesa.

A magistrada ainda rejeitou pedido de absolvição sumária: “Examinando a resposta do acusado apresentada nos termos do art. 396-A, do CPP, verifico inexistir, nesta fase processual, elementos probatórios que demonstrem a existência manifesta de causas excludentes da ilicitude dos fatos, de causas excludentes de culpabilidade ou de causas de extinção de punibilidade”.

A denúncia foi recebida em fevereiro deste ano pelo juiz Agliberto Gomes Machado.

Operação Mercedes

Roberto Alber foi preso em 2015, durante a operação Mercedes deflagrada pela Delegacia de Prevenção e Repressão de Entorpecentes (DEPRE) e o Núcleo de Inteligência da Segurança Pública do Piauí.

Além de Roberto, identificado como líder da quadrilha, foram presos Janayna Antônia de Macedo Pereira, Augusto César Lustosa, funcionário da concessionária Newsedan, Kallyandro Araújo Silva, conhecido por Kaká, Marcelo Fernandes e José Roberto de Oliveira.

Eles foram presos acusados de estelionato, uso de documento falso, falsidade ideológica e associação criminosa.

Na época, o delegado Matheus Zanatta disse que Roberto produzia os documentos, conseguia os "laranjas" e entregava a documentação para o funcionário da concessionária, César Augusto. Kaká sabia da fraude e fazia a revenda dos veículos e Janayna, esposa do Roberto, também sabia da fraude e participava ativamente do esquema.

Durante o inquérito coordenado pelo delegado Matheus Zanatta, 15 carros que teriam sido adquiridos através do esquema foram apreendidos.

Ainda de acordo com o delegado, tanto Roberto, como Janayna e Kaká usavam vários CPFs válidos para praticarem as fraudes.


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