Política

Júlio Arcoverde diz que proibição de vaquejada é preconceito

A decisão do STF vem causando polêmica no cenário político e nas redes sociais.

RAYANE TRAJANO

O deputado estadual Júlio Arcoverde (PP) é contrário ao entendimento do Supremo Tribunal Federal de que a prática de vaquejada é inconstitucional. Na última quinta-feira (06), o STF derrubou uma lei do estado do Ceará que regulamentava a prática. Desde então, a decisão vem causando polêmica no cenário político e nas redes sociais.

O parlamentar considera a decisão ‘preconceituosa’, visto que uma prática semelhante, o rodeio, praticado no sudeste de do Brasil não teve o mesmo tratamento. "Me preocupa o número de desempregos que a proibição pode gerar porque afeta o povo humilde que depende desse trabalho. Foi uma decisão até um pouco preconceituosa, já que a vaquejada é praticada por pessoas pobres em municípios do nordeste. Não foi proibido o rodeio, praticado em São Paulo, que movimenta milhões", declarou Júlio Arcoverde.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Júlio AcoverdeJúlio Acoverde

O deputado defende que antes da proibição é preciso haver um amplo debate com a população e com as casas parlamentares, Câmara e Senado. "O que a gente quer é chamar a sociedade para discutir, conversar com o Supremo, com os deputados federais e senadores, pra que a gente possa regulamentar essa questão das vaquejadas", finaliza o deputado.

Entenda o caso 

O Supremo Tribunal Federal derrubou, no dia 06 de outubro, uma lei estadual no Ceará que regulamenta a prática de vaquejadas no Estado. Os ministros entenderam que os eventos provocam grandes sofrimentos e mutilações aos animais. A decisão torna a vaquejada ilegal no Ceará, mas não se estende ao resto do país. 

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