Piauí - Teresina

Justiça Federal no Piauí recebe denúncia contra Roberto Alber

Ele foi denunciado pela Polícia Federal por crime de falsidade ideológica. A decisão é do juiz Agliberto Gomes Machado, da 3ª Vara Federal.

RAISA BRITO

- atualizado
  • Foto: Lucas Dias/GP1Roberto AlberRoberto Alber

O juiz federal Agliberto Gomes Machado, da 3ª Vara Federal, recebeu denúncia da Polícia Federal contra Roberto Alber Lima de Carvalho por falsidade ideológica. A decisão é de 13 de fevereiro deste ano.

Foi aberto um Inquérito Policial Federal para apurar possível crime de falsificação de documento, no caso o Cadastro de Pessoa Física – CPF, junto à Receita Federal, cometido pelo indiciado Roberto Almer Lima de Carvalho.

Em depoimento à autoridade policial, Roberto afirmou que utilizou CPF falso fornecido por uma pessoa de nome ‘JORGE’ que conheceu por acaso há seis anos próximo à região do Fórum Cível de Teresina. Alegou que passava por dificuldades financeiras e que tal pessoa era um tipo de lobista que prometeu tirar seu nome do SERASA por meios judiciais, mas que, um tempo depois JORGE lhe disse que ‘resolveria seu problema de outra maneira’.

Para o juiz, a denúncia descreve fato baseado em lastro probatório claramente idôneo, contendo indícios de autoria e de materialidade do crime, destacando-se a assunção da autoria pelo indiciado, configurando, pois, a justa causa para a instauração da ação penal.

Operação Mercedes

Roberto Alber foi preso em 2015, durante a operação Mercedes deflagrada pela Delegacia de Prevenção e Repressão de Entorpecentes (DEPRE) e o Núcleo de Inteligência da Segurança Pública do Piauí.

Além de Roberto, identificado como líder da quadrilha, foram presos Janayna Antônia de Macedo Pereira, Augusto César Lustosa, funcionário da concessionária Newsedan, Kallyandro Araújo Silva, conhecido por Kaká, Marcelo Fernandes e José Roberto de Oliveira.

Eles foram presos acusados de estelionato, uso de documento falso, falsidade ideológica e associação criminosa.

Na época, o delegado Matheus Zanatta disse que Roberto produzia os documentos, conseguia os "laranjas" e entregava a documentação para o funcionário da concessionária, César Augusto. Kaká sabia da fraude e fazia a revenda dos veículos e Janayna, esposa do Roberto, também sabia da fraude e participava ativamente do esquema.

Durante o inquérito coordenado pelo delegado Matheus Zanatta, 15 carros que teriam sido adquiridos através do esquema foram apreendidos.

Ainda de acordo com o delegado, tanto Roberto, como Janayna e Kaká usavam vários CPFs válidos para praticarem as fraudes.


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