Brasil

Lava Jato devolve mais de R$ 204 milhões para a Petrobras

Dinheiro é resultado de 21 acordos feitos pelo Ministério Público Federal.

NAYRANA MEIRELES

O Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR) devolveu à Petrobras R$ 24,2 milhões recuperados por meio de acordos de colaboração e de leniências celebrados a partir da Operação Lava Jato. Segundo o MPF, o dinheiro é resultado de 21 acordos.

De acordo com informações do G1, destes, 18 são de colaboração premiada, feito com pessoas físicas, e três de leniência, que foram fechados com pessoas jurídicas. A cerimônia ocorreu nesta sexta-feira (17), em Curitiba, com a participação do presidente da Petrobras, Pedro Parente.

  • Foto: Rodrigo Félix Leal/Futura Press/Estadão ConteúdoRepresentantes do MP, da Justiça Federal e Receita FederalRepresentantes do MP, da Justiça Federal e Receita Federal

O coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, o procurador da República Deltan Dallagnol, afirmou que não se pode considerar a corrupção algo normal. "Os direitos das vítimas não são menos sagrados que os direitos dos réus", ressaltou. Ele disse ainda que a devolução de valores para as vítimas dos esquemas de corrupção deve ser a regra.

Segundo o MPF, até o momento, 70 acordos foram feitos no âmbito da Operação Lava Jato. Esta é a terceira e a maior devolução de recurso para a Petrobras dentro da Lava Jato. A primeira ocorreu em maio de 2015, quando foram devolvidos R$ 500 milhões, de acordo com o MPF.

Veja a lista dos valores devolvidos à Petrobras:

-Agosthilde de Mônaco Carvalho, engenheiro, ex-assistente de Nestor Cerveró na Diretoria Internacional da Petrobras - R$ 561.075,76
-Augusto Mendonça, executivo da empresa Toyo Setal - R$ 3.654.544,12
-Camargo Corrêa – R$ 13.496.160,51
-Carioca Engenharia – R$ 4.514.549,36
-Cid José Campos Barbosa da Silva – R$ 1.361.108,22
-Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa - R$ 615.214,86
-Eduardo Leite, ex-vice-presidente da Camargo Corrêa – R$ 3.234.115,08
-Eduardo Musa, ex-gerente da Diretoria Internacional da Petrobras – R$ 2.491.703,88
-Hamylton Padilha Junior, lobista, apontado como operador do ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada – R$ 56.436.661,43
-João Medeiros Ferraz, ex-presidente da Sete Brasil – R$ 1.514.884,92
-José Adolfo Pascowitch, apontado como operador de propinas da Engevix – R$ 8.061.648,61
-Júlio Camargo, lobista, delator do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha – R$ 16.378.002,66
-Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva, empresário, acusado de ser operador de propinas na empresa SBM Offshore – R$ 3.221.368,12
-Mário Frederico de Mondonça Góes, empresário, apontado como operador de propinas na Diretoria de Serviços da Petrobras – R$ 1.155.570,78
-Milton Pascowitch, empresário, apontado como operador de propinas da Engevix – R$ 16.125.201,60
-Pedro José Barusco Filho, engenheiro, ex-gerente de Serviços da Petrobras – R$ 41.535.289,50
-Ricardo Ribeiro Pessoa, dono da UTC Engenharia – R$ 5.641.161,51
-Roberto Trombeta, contador, apontado como operador de propinas da UTC Engenharia  – R$ 11.974.842,02
-Rodrigo Morales, lobista, apontado como operador da UTC Engenharia e da OAS  – R$ 8.691.786,92
-Shinko Nakandakari, engenheiro, apontado como operador de propinas na Diretoria de Serviços da Petrobras – R$ 1.061.455,05
-Setal Óleo e Gás (SOG) – R$ 2.555.397,02

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