Política

Léo Pinheiro diz que tríplex no Guarujá era do ex-presidente Lula

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, o ex-presidente Lula recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio – de um valor de R$ 87 milhões de corrupção – da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012.

RAISA BRITO

- atualizado

O empreiteiro da OAS, Léo Pinheiro, declarou nesta quinta-feira (20) que “o apartamento era do presidente Lula”, referindo-se ao tríplex do Condomínio do Edifício Solaris. As informações são do Blog Fausto Macedo, do Estadão.

“O sr. entende que deu a propriedade do apartamento para o presidente?”, indagou o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, ao empreiteiro que respondeu: “O apartamento era do presidente Lula. Desde o dia que me passaram para estudar os empreendimentos da Bancoop já foi me dito que era do presidente Lula e sua família e que eu não comercializasse e tratasse aquilo como propriedade do presidente”.

  • Foto: Werther Santana/ Estadão ConteúdoLéo PinheiroLéo Pinheiro

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, o ex-presidente Lula recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio – de um valor de R$ 87 milhões de corrupção – da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012.

As acusações contra Lula são relativas ao recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira OAS por meio de um triplex no Guarujá, no litoral de São Paulo, e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, mantido pela Granero de 2011 a 2016.

Zanin questionou Léo Pinheiro sobre a chave do apartamento. “Não existia a chave, porque não existia o andar feito”, afirmou.

  • Foto: Paulo Lopes/Futura Press/Estadão ConteúdoEx-presidente LulaEx-presidente Lula

O empreiteiro citou o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. “O João Vaccari conversou comigo, dizendo que esse apartamento, a família tinha a opção de um apartamento tipo, tinha comprado cotas e tal, mas que esse apartamento que eles tinham comprado estava liberado para eu comercializar. E foi comercializado e foi vendido. E que o triplex, eu não fizesse absolutamente nada em termo de comercialização”.

Assista abaixo ao depoimento de Léo Pinheiro


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