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Levy afirma que demora no ajuste pode deixar imposto mais alto

Após a quedas dos preços das commodities, Levy afirmou que a Petrobras deve se reinventar "ainda mais".

Nesta segunda-feira o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que a Petrobras terá que se reinventar “ainda mais” após a queda dos preços das commodities (produtos básicos com cotação internacional, como petróleo, minério de ferro e alimentos). Levy acrescentou que a empresa “já mostrou que é capaz de se reinventar”.
Imagem: Divulgação"Tanto na parte de minério quanto na parte de óleo, a mudança nos preços das commodities tem impacto importante", afirmou o ministro
"Resta pouca dúvida que há muita coisa para fazer na área de petróleo. A Petrobras está se reinventando, acho que ela tem que se reinventar ainda mais. É uma empresa que já mostrou que é capaz de se reinventar, e acho que se dermos espaço para ela respirar, tenho confiança que ela vai conseguir superar a fase atual e continuar fazendo coisas essenciais para o Brasil", disse o ministro.

O ministro destacou ainda que a queda do preço das commodities afetou também empresas de outras áreas. “Tanto na parte de minério quanto na parte de óleo, a mudança nos preços das commodities tem impacto importante”, afirmou.

Segundo Levy, o momento atual é uma "grande oportunidade de a gente poder desenvolver uma porção de outros setores no Brasil e tornar ainda mais eficientes esses próprios setores", concluiu.

Ajuste fiscal e aumento de imposto

“Do ponto de vista intelectual” o ajuste fiscal está quase concluído, segundo o ministro. Mas as medidas precisam enfrentar a questão política, de votação no Congresso Nacional.

“Muita gente só pensa no ajuste fiscal. Acho que o ajuste fiscal é muito importante. Tendo em vista do ponto de vista intelectual, o ajuste fiscal está quase que concluído”, afirmou Levy.

Joaquim Levy falou sobre a importância da aprovação sem demora das medidas relacionadas ao ajuste fiscal e ao Orçamento de 2016 no Congresso. O governo tem enfrentado forte resistência para a recriação da CPMF, imposto considerado crucial pelo governo para colocar as contas em ordem.

"O que não foi votado em outubro, vai ser votado sabe-se lá quando. Estamos perdendo meses de arrecadação. Isso talvez signifique que você vai ter que aumentar o imposto mais do que o desejado? Talvez. Ou você vai ter que cortar os gastos mais do que tinha planejado? Talvez. Se você vai postergando as coisas, é óbvio que 0,7 ao longo de um ano é uma coisa, 0,7 ao longo de 8, 9 meses é muito mais difícil... Então, 0,7 é factível, mas quanto mais tempo demorar, mais difícil será", concluiu.

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