Política

Lula fala pela 1ª vez após sentença de Moro e nega crimes

Sobre as eleições de 2018, Lula afirmou que mesmo com a condenação, ele ainda está no jogo.

SUYNARA OLIVEIRA

- atualizado

Nesta quinta-feira (13), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez seu primeiro pronunciamento depois de ter sido condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão por corrupção. A coletiva durou cerca de 30 minutos, onde Lula negou os crimes pelos quais foi condenado e afirmou que ainda está "no jogo".

"Se alguém tiver uma prova contra mim, por favor, diga. Mande para a Justiça, mande para a suprema corte, mande para a imprensa. Eu ficaria mais feliz se fosse condenado por conta de uma prova", afirmou. "Nós vamos recorrer em todas as instâncias de todas as arbitrariedades. (...) É preciso fazer processo contra quem mentir, contra quem não disser a verdade nesse país."

"A Justiça não pode mentir. Não pode tomar decisões políticas. Ela tem que tomar decisões baseadas nos autos. (...) A única prova é a da minha inocência", afirmou. "Eu prestei vários depoimentos, e era visível que o que menos importava era o que você falava, eles já estavam com o processo pronto."

"Não sou dono de triplex. Não tenho triplex."

  • Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo Lula durante coletiva sobre sua condenaçãoLula durante coletiva sobre sua condenação

O ex-presidente criticou a sentença de Moro, alegando que ela tem um "componente político muito forte". "Se o Lula pudesse ser candidato, o golpe não fechava. Porque qual é a lógica de tirar esse governo e dois anos depois o Lula ser candidato e voltar?"

Sobre as eleições de 2018, Lula afirmou que mesmo com a condenação, ele ainda está no jogo. "Se alguém pensa que com essa sentença me tiraram do jogo, pode saber que eu estou no jogo", disse o ex-presidente. "Quero dizer ao meu partido que até agora eu não tinha reivindicado, mas agora vou reivindicar como postulante a candidato a presidente da república."

Lula afirmou que vai comprar três brigas para voltar a ser presidente: com a Justiça, para provar sua inocência; dentro do partido, para se tornar de fato o candidato da legenda; e a disputa democrática nas ruas e urnas, posteriormente.

De acordo com o G1, estiveram na coletiva, o ex-presidente do PT Rui Falcão, os ex-ministros Jacques Wagner e Miguel Rosseto, os deputados Carlos Zarattini, Jandira Feghalli e José Guimarães, os advogados de Lula, Roberto Teixeira, Cristiano Zanin e Valesca Teixeira, bem como a atual presidente do partido, Gleisi Hoffmann.


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