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Mãe de Eliza volta a recorrer contra soltura do goleiro Bruno

O primeiro recurso que a mãe de Eliza apresentou foi rejeitado pelo ministro Marco Aurélio Mello, no dia 10 de março.

SUYNARA OLIVEIRA

- atualizado

A mãe de Eliza Samúdio, Sônia de Fátima de Moura, recorreu pela segunda vez à Justiça contra a soltura do goleiro Bruno Fernandes. No recurso, Sônia pede que o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), volte atrás da decisão que concedeu liberdade ao goleiro. Por meio de sua advogada, Maria Lúcia Borges Gomes, é solicitado também que o recurso seja apreciado pelo colegiado de ministros.

“Requer-se à Vossa Excelência a reconsideração da decisão agravada; se esse não for o caso, que Vossa Excelência coloque o feito em mesa, a fim de que o órgão colegiado possa examinar o recurso de agravo e, ao final, dar-lhe provimento, reformando a decisão monocrática agravada [...]', diz trecho do recurso, com data de 17 de março.

O primeiro recurso que a mãe de Eliza apresentou foi rejeitado pelo ministro Marco Aurélio Mello no dia 10 de março. No recurso, Sônia pedia a revogação da liminar (decisão provisória) que ordenou a soltura do goleiro Bruno Fernandes. Sônia de Moura apresentou o recurso na condição de assistente de acusação, que atua ao lado do Ministério Público no processo contra o goleiro.

  • Foto: Tatiane Queiroz/ G1MSSônia mora em Campo Grande com o neto Bruninho, filho de Eliza e do goleiro BrunoSônia mora em Campo Grande com o neto Bruninho, filho de Eliza e do goleiro Bruno

Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pela morte de Eliza, em 2010, onde chegou a ficar preso por 6 anos e 7 meses. No dia 24 de fevereiro, o goleiro teve a liberdade concedida pelo ministro Marco Aurélio. A decisão monocrática do magistrado ainda será analisada por uma das turmas do Supremo, que contém cinco ministros. Antes, no entanto, a PGR ainda vai se manifestar sobre o caso.

De acordo com o G1, nesta segunda vez, a advogada argumenta que a possibilidade de o réu recorrer em liberdade estimula a continuidade de uma série de recursos em tribunais superiores. Ela afirma que "não pode ser ignorada a necessidade de se garantir a ordem pública pela gravidade concreta do delito e, ainda, pelo clamor social revelado, in casu, mal interpretada pela decisão combatida".

O texto cita que Eliza teria sido esquartejada por traficantes e dada a cachorros, que teriam dilacerado o corpo, e afirma que a liberdade de Bruno "ensejaria uma imagem de ineficiência e contrariedade da Justiça Brasileira, incentivando, por sua vez, a transgressão de outros atos ilícitos similares".

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