Política

Marco Aurélio Bona esclarece ação do Ministério Público Estadual

“Eu me encontro numa situação interessante, porque foi aberta uma ação contra mim com base numa reprovação e posteriormente o próprio tribunal rever a sua posição aprovando a minha parte”, declarou.

RAISA BRITO

- atualizado

O ex-presidente da Piemtur, Marco Aurélio Bona, procurou o GP1, na tarde desta terça-feira (06), para esclarecer ação ajuizada pelo Ministério Público do Estado que foi recebida pelo juiz João Gabriel Furtado Batista, da 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública.

Segundo o Ministério Público, Marco Aurélio Bona e José do Patrocínio Paes Landim praticaram uma série de irregularidade nos períodos em que ocuparam o cargo de Diretor-Geral da Empresa de Turismo do Piauí - PIEMTUR.

“Eu assumi a Piemtur no dia 6 de agosto de 2010 e fiquei até o dia 31 de dezembro de 2010, eu fui gestor durante 5 meses e quando eu assumi a Piemtur o Centro de Convenções já estava paralisado porque havia incongruências na obra, que é financiada com recursos do Ministério do Turismo, do Governo Federal, e o órgão repassador no Estado é a Caixa Econômica Federal. Quando eu assumi, o governador Wilson Martins pediu que eu fizesse gestões junto à Caixa pra ver se retomava a obra do Centro de Convenções, procurei o pessoal da Caixa, mas existiam muitas dificuldades em relação à medições e à própria regularidade da obra, que impediam novos repasses para o centro, então a obra continuou parada durante todo o período da minha curta passagem pela Piemtur. Ele ficou parado e sem nenhum tipo de pagamento efetuado à empresa, não fiz pagamento, até porque nem se eu quisesse poderia porque tinha bloqueio na Caixa”, explicou.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1 Marcos Bona, concede entrevista ao Portal GP1Marcos Bona concede entrevista ao Portal GP1

Segundo Bona o que houve foi uma negligência da parte dele: “Como eu não tinha feito nenhum tipo de pagamento, eu confesso que eu fui negligente no acompanhamento da prestação de contas, porque como eu não tinha praticamente recebido recursos e os repasses de manutenção da secretaria só foram 3 no período em que eu fui gestor, porque novembro e dezembro o Governo entrou em dificuldade, eu me acomodei, reconheço, no acompanhamento das prestações de contas, não contratei advogado, não fiz acompanhamento pessoal, não fui no dia do julgamento, tanto que eu tomei conhecimento da reprovação das contas pela imprensa”, relatou.

“Então, no dia 10 de outubro de 2013 as contas do ano de 2010 da Piemtur foram reprovadas, 7 meses do José do Patrocínio Paes Landim e cinco meses referentes à minha gestão, e quando eu vim saber já tinha perdido o prazo de fazer um recurso de reconsideração. Depois eu procurei o advogado Norberto Campelo, explanei a situação e ela fez um recurso de revisão, que não tem efeito suspensivo, ele não suspende o julgamento, já o recurso de reconsideração sim, tem efeito suspensivo, dei entrada e pedi a separação dos processos para que fossem julgadas somente as contas referentes à minha gestão e no dia 3 de setembro de 2015 as contas foram aprovadas, por unanimidade, e a sentença transitou em julgado no dia 22 de setembro de 2015”, afirmou.

No entanto, no dia 24 de abril de 2015, o Ministério Público deu entrada na ação com base na reprovação das contas antes do julgamento do recurso de revisão. “Eu me encontro numa situação interessante, porque foi aberta uma ação contra mim com base numa reprovação e posteriormente o próprio tribunal rever a sua posição aprovando a minha parte”, disse.

“De certa forma, por excesso de confiança, eu fui negligente em não ter acompanhado, porque eu não tinha feito nenhum tipo de pagamento, então por conta disso eu não fui atrás, e perdi o prazo para o recurso de reconsideração que é de 30 dias, se eu tivesse entrado com esse recurso e solicitado a separação das minhas contas e as do José do Patrocínio essa ação não existiria”, finalizou.