Política

Marco Aurélio diz que Aécio tem ‘carreira política elogiável’

Aécio tinha sido afastado do cargo depois da determinação do ministro Edson Fachin, que em 17 de maio decretou o afastamento das funções parlamentares e a retenção de seu passaporte.

SUYNARA OLIVEIRA

- atualizado

Nesta sexta-feira (30), o ministro Marco Aurélio Melo, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que Aécio Neves (PSDB-MG) retome ao seu cargo de senador. Na determinação, o ministro mostrou ser conhecedor da biografia do tucano.

“É brasileiro nato, chefe de família, com carreira política elogiável – deputado federal por quatro vezes, ex-presidente da Câmara dos Deputados, governador de Minas Gerais em dois mandatos consecutivos, o segundo colocado nas eleições à Presidência da República de 2014 – ditas fraudadas –, com 34.897.211 votos em primeiro turno e 51.041.155 no segundo, e hoje continua sendo, em que pese a liminar implementada, senador da República, encontrando-se licenciado da Presidência de um dos maiores partidos, o Partido da Social Democracia Brasileira”, afirmou.

Aécio tinha sido afastado do cargo depois da determinação do ministro Edson Fachin, que em 17 de maio decretou o afastamento das funções parlamentares e a retenção de seu passaporte. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia requerido a prisão preventiva do senador.

  • Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão ConteúdoMarco Aurélio Marco Aurélio

De acordo com o Estadão, o ministro Marco Aurélio virou relator do caso depois que o próprio Fachin pediu a redistribuição de parte da Operação Patmos – investigação que envolve Aécio em suposta propina de R$ 2 milhões da JBS.

Marco Aurélio também determinou a devolução do passaporte sob alegação de não haver risco de fuga do tucano. Além disso, também livrou o senador da obrigação de não manter contato com nenhum outro investigado do caso JBS – entre os quais a irmã do senador, Andrea Neves, e um primo dele, Frederico Pacheco, o Fred, que cumprem prisão domiciliar.

Aécio Neves disse que sempre acreditou na Justiça e que agora vai cumprir com seriedade o seu mandato. “Recebo com absoluta serenidade a decisão do Ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, da mesma forma como acatei de forma resignada e respeitosa a decisão anterior. Sempre acreditei na Justiça do meu país e seguirei no exercício do mandato que me foi conferido por mais de 7 milhões de mineiros, com a seriedade e a determinação que jamais me faltaram em 32 anos de vida pública” disse o senador.


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