Política

Margarete Coelho critica sistema distritão para as eleições de 2018

“Eu acho o ‘distritão’ um grande malefício para o nosso sistema político, vai haver um esvaziamento dos partidos políticos menores”, declarou.

THAIS GUIMARÃES

- atualizado

Em entrevista ao GP1nessa quinta-feira (10), a vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho (PP), criticou o ‘distritão’, sistema que integra a reforma política e que será implementado nas próximas eleições parlamentares, após aprovação em Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Margarete CoelhoMargarete Coelho

O ‘distritão’ estabelece eleições majoritárias e não mais proporcionais nas eleições parlamentares, ou seja, será eleito o candidato com o maior número de votos. Para Margarete, a proposta não é boa para o sistema político. “Eu acho o ‘distritão’ um grande malefício para o nosso sistema político, vai haver um esvaziamento dos partidos políticos menores”, declarou.

Para a vice-governadora, os votos majoritários podem impedir que as minorias participem da política. “Acabar com o sistema proporcional vai eliminar as possibilidades de as minorias participarem do processo político, vai desprestigiar o fazer político. Serão eleitas pessoas que fizeram o nome em outros setores que não a política, artistas, jogadores de futebol, líderes religiosos, não que não possam ser, mas a política não pode ser feita apenas com esse tipo de representação. Mulheres, negros, pessoas da periferia, incluídas através do sistema proporcional, do quociente eleitoral, isso vai desaparecer. Vamos ficar com, no máximo, 10 partidos hegemônicos e com pessoas que não necessariamente vieram da luta política e isso acho que não é bom”, destacou.

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