Polícia

Membro de Conselho LGBT comenta assassinato em Patos do Piauí

Vitor Kozlowski, falou sobre o caso da jovem transgênero de nome social Aurinete de Sousa, que foi assassinada com golpes de faca nessa segunda-feira (31) em Patos do Piauí.

THAIS GUIMARÃES

- atualizado

Em entrevista ao GP1na manhã dessa terça-feira (01), o coordenador do Centro de Referência LGBT do Piauí, Vitor Kozlowski, falou sobre o caso da jovem transgênero de nome social Aurinete de Sousa, que foi assassinada com golpes de faca nessa segunda-feira (31) em Patos do Piauí.

  • Foto: ReproduçãoVitor KozlowskiVitor Kozlowski

Vitor Kozlowski, que também é presidente do Conselho LGBT de Teresina, contou que o grupo obteve informações de que a vítima, ao ser socorrida, conseguiu falar quem teria cometido o crime, no entanto, a informação ainda não foi confirmada pela polícia. “Pensa-se que o componente LGBTfobia fez parte desse crime, apesar de não ter sido elucidado ainda, pois segundo informações, a vítima conseguiu dizer quem foram seus algozes”, declarou.

O ativista afirmou que é importante, em matérias veiculadas sobre uma pessoa LGBT, informar sua condição de sexualidade ou gênero. “Fazemos várias ações, inclusive junto ao Ministério Público, junto aos grupos midiáticos no que tange o tratamento dos jornalistas às questões da comunidade LGBT, principalmente em casos de violência. É preciso falar da sexualidade e o gênero da pessoa vitimada”, explicou.

Por fim, Vitor destacou a importância do uso do nome social, direito adquirido que as pessoas transexuais, transgêneros e travestis adquiriram, de serem tratadas pelo nome que escolheram. “É importante fazer esse esforço para que o gênero da vítima seja respeitado, se o nome social dela era Aurinete, se ela se identificava com o gênero feminino, a matéria deve tratá-la como uma pessoa do gênero feminino, é bem simples”, finalizou.

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