Enviar por e-mail

Enviar notícia por e-mail
Exemplo: nome@example.com. Para enviar para mais de uma pessoa, separe os endereços por vírgulas
Informe o seu nome
Informe o seu endereço de e-mail
Os comentários serão incluídos na mensagem

Comunicar erros

Comunicar erro na notícia
Informe o seu nome
Informe o seu endereço de e-mail
Descreva o que há de errado com esta notícia
29/07/2012 - 14h30
Produção

Mineradora Anglo adia projeto no Brasil por problemas judiciais

Eike Batista vendeu o projeto por bilhões de dólares, mas está limitado.

A mineradora Anglo American informou, ao divulgar seus resultados nesta sexta-feira (27), que o projeto de minério de ferro Minas-Rio, o maior empreendimento mundial da companhia, sofrerá um atraso de pelo menos um ano.

Com o novo cronograma, a previsão do início de produção foi adiada para o segundo semestre de 2014, "se todos os desafios não controláveis enfrentados desde o final de 2011 forem resolvidos até o final deste ano", informou a assessoria de imprensa da companhia no Brasil. A previsão anterior era o segundo semestre de 2013. "O cumprimento desse cronograma também depende da inexistência de novos eventos incontroláveis", acrescenta a companhia, em nota.

A Anglo -- que no ano passado elevou a estimativa de custo de seu projeto, alertando que poderia ser de até US$ 5,8 bilhões -- informou nesta sexta-feira que está avaliando o impacto dos novos atrasos sobre os custos e que informará o mercado ainda neste ano.

O projeto, vendido para a Anglo pelo empresário Eike Batista, é alvo de ações judiciais que limitaram o avanço das obras. A companhia foi impedida por decisão da Justiça de Minas Gerais de iniciar novas obras no local, incluindo supressão de vegetação, terraplanagem e retirada do solo para a abertura da mina, procedimento que era anteriormente previsto para ser iniciado em abril.

"Continuamos trabalhando em parceria com os governos e autoridades responsáveis para que as questões legais sejam resolvidas o mais rápido possível", disse o presidente da companhia no Brasil, Paulo Castellari, por meio de nota à imprensa.

O principal argumento do Ministério Público, autor da ação judicial, é a existência de sítios arqueológicos na região. O Iphan, órgão responsável por patrimônio histórico e cultural, informara na ocasião que faltavam estudos do solo para a companhia prosseguir com as atividades. A empresa afirma que tem trabalhado junto ao Ministério Público e está tomando as providências legais cabíveis para demonstrar que atuou de acordo com a legislação ambiental vigente.

"Recentemente obtivemos a publicação da decisão judicial que nos permitiu dar início às ações solicitadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) relacionadas aos sítios arqueológicos encontrados", acrescentou.

Em outra ação movida pelo MP, a Anglo teve suspensa a licença ambiental de instalação para implantação de uma linha de transmissão de energia elétrica no projeto. "Embora as atividades de campo para a instalação da linha de transmissão continuem interrompidas, as obras do empreendimento continuam a ser executadas normalmente nas áreas do mineroduto, porto e de parte da planta de beneficiamento", disse a empresa por meio de nota.

Herança de Eike
O projeto Minas-Rio foi adquirido junto da unidade de mineração do conglomerado do empresário Eike Batista por alguns bilhões de dólares. A empresa mantém parceria com a LLX, empresa de logística do bilionário brasileiro, para terminal de minério de ferro no Porto do Açu, no norte Fluminense, por onde a Anglo pretende escoar sua produção, que poderá chegar a 90 milhões de toneladas anuais em plena capacidade.

"Até que esses obstáculos sejam eliminados, não podemos determinar com confiança a data da primeira produção", disse a presidente-executiva da Anglo Cynthia Carroll, acrescentando que a mineradora tem uma equipe de advogados para lidar com os desafios legais e licenciamento. A Anglo já garantiu cerca de 200 licenças para o projeto.

A Anglo não é a única a enfrentar problemas de licenciamento no Brasil, onde a rival Vale e outros também foram atingidos por atrasos. Carroll disse que encontrou a presidente brasileira, Dilma Rousseff, em Londres para os Jogos Olímpicos, para pressionar por avanços.

Frustração
Analistas demonstraram desapontamento com o adiamento e o resultado da empresa, que apresentou uma queda no lucro operacional de 38%. "A maior decepção ficou com Minas Rio, onde houve um anúncio de mais 12 meses de atraso para conseguir todas as aprovações regulatórias e ambientais necessárias e liberar os problemas legais ao fim de 2012", disse o analista Patrick Jones, da Nomura.

A Anglo viu o lucro operacional despencar 38%, para US$ 3,7 bilhões, o que creditou aos maiores custos de produção. A previsão era de US$ 4 bilhões.

Fonte: G1

Keywords: brasil, minas gerais, produção, presidente, economia, vale, dilma rousseff, eike batis, llx, londres


Saiba mais sobre Economia e Negócios

Leia também

Avalie:
Média de avaliações:
0 votos
Comente esta reportagem
Comentário
Escreva aqui seu comentário
De onde você é?
Escolha um Estado
Escolha sua Cidade
Quem é você?
Informe o seu Nome
Informe o seu E-mail!

Comentários (0)

  • Não há comentários nesta notícia

Publicidade

tempo real


Publicidade