Brasil

Ministério da Saúde quer proibir refil de refrigerante em fast foods

A meta do governo federal é retirar um total de 28,5 mil toneladas da substância dos alimentos industrializados até 2020.

NAYRANA MEIRELES

- atualizado

O Ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou nesta terça-feira (13), durante a assinatura de um acordo com as indústrias de alimentos para reduzir a quantidade de sódio e açúcar nos produtos, que quer proibir a venda de refil para refrigerantes em redes fast food do país.

“Vamos tentar um acordo. Mas se não der certo, tentamos pela legislação”. Segundo o ministro, este modelo de venda aumenta em 30% o consumo de refrigerantes. Uma lata de 350ml do líquido tem, em média, 25mg de sódio. As versões light e diet costumam conter quantidades ainda maiores.

  • Foto: Mario Tama/AFPRefil de fast foodRefil de fast food

De acordo com informações do G1, a meta do governo federal é retirar um total de 28,5 mil toneladas da substância dos alimentos industrializados até 2020. Por enquanto, o foco é reduzir o sódio em pães, bisnaguinhas e massas instantâneas.

Para reduzir o consumo, Ricardo Barros apontou outras medidas consideradas inéditas no Brasil. Entre elas, a inclusão de dosadores em sachês de sal, com indicação das porções recomendadas para certos alimentos, e até a futura retirada dos saleiros das mesas de restaurantes e lanchonetes do país. No entanto, o ministro não apresentou prazos para a aplicação efetiva das medidas. Segundo ele, as propostas ainda estão sendo avaliadas pelo ministério.

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