Economia e Negócios

Ministro diz que Bolsa Família terá reajuste acima da inflação

Segundo Osmar Terra, o orçamento do ministério será maior em 2018.

NAYRANA MEIRELES

- atualizado

O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, estiou que o Programa Bolsa Família deve ter um reajuste, em 2018, entre 0,5% e 1% acima da inflação. O orçamento para a pasta, segundo ele, deve alcançar R$ 91 bilhões, o que superaria os R$ 80 bilhões atuais.

O ministro fez a declaração nesta segunda-feira (13), durante o lançamento de um programa voltado para crianças e adolescentes do Rio de Janeiro. Também estiveram presentes o presidente Michel Temer, o governador Luiz Fernando Pezão e o prefeito do Rio, Marcelo Crivella.

"[O reajuste] Deve ser acima da inflação. Alguma coisa acima da inflação. Pode ser meio por cento, um por cento. Então, o que vai ter lá pelo mês de março e abril, vai ser por aí", estimou o ministro.

De acordo com informações do G1, Terra também avaliou que o reajuste para o programa foi possível, entre outros fatores, graças à nova meta fiscal. “Teve um anúncio de orçamento, em 31 de agosto, que foi feito num universo sem a nova meta fiscal, e que também foi feito sem a gente saber como ia se comportar a receita. É claro que isso foi feito dois dias antes da nova meta fiscal, a receita já melhorou e temos um outro universo para trabalhar", explicou.

  • Foto: André Horta/Fotoarena/Estadão ConteúdoOsmar TerraOsmar Terra

Em relação a ter um orçamento para o próximo ano de R$ 91 bilhões, Terra disse que um dos fatores que contribuiu para o incremento foi a revisão dos pagamentos de auxílios-doença. Segundo o ministro, quase 85% dos beneficiários que recebem a ajuda federal, na verdade, estão aptos para trabalhar.

"Teve um programa nosso, gigantesco, que foi em cima do auxílio-doença, do INSS que tá vinculado, agora, ao meu ministério. Então, nós conseguimos reduzir só esse ano R$ 5 bilhões sde auxílio-doença que era pago indevidamente. E até o ano que vem vão ser R$ 19 bilhões, numa população de 1,7 milhão de pessoas que estavam recebido o auxílio-doença há mais de dois anos sem revisão, 85% está apto para o trabalho e não está precisando do auxílio", frisou.

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