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Fone: 86 3233-1286    redacao@gp1.com.br Terça-feira, 6 de janeiro de 2009
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Danilo Damásio
Danilo Damásio

Danilo Damásio
E-mail: danilodamasio@gp1.com.br

No Piauí, só 3 pessoas entendem de gestão publica indo e voltando

Encontro nas alturas

 Um dia encontrei o governador Wellington Dias num vôo da Tam de Brasília no rumo de Teresina. Na hora que ele me enxergou, foi logo me dizendo que lia estes meus arrazoados que escrevo aqui, sempre que podia. Não sei se ele disse só pra me agradar. O certo é que me agradou. Fiquei mais alegre do que cachorro amarrado com linguiça. Se até o governador lê o que eu escrevo, o Frank Aguiar que se cuide, porque jazim eu também vou virar pop star.

Na esperança de hoje ser lido por Sua Excelência, peço desculpas às minhas leitoras e aos meus leitores, para destinar metade desta coluna para o nosso governador. E não é nem mais para pedir “DAS”, que já pedi foi muito e ele nunca me deu! É apenas para convidá-lo a uma reflexão.

 O mestre

Governador, não é porque eu esteja na minha presença não, mas neste negócio de gestão pública eu só tiro o chapéu para três pessoas. Primeiramente, para o doutor Alberto Silva, que deu um show de bola em seu segundo governo. Segundamente, para o gatão Guilherme Melo, que passou 10 marcantes meses à frente do Governo da Modernidade. Terceiramente, eu tiro o chapéu pra mim mesmo. Entendo tudo de administração pública, só ainda não tive foi chance de mostrar. Pra entrar nesta boca precisa ter voto ou padrinho. E até agora eu tô ao Deus-dará. Não achei nem uma coisa nem outra.

Mas, pelo meu elevado espírito público, pelo amor que tenho à Terra Querida e pela admiração indisfarçável que tenho pelo PT, é que vou fazer aqui uma consultoria para o senhor. E no zero oitocentos!

A crise

O senhor já notou que a crise econômica mundial paira sobre nossas cabeças de pequi? O senhor já notou que o faturamento das empresas piauienses começou a cair? O senhor já notou que o faturamento caindo a arrecadação de impostos vai cair também? E se a arrecadação vai cair, será, governador, que não é hora de adequar o Estado para esta nova realidade de crise financeira?

A estrutura administrativa do Piauí é composta hoje de 41 órgãos na administração direta, mais 10 autarquias, 7 fundações, 2 empresas públicas e 7 sociedades de economia mista. Tudo bem, tudo bem! Eu sei que a máquina inchou foi só para agasalhar os petistas e aliados. Coisa do seu coração grande! Mas, quem vê crise, não vê coração. E a crise econômica está forçando mudanças nos planos das grandes potências do globo. E, como potência, o Piauí precisa se adequar também.

Plano anticrise

Para que o nosso estado continue com sua administração organizada e na rota do desenvolvimento, sob o seu firme e decidido comando, apresento um esboço do meu plano anticrise. Ele foi elaborado tendo como baliza os mais rígidos fundamentos da hermenêutica da colpocitologia e da propedêutica epistemológica.

No meu plano, a estrutura administrativa do estado deve ser dividida em apenas duas grandes pastas. Na primeira, devem agrupar-se todos os órgão públicos que mexam com dinheiro grosso, como a Saúde, Educação, DETRAN, Agespisa, DER, Secretaria de Transportes e Engerpi. O titular para esta super secretaria não poderia ser outro: Assis Carvalho, o homem que sabe se virar nos 30.

Na segunda grande pasta, devem agrupar-se os órgãos públicos sem arrecadação ou com orçamento apertado, como FUNDAC, Defesa Civil, secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, Agência de Tecnologia da Informação, GASPISA e LOTEPI. Já para esta segunda super secretaria, qualquer um da base aliada serve. Mas sugiro o nome do Fernando Monteiro. Ninguém entende mais de calamidade do que ele.

O capiau

Mudando um pouco de assunto, em 1996 resolvi fazer uma especialização em Direito Processual Civil na PUC de São Paulo. Levei o curso adiante no pescoção. Eu sentia muita saudade da mamãe.

Pra piorar, lá no curso fiz amizade com um piauiense. Este cidadão tinha sido aprovado para o cargo de Promotor de Justiça aqui e enquanto esperava a nomeação, resolveu se especializar mais no direito, para, segundo ele, servir melhor ao povo do Piauí.

A minha amizade com este piauiense me impediu de conhecer os paulistas. O bicho era baixinho, buchudo e se vestia mal. Um dia pedi pra ele se vestir melhor. Ele me disse que era daquele jeito que o piauiense se vestia e ele não iria mudar. E o linguajar? Pedi para que ele chamasse lanche em vez de merenda e intervalo em vez de recreio para que nós podessemos nos encostar nas meninas da PUC. Não! - foi categórico – é assim que o povo da minha terra fala. Não vou mudar pra agradar estes abestalhados.

Antes de acabar o curso em São Paulo, ele foi convocado para o emprego e teve que voltar. Nunca mais vi esse cidadão.

O promotor

Este piauiense que tanto atrapalhou minha vida de playboy em São Paulo é o hoje promotor de Picos, Elói Pereira de Sousa Júnior. É ele que está sendo ameaçado de morte por denunciar que presos do município sofreram torturas físicas, inclusive, apanhando na genitália. Segundo a denúncia do promotor, encampada pelo Ministério Publico do Estado, pela Igreja Católica e pela OAB local e federal, as torturas teriam sido praticadas por policias do 4º Batalhão de Polícia de Picos, cujo titular é o Major Wagner Torres.

Não conheço o Major e nem me interessa ver a genitália dos presos. Mas se este promotor continua sendo o mesmo que conheci, autêntico, apaixonado pelo Piauí e sua gente, é bom o Comando Geral da PM e demais autoridades tomarem uma providência, porque o negócio deve ser sério mesmo!

damasio.danilo@yahoo.com.br

 

Postada em 21/11/2008 01:40h

Yes, no Piauí nós também temos o nosso Barack Obama!

Vivre la vie!

Passei os últimos meses escrevendo aqui neste espaço e, ao final, pedindo às minhas leitoras e aos meus leitores que, pela hóstia, comprassem o meu livro “O Encomendador de Almas”. Com o apurado do livro, eu calculei passar o Reveillon em Paris. Eu tinha comigo mesmo: se o Paulo Coelho mora lá só às custas de venda de livro, por que eu não podia dar pelo menos uma voltinha por lá?
Aí eu tava indo até num embalozim bom danado, juntando o dinheiro e traçando o meu roteiro de viagem: um dia no Museu do Louvre, um dia na Champ´s Elisée com Arco do Triunfo, Torre Eiffel, passeio no Bateau Mouche, show e visita à Catedral de Notredame. E, como ninguém é de ferro, tomar um vinho Chateau Lafite Rothschild 1982, às margens do Sena, tirando o gosto com Caviar Beluga.

Acontecendo com grife

Até aí eu só tinha uma dúvida: em que hotel ficar. Ou iria para o Hotel Ritz, ali no número 15 da Place Vendôme, que pertence ao milionário egípcio Mohamed Al-Faied, pai do namorado da Lady Di, ou para o Four Seasons George V, que foi onde o Ronaldinho Fenômeno passou a lua-de-mel com a Cicarelli.
E, ao estilo dos casais Luiz Gonzaga Viana e Gilka, Cirim e Iraceminha, Beto e Adriana Castro, Adriano e Constance Jacob Melo, Vânia Guerra e dr. José Wilson Pereira, Fernando Fortes e Malu, Freitas Neto e Cristina Miranda, Jesus Filho e Gláucia, vip´s de nossa melhor sociedade, eu iria bater um monte de retrato meu e da patroa pra encher as colunas do Nelito, do Rivanildo e da Elvira. Só pra mostrar que eu também não sou fraco nem um pingo!

Mudança de plano

Mas, como diz o filósofo Chico Bernardes, “pobre que arremeda rico, morre fazendo careta”. Eu me esqueci que a minha patroa tava grávida. Tivemos que começar a preparar o enxoval do bebê. O primeiro gasto foi logo com roupas de mulher buchuda. Depois, começamos a providenciar um quarto para a menina (é menina!). Compramos cortinado, berço, cômoda, carrinho e um tal de moisés. Aí partimos para o enxoval: mamadeira deste tamanho, daquele também, escova de cabelo, cortador de unha, desmamador elétrico, babador, coeiro, luva, sapatim de lã, um par de brinco, banheira, garrafa térmica, termômetro, mijão, vestidinho, toalha pra banho...
Um parêntese: vi nas revistas de criança que a estimativa é que um recém-nascido use 8 fraldas por dia. O que dá 240 por mês ou 2.880 por ano. Fui logo na farmácia pra fazer o estoque para os primeiros 6 meses. Quando eu vi o preço das fraldas, senti uma gastura ruim e faltei pouco foi me borrar todo!
Voltei pra casa e fui pesquisar na internet por que tanta carestia. Adivinhe só! O imposto neste produto é de 54%. Ou seja, o governo, em matéria de tributos, não dispensa nem os inocentes e cobra imposto até na hora de aparar merda e mijo de recém-nascido.
Pois bem. O certo é que quando acabei a primeira etapa de compras do enxoval e cuidei de ver o que tinha sobrado do dinheiro do projeto de Réveillon em Paris, dei fé que o restim que tava na minha conta dava mal pra eu passar a virada do ano bem aí em Luís Correia. E isso é se eu conseguir um cristão de bom coração que me convide pra ficar na casa dele, com direito ao de comer e ao de beber. Pra mim, a mulher e a menina, que já terá dado o ar de sua gracinha!
Ê vida!

Yes, nós temos Obama

Quando se elegeu presidente da Assembléia Legislativa, o deputado Luciano Nunes (o pai), recebeu, certo dia, em seu gabinete, três assessores do também deputado estadual Nazareno Fonteles, do PT. Luciano, impressionado com a vivacidade dos jovens, resolveu puxar conversa:
- Como é seu nome?
- É Marcus Vinícius Furtado Coelho.
- Isso não é nome de petista. E o seu? Perguntou ao segundo.
- Robertônio Santos Pessoa.
- Isso também não é nome de petista. E o seu, rapaz? Perguntou ao terceiro.
- É Chico Antônio!
- Aaah! Você, sim, tem nome e cara de petista!
Já naquele tempo o velho Luciano, uma das raposas políticas mais astutas do Piauí, enxergava longe. De fato, Marcus Vinícius e Robertônio deixaram o PT pra trás e foram cuidar de ganhar dinheiro na advocacia. Já o Chico Antônio continuou a vida toda carregando bandeirola do PT no meio do sol quente.
Agora, elegeu-se prefeito de Esperantina, derrubando de uma só vez, o polêmico prefeito Felipe Santolia, o ex-prefeito José Ivaldo e o ex-deputado federal e empresário Themístocles pai.
O PT agora está na obrigação de considerar, também, o nome dele para governador em 2010. Porque, bem comparando, o Chico Antônio é o nosso Barack Obama!

Notícias da semana

Os fazendários cederam e fizeram acordo para o fim da greve da categoria, que já durava mais de mês. O movimento acabou nos termos que o secretário de Fazenda, Antônio Neto, quis.
Bem que eu avisei: de greve ninguém sabe mais do que esse povo do PT!

damasio.danilo@yahoo.com.br

 

Postada em 14/11/2008 10:24h

Se o Itaú/Unibanco comprassem o BEP, virariam o maior banco do mundo

Reforma ortográfica

Ando meio destreinado da escrita. Parei de escrever umas duas semanas tentando aprender as novas regras da ortografia baixadas pelo catedrático Lula. Pra quê? Tô desaplaneivadozim! Me atrapalhei com o pouco que sabia das regras antigas e até agora entendi bem pouquinha coisa das novas.
Além disso, as eleições passaram e tiraram toda a minha inspiração. Aqui no Piauí, ou a gente manga de um político ou tem que esperar que apareça outra Gyselle no Big Brother pra ter assunto até pra mesa de bar.
Quer ver como a falta de assunto é grande? Nestes últimos dias o maior ti-ti-ti, bafafá e trololó da cidade tem sido a notícia de que Seu João tá preparando o shopping dele pra cobrar pelo estacionamento. “E vai ser logo 2 real!”,dizem alguns, em tom de protesto.

Na rabeira

Na minha opinião, este é só mais um atestado do atraso do Piauí. Aqui tudo acontece por último. Dos estados do Nordeste, o Piauí foi o último a ter sua universidade. É o último que vai ter o aeroporto reformado. É também o último em turismo, que por aqui é como o caviar do Zeca Pagodinho (nunca vi, nem comi, eu só ouço falar). Foi o último a ter Shopping Center. E será o último a cobrar estacionamento no shopping.
A negrada queria passar a tarde no shopping do homem, no bem-bom do friozim, jogando conversa fora, paquerando as catitas e pitiacas, sem comer nem um pastel e, ainda por cima, de graça! Faz bem Seu João em acabar com esta folga. De graça aqui em Teresina já basta o calor.
Por mim, o estacionamento só voltava a ser liberado novamente só lá bem pertim da candidatura do João Vicente ao governo. E depois arrochava na cobrança de novo! O povo precisa entender que quem come de graça é menino de creche.

Fusão de bancos

Aqui em Teresina tem muita gente que acha que entende de banco. Mas só se for desses bancos de praça, pra ficar pinando com as filha alheia. De banco, desses de dinheiro, quem entende é o papaizim aqui, ó!
Nesta semana, o mercado financeiro ficou em polvorosa com a fusão do Itaú com o Unibanco, que, juntos, terão 4 mil e 800 agências. Ô povo véi besta!
Fusão maior já aconteceu e ninguém nem fé deu. O bicentenário Banco do Brasil, prevendo o cenário futuro da economia mundial, teve uma brilhante sacada de incorporar um outro gigante do ramo financeiro: o BEP.
O BEP é um banco tão forte, que passou décadas em poder do governo do Estado e não quebrou fácil. Foi preciso a genialidade do engenheiro Alberto Silva pra afundá-lo. E não foi nem no primeiro mandato! Essa proeza ele só conseguiu no segundo.
Saneado e de pé novamente, o BEP se afirmou como potência em expansão. Quando o Banco do Brasil se interessou, ele já ia com 3 agências só em Teresina – uma na 13 de maio, outra na Piçarra e a terceira no Teresina Shopping. Mas o que mais apeteceu o Banco do Brasil na hora de merendar o nosso BEP não foi nem o seu patrimônio imobiliário e nem sua “rede de agências”. Foi mesmo o movimento da folha de pagamento do funcionalismo estadual, que é feito por lá.
Só o movimento gerado pelos milionários contracheques dos professores da rede estadual de ensino e dos soldados da nossa briosa PM já abre o apetite de qualquer banco. Se o Banco do Brasil não corre na frente para adquirir o Banco do Estado do Piauí, hoje, quem sabe, ele teria sido fundido a esta nova holding Itaú Unibanco, que, sem o BEP, perdeu a oportunidade de ser o maior banco do mundo.

Remando contra a maré

Eu tenho muita admiração pelo trabalho dos fazendários. Mas eu tenho inveja mesmo é do salário que muitos deles recebem. Taí um negócio que dava pra mim!
Mas nestes dias eu tenho ficado encabulado com uma coisa: eu não sei o que estes homens e mulheres inteligentes estão querendo quando inventam greve contra o governo do Wellington Dias. Se fosse contra o governo do Hugo ou do Mão Santa eu nem ia dizer nada. Mas quando lembro que quem inventou greve no Piauí foram justamente a Regina Sousa, o João de Deus, a Flora, o Cícero Magalhães, o Assis Carvalho, o governador e o próprio Antônio Neto, eu fico pensando: será que os fazendários sabem, nessa matéria aí – greve – alguma coisa que estes outros aí não sabem? Du-vi-d-o-dó!!
A chance de se obter resultados fazendo greve contra um governo do PT é a mesma que eu tenho de dar uma surra de bofete no Mike Taysson.
E os fazendários que se cuidem, porque o que parece ruim tem é muito pra ficar pior. Os petistas não sonham em outra coisa a não ser mudar o endereço de trabalho do secretário de Fazenda. Querem trocar o gabinete dele do Centro Administrativo pelo Palácio de Karnak, em 2010.
Uuuuuiiiiiiiiiii!!!!!!!!

O redondim

Um outro assunto de menor relevância que tomou a semana foi a queda do Felipe Santolia, apeado da Prefeitura de Esperantina pela Câmara Municipal. Da minha parte, eu tenho muito a lamentar. Este “impiti” do Santolia só deu pra minha radiola. Eu não queria, de forma alguma, que ele perdesse o poder.
Eu vendi um relógio pra ele, fiado, por 300 reais, em dezembro de 2006. Nunca perdi a esperança de receber este dinheirim. No meu juízo, até o final do mandato, ele ia me pagar. Como a mulher lá em casa tá nas horas de parir, eu já me imaginava destroçando estes trezentim todo em fralda. E agora, papai? Me veio logo o pensamento: se com a caneta na mão e nadando em real do FPM ele não me pagou, como diacho é que agora eu vou receber o dinheiro? Mas graças a Deus, anteontem um juiz ordenou que ele reassumisse a prefeitura.
Já tava achando que tinha amarrado meu relógio no rabo de um veado!

damasio.danilo@yahoo.com.br
 

Postada em 07/11/2008 00:20h

O Mão Santa quer ser presidente. E já escalou até o ministério!

Filosofia de boteco

Quem quiser que fique pra si, mas este negócio de ler Sócrates, Platão, Aristóteles, Bobbio e outros tantos filósofos, só presta mesmo pro Mão Santa. Ele decora uma frase perdida de um e de outro e sai por aí repetindo feito papagaio. Aí os bestas, como eu, ficam pensando que ele é sabido.
Os únicos filósofos que eu gosto são os de mesa de bar. E é lá que se escutam as melhores e mais profundas análises sobre cultura, política e economia.
Nesta semana, eu estava no bar do Zé Filho, tentando entender a crise mundial nas bolsas, quando o publicitário Siqueira Campos me fez a seguinte análise:
“Se você tivesse comprado, em janeiro/2005, R$ 1000,00 em ações da Nortel Networks ou da AIG , ambas gigantes da economia americana, hoje teria R$ 59,00! Se você tivesse comprado, em janeiro/2005, R$ 1000,00 em ações da Lucent Technologys , outro gigante da área de telecomunicações, hoje teria R$ 79,00! Agora, se você tivesse, em janeiro/2005, gasto R$ 1.000,00 em Skol (em cerveja, não em ações), tivesse bebido tudinho e hoje vendido as latinhas vazias, teria R$ 80,00!!!”
Aí eu pergunto ao meu leitor e à minha leitora: pra quê eu vou queimar pestana com leitura de besteira se nos botecos de esquina é que eu acho grandes pensadores como este?

Crise? Pra lá!

E nós, piauienses, não estamos nem batendo a passarinha com este negócio de crise econômica mundial e recessão. Nós somos um povo forte.
Se não der mais pra tomar coca-cola, vamos escapar com cajuína ou no suco do seu Abraão. Se não for mais possível comprar whisky, tomaremos cachaça mangueira. Se não der pra comprar Mcdonald, comemos o pastel da Divina ou o pão de queijo do seu Cornélio. Se não conseguirmos mais comprar roupas importadas, compraremos as feitas aqui mesmo, na fábrica do Seu João e na Lazule Jeans. Se as passagens aéreas ficarem caras, vamos andar de Líder, Jurandi, Linhares, Fretur, Transpiauí e Barroso. Se o gás de cozinha ficar caro, não tem problema. É só colocar a panela no asfalto, que neste calorzão tudo assa e tudo cozinha. E, por fim, se eu nunca mais conseguir botar nos Estados Unidos por causa do dólar alto, eu lá vou me importar! O que é que um turista de nível como eu vai querer mais na vida do que tomar um banho na Cachoeira do Urubu, em Esperantina (agora sob nova direção), e comer uma farofinha de ovo nas barracas de praia do Silvio Leite, lá em Luis Correia?
É feliz quem vive aqui!

Nepotismo

Em minha família, a dos Silva, tem muitos políticos. Começando pelo Lula da Silva, na presidência, passando pelo Alberto Silva, na Câmara dos Deputados, até peitar na Câmara de Vereadores, com meu primo, o vereador R.Silva.
Eu pensei muito em pedir um emprego pra mim a um deles. Pensei tanto que cheguei tarde. O STF agora inventou de proibir a contratação de parentes em todas as esferas de governo.
O que eu queria mesmo era arranjar um jeito de me dar bem sem fazer força. Este negócio de trabalhar, como diz o amigo Abelardo Carvalho, é coisa de jacu. Mas, graças ao meu bom Deus, eu encontrei uma saída: dagora em diante, eu vou é fazer greve.

Greve é meio de vida

Foi nessa pisada de grevar que o João de Deus, o Cícero Magalhães e o próprio governador Wellington Dias – sem falar no Lula, mas já falando – saíram do ônibus com vale-transporte contado pro carro oficial. O nosso Wellington foi o mais craque de todos eles nesta arte. Sem perder tempo, empinou de vereador a governador mais depressa do que rabiola no mês de junho, numa eleição atrás da outra. Foi até melhor do que o Lula, que pra chegar a presidente, penou mais do que mala velha pra largar a poeira. Foi derrotado um bocado de vezes. Mas foram eles que ensinaram aos trabalhadores que greve dá resultado. E como tem dado!
Neste outubro, estão de greve os fazendários, os bancários e o pessoal do Dnit.
Mas desde a semana passada que os professores já ameaçam que vão entrar nesta onda também. O governador, que não tinha outra coisa pra dar ao magistério, deu pelo menos um final de semana prolongado, puxando a folga de quarta (15 de outubro, dia do professor) pra segunda.
Aí foi mesmo que botar manteiga em venta de gato. Na quarta, dia oficial do professor mesmo, quase todo mundo parou de novo. Na quinta, tornaram a folgar, para fazer uma paralisação.
Eu desconfio que nestes três dias sem aula, em apenas uma semana, os alunos só sentiram falta mesmo foi da merenda

Mão Santa para presidente!

Nesta última semana, o noticiário local deu conta da disposição do senador Mão Santa em se candidatar a presidência da República em 2010. Eu nunca vi idéia melhor!
Dizem até que ele já tem o slogan da campanha: “Chega de aloprado! O Brasil precisa ser levado a sério!”.
O senador tá preparado desde já para ser presidente. Ele tem falado a seus assessores mais próximos que levará para Brasília a extraordinária experiência de seus sete anos à frente do Governo do Estado do Pííííiaui. Pra isso, pretende convocar para esta missão histórica alguns dos técnicos de alto nível que lhe ajudaram a transformar o seu governo no mais organizado e mais progressista que o Piauí já teve a sorte de ter.
Tive acesso privilegiado à lista preliminar dos ministeriáveis. Eis alguns deles:
Gabinete Civil: Mão Santinha; Ministério da Fazenda: Paulo de Tarso Moraes Sousa; Saúde: Paulo Lages; Educação: Nilson Sá; Justiça: Edvarzim; Agricultura: Chico Filho; Transportes: Marcos Silva; Turismo: Roberto Broder; Esportes: Abelardo Carvalho; Cultura: Neto Sambaiba; Comunicações: Genésio Araújo; Relações Exteriores: Ray Carvalho e Ministério do Trabalho e Emprego: Rui Berger
Com este time de notáveis, vamos reviver os anos dourados de JK. Só que na República da Parnaíba, em vez de 50 anos em 5, serão 400 anos em 4.
Atentai bem!

 

Postada em 26/10/2008 22:35h

Sabem porque a bolsa caiu e o dólar subiu? Efeito Santolia!

O mundo é um quintal

Segundo os papas da economia mundial, quando Wall Street espirra, em Nova Iorque, o mundo pega pneumonia. E isso pode até ser verdade. Mas, se for, está incompleta! Com a globalização dos nossos tempos, não é só a “Big Apple”que está passando gôgo pro resto da humanidade.
Nesta semana, por exemplo, as bolsas de valores do mundo todo despencaram vertiginosamente na segunda-feira, dia seguinte às eleições municipais no Brasil. A BOVESPA teve que interromper o pregão por duas vezes pra conter a queda. E o dólar, que já tinha amansado na casa dos 2 reais, voou e atingiu os 2,45 reais em menos de 72 horas.
Os analistas econômicos não conseguiram explicar a razão da queda nas bolsas, já que o pacote de 850 bilhões de dólares do Bush foi aprovado com sucesso na Câmara e no Senado americanos. Aparentemente, não haveria mais razão para o descontrole dos mercados. No caso da BOVESPA, os motivos das constantes quedas são ainda mais inexplicáveis. Para que os leigos tenham uma idéia, a Vale do Rio Doce – que tem o menor custo de extração de minério no mundo – teve suas ações desvalorizadas em 18,90% em apenas 10 dias. Já a Petrobras – que acaba de anunciar a descoberta de dois mega poços de petróleo – viu suas ações desvalorizarem 17,94% no mesmo período.

Os gênios da bolsa

O que faltou para compreensão ou prevenção desta crise toda foi atenção para o fato de que a humanidade só contou com três escassos gênios em bolsa. O primeiro foi o Louis Vuiton, que criou umas sacolas com a logomarca dele ferrada pelo lado de fora. As bolsas caíram no gosto do mulherio de bom gosto e alto poder aquisitivo e, desde 1854, que elas gastam verdadeiras fábulas em dinheiro somente para desfilar com uma dessas a tiracolo.
O segundo gênio em bolsa é o Lula. E a bolsa em que o Lula é craque é a “Bolsa Família”.
O terceiro gênio em bolsa é o papaizim aqui. Entendo deste negócio de bolsa de valores indo e voltando, de cima pra baixo, de lado e de banda e esticando e puxando. Sou PhD em mercado de ações, divisão de conta de bar, contagem de carta de baralho e economia de palito. Meu doutorado foi na Sorbone de Paris. Lá fui discípulo dos mestres Pierre Latibotô e Francois Meticom Avara. Mas, apesar deste currículo invejável, até hoje ninguém nunca me perguntou nada sobre esta crise econômica mundial. Nem um telefonemazim da Gazeta Mercantil nem da Globo News eu recebi.
Melhor para vocês, minhas leitoras e meus leitores, que vão saber agora, em primeiríssima mão, o motivo da queda nas bolsas de valores mundo a fora.

Efeito Santolia

A razão de tanta insegurança nos mercados mundiais foi a derrota nas urnas do Felipe Santolia, em Esperantina. Tudo começou quando o capital especulativo e as agências de risco começaram a tremer diante da queda anunciada do melhor modelo administrativo já implantado nas Américas, desde Cristovão Colombo. Acreditavam os especuladores que, dando certo em Esperantina, o resto do país iria adotar o “Modelo Santolia” de administrar, alçando o Brasil da simples condição de país emergente para a de super potência primeiro mundista.
Pra começar, a humanidade só registra dois casos de crucificação seguidos de ressurreição. O primeiro foi o de Cristo, naturalmente. O segundo foi o do saltitante Felipe Santolia. A crônica policial e política dão conta de que ele foi baleado e crucificado num pau, perto de Joaquim Pires, em outubro de 2002. Pela semelhança dos acontecimentos (crucificação), separados um do outro por apenas 2 mil anos, o Santolia chegou até a ser conhecido como Felipesanto.

Dando nos gosto

Mas Esperantina não é globalizada apenas por esta efeméride. Nem esta história da crucificação é a mais conhecida de lá! Depois de uma pesquisa de opinião que detectou que menos de 10% das mulheres da cidade entre 14 e 50 anos conheciam o prazer sexual, foi instituído, por uma votação histórica da Câmara Municipal, o dia 09 de maio como o “Dia Mundial do Orgasmo”. Foi uma atitude tão de vanguarda que desde lá o mundo nunca mais o mesmo.
A lei foi tão importante e tão bem feita que chegou a distinguir os tipos de orgasmos femininos. Aqui vão alguns desses orgasmos:
Geográfico - Aqui, aqui, aqui, aqui…
Matemático - Mais, mais, mais, mais…
Religioso - Ai meu Santo, ai meu Santo…
Suicida - Eu vou morrer, eu vou morrer…
Homicida - Se você parar agora, eu te maaaaaatooo!!!
Sorveteiro - Ai Kibon, ai Kibon, ai Kibon...
Torcedor de Futebol - Vaaaai, entra com bola e tudoooooo!!!
Ambicioso - Eu quero tudo!!! Me dá tudo!!!
Margarina - Que delícia, que delícia…
Pornográfico - PQP! Vai FDP!
Sensitivo - Tô sentindo… tô sentindo…
Desinformado - O que é isso? O que é isso?
E, por fim, entre outros, o orgasmo “Rubens Barrichelo” - Não pára! Não pára! Não pára!

Recesso branco

Durante o período da eleição, o Senado, a Câmara dos Deputados, as Assembléias Legislativas e as Câmaras Municipais fizeram um recesso branco. Os parlamentares abandonaram os gabinetes e caíram na campanha. Ninguém trabalhou, mas continuou recebendo, lógico! Mesmo assim, sem duvida, foi a época mais produtiva das casas legislativas. E foi produtiva justamente porque não fizeram nada. E não fazendo nada o povo economizou com cafezinho, água mineral, energia e papel de limpar os quarto.

Pra não ficar mais chato do que eu já sou, nesta coluna não vou mais pedir a ninguém pra comprar as últimas unidades do meu livro “O Encomendador de Almas” que ainda está a venda nas Livrarias Universitária e Piauiense e nas bancas do Tomás (Praça João Luis) e do Aeroporto.


 

Postada em 10/10/2008 22:33h

Eu vou sentir saudades da propaganda eleitoral gratuita

Nuvem de lágrimas

Lá em casa, nós – eu, a mulher e nossa cachorrinha - temos um compromisso: só almoçamos juntos, só dormimos juntos e também só sorrimos e choramos juntos. É bem verdade que a cachorrinha, que “sorri latindo”, não entende a hora de chorar. Mas, como na canção do Zeca Baleiro, eu choro até com beijo de novela. Aí me encarrego de puxar o chororô. A mulher me acompanha e a cachorrinha arrocha a chorar também.
E a ultima sessão de choro foi na quarta feira, com o fim do Horário Eleitoral Gratuito para prefeito. Me emocionei demais quando vi os candidatos a prefeito agarrando e beijando pela última vez uns meninozinhos sujos, daqueles que só quem gosta é remela e mosquito. E deu pra ver que a beijação era com gosto mesmo!
Meu coração começou a apertar quando comecei a me lembrar que só daqui a dois anos, nas próximas eleições, é que estes meninos vão ter novamente a chance de ser afagado por um candidato.
Mas, pra falar a verdade, eu desatei a chorar mesmo foi só em pensar na saudade que vou sentir do sorriso do Nazareno. Tô com 35 anos de idade, e sou capaz de jurar com a mão na Bíblia que nunca tinha visto o Nazareno tão sorridente, tão simpático e tão pop. E olha que desde que eu me entendo por gente ele é sempre candidato a alguma coisa.

Agonia no juízo

Eu sei que o Horário Eleitoral Gratuito na TV e no rádio não foi criado pra maltratar ninguém. Isso aí o Jornal Nacional e as novelas já fazem a fulote. A propaganda eleitoral é para esclarecer o eleitor, divulgar as propostas dos candidatos e orientar o voto. Mas, infelizmente, não foi o que aconteceu comigo. No meu juízo, o furdunço foi tão grande com tanta propaganda e tanta pesquisa eleitoral que eu tô é ariadim. Não tô nem sabendo mais direito se babado é bico ou se morreu Maria Preá.
Quando eu tava assistindo a propaganda do PSDB, eu era capaz de jurar que Teresina era impriauzinha o Principado de Mônaco, com ruas largas, educação e saúde de primeiro mundo, praças limpas e um povo rindo à toa, de tanta felicidade. Chegava a pensar que “a minha terra era o céu, se há um céu sobre a terra”, como canta o poeta Da Costa e Silva.
Com pouco, quando eu dava fé, entrava o programa do Nazareno. Aí eu cuidava que viver em Teresina era mesmo que morar em Cabul, capital do Afeganistão, ou em Bagdá, no Iraque. Ou mesmo praquelas bandas do Oceano Indico varridas pelo Tisunami. Desgraça pura!
Este sentimento só não ficava pior quando entrava a Lurdes Melo, o Alexis Leite ou o Avelar, porque o programa deles era curtim feito garupa de jumento. Não dava tempo pra esculhambar a cidade, já que tinham que falar mal do Silvio Mendes e ainda dizer o nome e o número deles.
Ei poooovo enganadoooor!

Porca do Dente de Ouro

O Piauí não é rico apenas de gente que mata ou morre pelo poder. É rico também em lendas. São famosas a lenda do Anel de São Gonçalo e da Velha Dum Peito Só, em Oeiras; o Curandeiro das Sete Cidades, em Piracuruca; a Maria Macaca, em União; o Peba-João, na região de Picos; o Veado Baião, em Ribeiro Gonçalves; o Pinto Pelado, em Demerval Lobão; o Boi da Dona Briolanja, em Alto-Longá, dentre outros.
Mas, das cidades piauienses, talvez pela maior população, a mais rica em lendas é Teresina. Tem o Cabeça-de-Cuia, monstro que costuma aparecer na superfície das águas em noite de lua cheia; o Pé-de-Anjo, assombração que aparece para os boêmios, e a Dona Redonda, mulher gorda que de tanto comer explodiu.
Mas a lenda da capital que eu mais gosto é aquela de uma moça de lá das bandas da Catarina, na beira do Rio Poty, que, brigando com a mãe, e num momento de fúria, deu uma dentada nos peitos da veinha. O peito ficou sem um tampo. Agora a moça... Foi castigada e virou a famosa Porca do Dente de Ouro. E é uma porcona velha e grande que anda grunindo, fuçando e arrastando os peitos no chão por toda a Teresina, com um enorme dente de ouro saindo do fucinho.
As outras lendas eu só sei de ouvir falar. Mas esta da porca é verdade. Eu juro! E eu digo isso porque vejo ela toda vez que eu tomo umas e outras.
Da última vez que estivemos juntos, eu e a porca, tive o cuidado de avisá-la que neste domingo, dia da eleição, tem alimentação em fartura pra ela, e que ela não deixe de aparecer pelas bandas do TRE pra merendar os candidatos que vão virar xerém.

Reforma Ortográfica

Tem coisa que a gente prepara o começo mais não sabe que diabos é que vai dar no fim.
Veja só este negócio de reforma ortográfica. No Brasil, a discussão começou ainda no governo do José Sarney, sabido em tempo integral, escritor nas horas vagas, membro da Academia Brasileira de Letras e governista - independente do governo, se é militar ou se é civil, se é de esquerda, de centro ou de direita.
Só que o Sarney, embora nunca tenha deixado o governo, saiu da Presidência. O Collor teve um governo mais curto do que coice de leitoa e não mexeu nas regras da língua. O Itamar não teve topete para bancar a dita reforma. O Fernando Henrique, poliglota e intelectual com a grife da Universidade de Sorbone, em Paris, ao invés de integrar a língua nos países lusófonos, se interteu entregando as estatais de comunicação e outras mais ao capital estrangeiro.
O certo é que a reforma veio bolando de lá pra cá e caiu nas mãos do Lula. E ele passou a caneta Montblanc na lei, sancionando-a. Agora, qualquer intelectual metido a besta que quiser escrever certo, vai ter que ler na cartilha do Lula e seguir direitinho as regras da reforma assinada por ele, que entende tanto de gramática quanto eu entendo de foguete da NASA.
É a vida, camarada!

Quero compartilhar com você esta alegria: a minha ida para o Réveillon em Paris já tá garantida. Agora me ajude a voltar! Compre o meu livro “O Encomendador de Almas” que está à venda nas Livrarias Universitária e Piauiense, na Banca do Tomás (Praça João Luis) e na Banca do Aeroporto

 

Postada em 02/10/2008 14:45h

O sucesso do empresário Silvio Leite, por Danilo Damásio

Da Monark para o Pag Contas!

Na minha vida, depois que eu me livrei da TIM e do SERASA, só falta me livrar de uma coisa: da inveja. Confesso: sou um invejoso inveterado. Dos pecados capitais, eu sou até arremediado em quase todos. Mas a danada da inveja...Hum! hum, hum... essa, eu já pelejei e foi muito. Não me larga nem com reza! Agora anda na minha cachola a idéia de trabalhar no governo. Sim, quero ser impriauzim o Silvio Leite. Querem saber por que? Como eu não tô fazendo nada, eu vou contar: O Silvio é um homem competente. Depois que aprendeu a trabalhar nas Casas Pernambucanas e na Monark, ainda jovem, foi o grande responsável pelo sucesso dos Claudino. Se não fosse ele, Seu João e Seu Valdeci talvez ainda estivessem vendendo pano no metro, radim de pilha, bilera, petisqueira, geladeira Kelvinator e televisão Telefunken, e, quem sabe, um fogãozim de quatro bocas aqui e acolá. Outro que se não fosse o Silvio Leite era um quebrado da minha iguala era este badalado Paulo Guimarães. Sem o Silvio para expandir as coisas dele, de Poupa Ganha, de jornal, TV e rádio, ele hoje tava sabe aonde? Era vendendo tretex, pílula do dr. Rossi, aguardente alemã, pedra ume, pila contra, jalapa, capivarol, capiloton, bromil, regulador Xavier, bitônico Fontoura, emplasto sabiá, emulsão de Scott e outras meizinhas do tipo, numa farmaciazinha na Rua 100, lá em Timon. O segredo do sucesso Quando o Silvio se cansou de enricar os outros, colocou seu próprio negócio, o Pag Contas. No começo, como quase todo negócio novo, o bicho tava ruim pra decolar. Mas foi ele se encostar no governo e vupt: sua empresa empinou feito rabiola no mês de junho. O segredo? A mágica? E eu lá sei. Só sei é que ele colocou o Pag Contas para cobrar em tudo que é repartição, da Fazenda à Agespisa, passando pela Cepisa e DETRAN, de Norte a Sul do Piauí. No primeiro mandato do Wellington, comandava simultaneamente sua empresa e a Comunicação do governo. Seu prestígio era tanto, que, neste segundo governo, criaram uma Secretaria só pra ele: a de Turismo, mesmo já existindo a Piemtur! Passado um ano de sua posse (e que eu tenha dado fé), a única coisa que apareceu no turismo do litoral (e não sei nem se foi ele quem fez) foram 14 barraquinhas na praia de Atalaia que se entrar um jumento dentro o rabo fica de fora. Ahhh, antes que eu me esqueça, me lembrei que neste período que ele tá no turismo, foi aparecendo as barraquinhas e desaparecendo um aviãozinho que fazia linha para Parnaíba. Mas, se o turismo não melhorou, fazer o quê? O Pag Contas vai de vento em popa. E é de uma garapa dessas que eu ando atrás faz e é tempo. E eu lá me importo mais se é uma violência contra o princípio da moralidade na administração publica trabalhar para um governo e fornecer bens ou serviços para ele! Se o Silvio Leite pode, eu também posso, ora!

Postada em 11/07/2008 08:55h
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