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Pai de piauiense morta com 17 tiros diz que crime 'foi desumano'

Mariana e o namorado foram assassinados na porta da casa da garota, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital, na última sexta-feira (16).

SUYNARA OLIVEIRA

- atualizado

Em entrevista à TV Anhanguera, de Goiás, o pai de Mariana Helena Siqueira Matias, de 19 anos, natural do município de Bom Jesus, que foi morta a tiros junto com o namorado, Diogo Alves Nunes, de 21 anos, classificou o crime como “desumano”. Os dois foram assassinados na porta da casada garota, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital, na última sexta-feira (16). A Polícia Civil apura o caso, mas ninguém foi preso até o momento.

Juarenso Matias de Castro lamentou o crime e pediu que os responsáveis sejam punidos. "A gente fica sem acreditar em um negócio desses. Ver uns covardes fazerem uma coisa dessa. Minha filha era uma criança, minha menina. Eu a botava no colo. Eu esperava beijar e abraçar minha filha e agora não tem como mais. Isso é desumano", disse o pai à TV Anhanguera.

O pai de Mariana mora no Piauí e disse que não via a filha há quase dois anos, mas que falava com ela com frequência por telefone. Ele também disse que o genro era uma "pessoa boa". "[As mortes] não têm justificativa. Que se faça Justiça", cobrou.

  • Foto: Reprodução/TV AnhangueraDiogo e Maria HelenaDiogo e Maria Helena

Segundo o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), Mariana Helena foi encontrada morta na porta de casa. Já o namorado estava caído ao lado do carro do pai dele, um VW Jetta, a cerca de 100 metros do corpo da jovem. Ainda segundo o GIH, os policiais encontraram 17 perfurações no corpo de Mariana e outras nove no de Diogo.

De acordo com o delegado Fabrício Flávio Pereira, a suspeita que os criminosos tenham agido de forma premeditada, cortando o pneu do automóvel para obrigar Diogo a parar e trocá-lo. No momento do crime, o veículo estava suspenso por um macaco hidráulico, com o estepe e a chave de roda ao lado.

A administradora Maria José Alves Nunes, de 49 anos, mãe de Diogo, disse que não tem conhecimento de desavenças dos jovens, pois eles eram queridos por todos. “Nunca imaginei que meu filho fosse morrer dessa forma, meu coração está quebrado, destruído. Eles eram pessoas maravilhosas”, disse ao G1.

Os corpos dos namorados foram enterrados no mesmo jazigo, na noite de sábado (17), no Cemitério Jardim da Paz.

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