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Páscoa também é época de ganhar dinheiro

Conheça a história de Elisete e Fabíola, que com ovos de chocolate e artesanato inventaram uma fórmula para lucrar nesta época do ano.

Imagem: E&NClique para ampliarCom chocolate e artesanato, pessoas ganham dinheiro(Imagem:E&N)Com chocolate e artesanato, pessoas ganham dinheiro
Elisete Torrão Querano sempre gostou de cozinhar bolos, mas por hobby, apenas para familiares. Fabíola Donadão acredita não ter o dom da culinária, mas descobriu o gosto pela costura recentemente. Perfis diferentes, mas com uma coisa em comum nesta Páscoa: ambas aproveitaram a época para lucrar com negócios próprios.

Elisete faz ovos de Páscoa de 1984, ano de nascimento de sua filha. "Fiz ovos até a noite em que fui para o hospital", lembra. Tudo começou com um curso de artesanato. Na época a professora fez aulas de ovos de chocolate e as ofereceu às alunas de artesanato, entre elas Elisete.

Ao longo dos anos, ela garante ter aperfeiçoado a técnica, com a prática e um curso para manuseio do chocolate. "Você aprende a temperatura certa para pôr na fôrma, diversas técnicas. Hoje em dia tenho bem menos desperdício de material."

O diferencial de seu trabalho ela diz ser a personalização dos ovos. O negócio deu tão certo que hoje é a fonte de renda para o resto do ano. Elisete faz chocolates para o Natal, lembrancinhas de nascimento, brindes de empresa para funcionários, entre outros produtos. Só nessa Páscoa foram 130 quilos de ovos. "Do preço que eu vendo, cerca de 70% é lucro", faz a média.

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Páscoa também é época de ganhar dinheiro
Conheça a história de Elisete e Fabíola, que com ovos de chocolate e artesanato inventaram uma fórmula para lucrar nesta época do ano
04 de abril de 2012 | 7h 54

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Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios

SÃO PAULO - Elisete Torrão Querano sempre gostou de cozinhar bolos, mas por hobby, apenas para familiares. Fabíola Donadão acredita não ter o dom da culinária, mas descobriu o gosto pela costura recentemente. Perfis diferentes, mas com uma coisa em comum nesta Páscoa: ambas aproveitaram a época para lucrar com negócios próprios.

Elisete faz ovos de Páscoa de 1984, ano de nascimento de sua filha. "Fiz ovos até a noite em que fui para o hospital", lembra. Tudo começou com um curso de artesanato. Na época a professora fez aulas de ovos de chocolate e as ofereceu às alunas de artesanato, entre elas Elisete.

Ao longo dos anos, ela garante ter aperfeiçoado a técnica, com a prática e um curso para manuseio do chocolate. "Você aprende a temperatura certa para pôr na fôrma, diversas técnicas. Hoje em dia tenho bem menos desperdício de material."

O diferencial de seu trabalho ela diz ser a personalização dos ovos. O negócio deu tão certo que hoje é a fonte de renda para o resto do ano. Elisete faz chocolates para o Natal, lembrancinhas de nascimento, brindes de empresa para funcionários, entre outros produtos. Só nessa Páscoa foram 130 quilos de ovos. "Do preço que eu vendo, cerca de 70% é lucro", faz a média.


Foi uma coincidência Fabíola descobrir sua paixão pelo artesanato. Nas últimas férias escolares de fim de ano, sua filha Ana estava entediada e ela resolveu matriculá-la em um curso de artesanato perto de sua casa, em Santo André. Ana e, por consequência, Fabíola aprenderam a costurar produtos diversos em feltro, como almofadas, embalagens, porta-joias, etc. Para a Páscoa, inventaram as cenourinhas, embalagens de feltro com chocolate dentro.

"Acabamos fazendo coisas para a Páscoa por ser a data mais próxima. Queríamos ter uma temática, mas é um produto com que podemos trabalhar o resto do ano", diz. As férias acabaram, as aulas voltaram, mas Fabíola continuou fazendo costuras de feltro, desta vez com interessados em comprar. "Por enquanto, são amigos e parentes que viram os produtos e gostaram. Mas já tive encomenda de uma pessoa que viu a embalagem com chocolate na casa de uma amiga", conta.

Fabíola considera estar em fase de teste, avaliando quanto tem de lucro em cada produto, se há demanda e quanto conseguiria produzir. Na cenourinha, o preço é o dobro do custo que Fabíola tem na produção. A ideia é transformar o hobby em negócio para o resto do ano e assim complementar a sua renda de redatora e assessora de imprensa freelancer. "Minha filha também faz, mas tenho que ver como será porque são apenas duas mãos produzindo", diz.

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