Polícia

PF diz que acusados de fraudar INSS levavam alto padrão de vida

Segundo as investigações da polícia goiana, o grupo formado por 12 pessoas, tinha um padrão de vida muito acima com a renda que tinham, já que a maioria deles trabalhava como autônomo.

ANDRÉ DOS SANTOS

  • Foto: Sílvio TúlioOperação Imperador da Polícia FederalOperação Imperador da Polícia Federal

A Polícia Federal divulgou durante uma entrevista realizada na sede da instituição em Goiás que a quadrilha acusada de fraudes contra o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) usando documentos falsos, objeto de investigação da operação “Imperador”, possuia um alto nível financeiro, que não condizia com o trabalho dos acusados.

Segundo as investigações da polícia goiana, o grupo, formado por 12 pessoas, tinha um padrão de vida muito acima com a renda que tinham, já que a maioria deles trabalhava como autônomo. “O dinheiro obtido com o golpe era uma fonte de renda extra fraudulenta para esses criminosos”, disse a delegada responsável pelo caso, Marcela Rodrigues.

Ao todo foram cumpridos 12 mandados de prisão, 8 de busca e apreensão e 2 de condução coercitiva tanto no Piauí, como nos estados de Mato Grosso e Distrito Federal. “Como esses nomes são falsos, essas pessoas que constavam nos documentos nunca iam morrer, então o benefício seria eterno para essas pessoas. Com essa operação, evitamos uma fraude de mais de R$ 9 milhões”, disse a delegada Marcela Rodrigues.

Nome da operação

A palavra “Imperador”, que denomina a operação, faz alusão ao município piauiense de Pedro II, no Norte do Estado, onde foi apresentado um grande número de certidões de nascimento falsas nos requerimentos junto à Previdência Social.