Ao falar na abertura da campanha nacional contra o sub-registro civil, governador Wellington Dias afirmou que o Piauí conseguiu ser o Estado com maior número de pessoas em idade para o trabalho que estão em atividade. O grande desafio é fazer com que a renda desse trabalho não seja apenas para a sobrevivência – enfatizou.
O governador discorreu longamente sobre os avanços do Piauí em diferentes áreas, sendo a Educação a principal delas. Segundo Wellington Dias o Estado tinha ensino médio em apenas 35 municípios, e hoje todos os municípios estão cobertos. Estima-se que em 2010 o ensino superior estará em todos os municípios.
Para o governador do Piauí, o Estado tinha uma infra-estrutura muito precária, e que hoje já tem um aeroporto internacional em Parnaíba, outro sendo construído em São Raimundo Nonato, devendo ser reformado o de Teresina, sem contar com o Porto de Luís Correia e a estrada de ferro Transnordestina, cujas obras estão em andamento, bem como aumento na quilometragem de estradas asfaltadas.
Depois de ter afirmado que sempre rejeitou a idéia de que o Piauí era o Estado mais pobre da federação, Wellington Dias falou do potencial hídrico do Estado, com 19 rios perenes, de seus minérios e da fertilidade das terras. Colocou como ponto importante a preservação, em 80%, de suas matas nativas.
Em relação à devastação ambiental ele disse que esteve no Ministério do Meio Ambiente, onde tratou da questão do desmatamento para o fabrico de carvão. Elogiou as ações de combate do novo ministro, Carlos Minc, e garantiu que as empresas que estavam desmatando continuamente agora não vão poder mais agir assim, uma vez que houve mudança nas regras.
Sobre o trabalho escravo o governador disse que é preciso um pacato entre os Estados que fornecem a mão de obra e os que abrigam. Destacou que o gado e a cana de açúcar são as áreas mais propícias para o trabalho escravo e que no Piauí as regiões mais vulneráveis a essa prática são as de Barras e de Valença. O governador defendeu a ampliação do teto para empréstimos agrícolas, de modo a incentivar os trabalhadores que retornam do trabalho escravo e precisam aproveitar, de forma positiva, a experiência adquirida. Ele disse que na produção de cana de açúcar é possível obter uma renda de até dez mil reais por ano.
Fonte: do GP1
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