Piauí - Teresina

PM intervém novamente na Casa de Custódia de Teresina

O secretário de Justiça, Daniel Oliveira, enviou uma requisição nessa quinta-feira (21) ao comandante geral da PM-PI, solicitando a força policial para garantir a entrada de visitas na unidade.

THAIS GUIMARÃES

- atualizado

A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) do Piauí, com o apoio da Polícia Militar do Piauí, deflagrou a terceira fase da Operação Habitar na manhã dessa sexta-feira (22) na Casa de Custódia de Teresina, para garantir a entrada de visitas na unidade prisional. Segundo a Sejus, o objetivo é prevenir tensão e motins por parte dos internos.

  • Foto: Divulgação/SejusPoliciais do BOPEPoliciais do BOPE

O secretário de Justiça, Daniel Oliveira, enviou uma requisição nessa quinta-feira (21) ao comandante geral da PM-PI, solicitando o apoio da força policial. No documento, o secretário coloca que há um clima de tensão instalado no sistema prisional do Piauí, por conta da greve dos agentes penitenciários.

“A situação do sistema prisional do Piauí continua tensa vez que a organização denominada 'CG/Comando de Greve' continua a atuar e provocar distúrbios nas unidades penais”, diz um trecho.

  • Foto: Divulgação/SejusViaturas da Polícia MilitarViaturas da Polícia Militar

Atendendo ao pedido da Sejus, a PM enviou um contingente para viabilizar as visitas. “Foram enviados em torno de 80 [policiais militares], podendo chegar a 120 se necessário”, afirmou Daniel Oliveira.

Sinpoljuspi

  • Foto: Divulgação/SejusVisitas na Casa de CustódiaVisitas na Casa de Custódia

O secretário solicitou ainda que as visitas pudessem entrar na unidade com sacolas, o que foi questionado pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi), que se posiciona contrário à intervenção da PM. “As visitas entraram com sacolas, desrespeitando a decisão do desembargador, os policiais militares estão usando a força e usurpando a função dos agentes penitenciários, estão fazendo vistorias que não é função deles. Está acontecendo um crime dentro da unidade, esses materiais que estão entrando são acordos feitos pela Sejus para tentar negociar com os criminosos e manter a estabilidade no sistema prisional. Isso são regalias que os presos conseguem, provando que o sistema está falido”, declarou o diretor financeiro do sindicato Acácio Vieira.

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