PI - Teresina

Polícia Civil deflagra Operação Fantasma em Teresina e Campo Maior

De acordo com o delegado JJ, coordenador da Delegacia Especializada de Crimes contra a Ordem Tributária (Deccortec), até o momento três empresários, que são irmãos, foram presos.

BRUNNO SUÊNIO E THAIS SOUZA

- atualizado

O Grupo Interinstitucional de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária-GRINCOT, deflagrou nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (02) a Operação Fantasma com o objetivo de desarticular uma organização criminosa, que atuava utilizando empresas fantasmas e notas frias, lesando o fisco em mais de R$ 81 milhões com fraudes tributárias e fiscais. A operação está concentrada em Teresina e Campo Maior.

Ao todo, estão sendo cumpridos 11 Mandados de Prisão Temporária, 03 Mandados de Prisão Preventiva, 15 sequestros e remoção de bens, além de 23 Mandados de Busca e Apreensão expedidos pelo Juiz da 10ª Vara Criminal de Teresina.

  • Foto: Divulgação/ PolíciaCivilPoliciais em ação na OperaçãoPoliciais em ação na Operação

De acordo com o delegado João José, o JJ, coordenador da Delegacia Especializada de Crimes contra a Ordem Tributária (Deccortec), três empresários, os irmãos Mirtdams Júnior, Willams e João Canuto Neto, foram presos. “Três irmãos e a mãe foram presos, pois eles são as cabeças da operação. Dois empresários foram presos em Campo Maior e um em Jericoacoara, nós fomos prender ele lá. Teve prisões em Teresina, mas a base da organização era em Campo Maior”, disse o delegado.

  • Foto: Divulgação/ PolíciaCivilDelegados envolvidos na Operação FantasmaDelegados envolvidos na Operação Fantasma

Investigações

O delegado JJ informou que as investigações tiveram início a partir de vários inquéritos produzidos, mas havia a necessidade de uma avaliação mais profunda para apurar o esquema. Então, em novembro de 2016, deu-se início a uma investigação mais detalhada para identificar como funcionava a organização criminosa.

“Já existiam inquéritos, mas não houve uma penetração profunda. Quando foi em novembro eu baixei portaria e comecei a fazer a investigação juntamente com o delegado Josimar e descobrimos a criação de mais 61 empresas ‘laranjas’ fora do estado do Piauí. No Piauí, são mais de 80 empresas fantasmas com representantes 'laranjas', só em Campo Maior são mais de 20 empresas fantasmas do gênero alimentício”, informou.

Como funcionava o esquema

Os irmãos Mirtdams Júnior, Willams e João Canuto Neto contatavam empresários interessados nas fraudes ou utilizavam empresas ‘fantasmas’ para usar em suas empresas reais. Para arregimentar ‘laranjas’, geralmente pessoas simples que precisavam de dinheiro, contavam com um rol de empregados “fixos”, dentre eles Gilmária, Sandra, Deodato e Jailton. Estes intermediários conseguiam documentos (RG, CPF) de populares mediante ardil ou, o que era mais comum, ofereciam dinheiro, entre R$ 500,00 e R$ 1.000,00, para que cedessem seus documentos, os quais seriam utilizados na abertura de empresas ‘fantasmas’.

O líder do grupo, Mirtdams Júnior, usava, como real proprietário, diversos veículos de luxo que não estavam em seu nome, mas em nome de tia e cunhada. Contra esses alvos já tramitam seis processos criminais e três inquéritos, referentes a crimes semelhantes.

O GRINCOT é composto pela DECCOTERC/Polícia Civil do Piauí, Ministério Público Estadual, Procuradoria Geral do Estado, SEFAZ-PI e 10ªVara Criminal de Teresina. Participam da Operação aproximadamente 100 pessoas, entre policiais civis, auditores fiscais, técnicos da SEFAZ-PI, MPE-PI e Policiais Rodoviários Federais.

Veja quem participou do esquema

  • Foto: Divulgação/Polícia CivilVeja como atuava a quadrilha Veja como atuava a quadrilha
  • Foto: Divulgação/Polícia CivilQuadrilha foi presa nessa manhãQuadrilha foi presa nessa manhã
  • Foto: Divulgação/Polícia CivilContador Contador

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